Em sua coluna de 12 de janeiro no jornal O Globo, o jornalista Lauro Jardim observa que a sabotagem do aparato “verde-indígena” à exploração de hidrocarbonetos na parte Norte da Margem Equatorial Brasileira segue vencedora. De fato, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, já conseguiram atravessar a metade do governo Lula sem aprovar a licença ambiental para um poço exploratório da Petrobras no litoral do Amapá. E, como ele próprio registra, quanto mais perto da conferência climática COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro, mais difícil será a decisão de liberar a licença.
A procrastinação do Ibama não tem qualquer fundamento técnico, ao contrário do que têm repetido Marina o presidente do órgão, Rodrigo Agostinho. Inexiste qualquer argumento técnico plausível para uma demora de tal ordem e, a rigor, para bloquear a perfuração de um poço exploratório a 170 km do litoral. E, desde 1986, a Petrobras explora petróleo e gás natural em Urucu, a 670 km de Manaus, área incomparavelmente mais sensível em termos ambientais do que um poço marítimo, sem qualquer acidente e com um registro exemplar de cuidados ambientais (diga-se de passagem que o poço é anterior à infausta criação do Ibama como um órgão dotado de superpoderes interditórios).
Ou seja, a atitude do Ibama não pode ser qualificada de outra forma, se não como sabotagem, que o presidente Lula não tem coragem de neutralizar, devido à importância de Marina Silva para a propaganda internacional do seu governo.

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Msia Informa
