CPI da Funai 2 aprova relatório com quase 100 pedidos de indiciamento

A CPI da Funai 2 aprovou, na terça-feira 31 de maio, o relatório final que pede o indiciamento de 96 pessoas por supostos crimes praticados em processos de demarcação de terras indígenas, remanescentes de quilombos e em assentamentos da reforma agrária (Yahoo Notícias, 31/05/2017).

Segundo a Agência Câmara Notícias, os pedidos, que incluem o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, dois procuradores da República, ex-dirigentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de funcionários das ONGs indigenistas Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), serão encaminhados para análise do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF).

Partidos de oposição, que eram contrários à aprovação do relatório, tentaram adiar a votação. A intenção era retirar do texto capítulos inteiros do relatório. As entidades citadas negam as acusações e classificam o parecer da CPI como parcial.

Entre outros pontos, o relatório da CPI sugere ao Ministério da Justiça que faça uma nova análise de demarcações em andamento nos Estados do Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de propor mudanças na estrutura da Funai que, se adotadas, farão com que o órgão perca a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas.

Como o MPF e seus congêneres estaduais costumam mostrar-se estreitamente alinhados com a agenda do aparato ambientalista-indigenista que opera no País, é pouco provável que as recomendações da CPI sejam levadas adiante. Não obstante, o Congresso Nacional fez a sua parte, no enfrentamento desse problema que o País terá que solucionar, cedo ou tarde, se quiser neutralizar os esforços divisionistas e antidesenvolvimentistas daquele insidioso aparato de intervenção política.

Um dos depoentes na CPI foi o jornalista Lorenzo Carrasco, presidente do conselho editorial deste Alerta e autor dos livros Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil (2013) e Conselho Indigenista Missionário – Filho da Mentira (2016).

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