PISA confirma – outra vez – desastre educacional brasileiro

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Enquanto a bancada ambientalista do Congresso se preocupa com a “educação ambiental” dos brasileiros, aprovando a criação de um Fundo Nacional de Educação Ambiental (FNEA), um novo estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) volta a demonstrar o quadro calamitoso da educação formal no País.

Divulgado na quarta-feira 10, o estudo se baseou em uma nova análise das séries de dados do último exame do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês), realizado em 2013, com dados de 2012 (BBC Brasil, 10/02/2016).

O estudo, orientado para os alunos de baixo desempenho e as maneiras de ajudá-los, mostra que, apesar de ter melhorado ligeiramente a sua posição no nível de conhecimentos básicos em Matemática, o Brasil segue entre os dez últimos colocados no ranking do PISA – 58º entre 65 países, ficando atrás da Albânia e da Costa Rica.

A pontuação dos estudantes brasileiros em Matemática foi de 391, contra a média geral de 494 dos países da OCDE, integrados pelas economias industrializadas do Hemisfério Norte (mais o México).

Pelos critérios da OCDE, os alunos que ficam abaixo do nível 2 nas disciplinas analisadas (Matemática, Leitura e Ciências) terão dificuldades na escola e, posteriormente, no mercado de trabalho, o que compromete as suas possibilidades de ascensão socioeconômica. O PISA abarca seis níveis de conhecimento, baseados em graus de dificuldade crescentes das perguntas.

Nada menos que 67,1% dos estudantes brasileiros com 15-16 anos, faixa etária analisada no estudo, estão abaixo do nível 2 em Matemática, com baixa performance na disciplina. Apenas 0,8% deles conseguiram atingir os níveis 5 e 6, que exigem análises complexas. Em Xangai, China, primeira do ranking em Matemática, mais da metade dos estudantes (55,4%) conseguiram atingir os níveis 5 e 6.

Dispensam-se comentários.

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