Comandante do Exército reafirma Amazônia como prioridade estratégica

MANAUS, 26/03/2014 SESSAO ESPECIAL DE EM HOMENAGEM AO GENERAL VILLAS BOAS, COMANDANTE GERAL DO COMANDO MILITAR DA AMAZONIA. FOTO: TIAGO CORREA / CMM

MANAUS, 26/03/2014
SESSAO ESPECIAL DE EM HOMENAGEM AO GENERAL VILLAS BOAS, COMANDANTE GERAL DO COMANDO MILITAR DA AMAZONIA.
FOTO: TIAGO CORREA / CMM

Em visita à sede da Rede Amazônica, no dia 5 deste mês, o novo comandante do Exército, general Eduardo Dias Villas Bôas, afirmou que a Amazônia constitui a prioridade estratégica número um do Exército Brasileiro (EB). Na ocasião, ele destacou o acesso terrestre por rodovias e o acesso à internet como alguns dos principais desafios para a presença militar na região, e citou planos de investimentos para superar tais problemas.

O portal G1 entrevistou Villas Bôas quando este acompanhava a visita do ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao município de São Gabriel da Cachoeira (AM), a 852 km de Manaus, e ao Pelotão de Fronteira instalado na Aldeia Yanomami de Matucará. Segundo ele, o EB vai continuar olhando para esta região a partir do estabelecimento de que a Amazônia é a prioridade número um. Isto foi estabelecido na Estratégica Nacional de Defesa de 2007 e a prioridade continua (G1, 11/03/2015).

O general destacou alguns projetos específicos para a região, que devem receber especial atenção, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron), um sistema integrado de sensoriamento, apoio à decisão e de emprego operacional, voltado para o fortalecimento da presença e de ação militar em regiões fronteiriças. Segundo ele, o Sisfrom deverá entrar em operação no próximo ano: “O Sistema busca incorporar tecnologias para aumentar a capacidade de vigilância e monitoramento da fronteira. Pretendemos também melhorar as infraestruturas básicas das nossas unidades, principalmente as unidades de fronteira na parte de infraestrutura, comunicações, transporte e a parte de saneamento básico.”

Ele acrescentou que a tecnologia deve auxiliar no combate ao narcotráfico. “Diante do gigantismo das fronteiras no Brasil – ao todo 17 mil km, sendo 11 mil km de fronteira na Amazônia -, houve um entendimento de que somente com tecnologia avançada nós teríamos capacidade de ter uma atuação efetiva.”

Villas Bôas também ressaltou as dificuldades a serem superadas na região para assegurar a presença militar, incluindo os gargalos de infraestrutura: “A internet ainda é uma dificuldade muito grande que o Exército tem nessa região. Por exemplo, nós temos um grande projeto de ensino à distância para as fronteiras e o gargalo realmente é a transmissão de dados, que é limitada. Além disso, há a dificuldade de locomoção e então percebemos a real importância do que seria a [rodovia] BR-319 para a Amazônia não só para o desenvolvimento, mas também do ponto de vista estratégico e da defesa.”

Um projeto que promete resolver as dificuldades de transmissão de dados de internet na região é o “Amazônia Conectada”, que prevê a instalação de cabos subaquáticos ao longo de rios, para garantir a conexão de maior capacidade, que deve ter início em abril.

A prioridade estratégica conferida à Amazônia é de alta relevância. E, seguramente, a defesa da região seria bastante reforçada se as autoridades nacionais estendessem a sua atenção às atividades das ONGs ambientalistas e indigenistas que tanto têm influenciado as políticas públicas para a região.

6 comments

  1. Observado desde fora do Brasil: A “Amazonia” e prioridade tambem para estrategas militares de outros paises do subcontinente, especialmente paises vizinhos do Brasil. Mais perigroso do que o narcotrafico, sao as “operations” geopoliticos dos adversarios da “independencia” dos paises do subcontinente: Os agentes dos adversarios tem tambem um projeto “Amazonia Conectada” para transmissao pelo internet na regiao ! O projeto da EUA, Bretanha e Alemanha (tambem ha agentes daneses e suizos ativos nas “ops) e ligar etnias indigenas separatistas atraves as fronteiras e assim quebrar a soberania territorial dos paises amazonicos. Nao e segredo – tudo esta insinuado na “midia internacional” para ao mesmo tempo convencer a “opiniao internacional” se for oportuno uma intervencao protetora pela “comunidade internacional” para os “direitos” de etnias separatistas . Quem observa a “midia internacional” como ” BBC” da Bretanha e “Deutsche Welle” de Alemanha que serve como “Voz da America” desde Alemanha, pode reconhecer a tatica. Obviamente um comandante militar brasileiro esta inibido de falar publicamente acerca este assunto devido a politica domestica e internacional . O General Augusto Heleno e o Colonel Gelio Fregapani reclamaram acerca a subversao das ONG estrangeiras na Amazonia e o resultado, neste epoca, tem sido adverso para suas carreiras. Veja o video titulado: PROFECIA ORLANDO VILLAS BOAS, de 2002, que tambem tem material acerca o General Heleno: E importante observar – nisto os nacionalistas conservadores brasileiros e os nacionalistas socialista brasileiros concordam : Veja “O Impasse Boliviano” de Aldo Rebelo, onde ele explica de que o separatismo etnico quebra a coesao nacional. A Deputado Perpetua Almeida ( PCdoB) do Estado Acre tambem tem reclamada para mais financiamento para a defesa da soberania nacional na Amazonia —– A Amazonia de Bolivia, Peru, Equador, Venezuela, (e proximamente Colombia )- igual como a Amazonia do Brasil estao alvos de desnacionalizacao territorial desde fim da decada 1980. Desde fim da decada 1980 “Aventureiros ” alemaes foram os primeiros de agitar entre os Yanomami do Brasil e Venezuela: Foram os alemaes que trazeram os “ativistas” yanomamis a New York . O diretor da FUNAI ate 2008, Edward M. Luz, tem explicado de que tem sido a agencia GTZ da Alemanha que na decada de 1990 tinha pessionado para a homologacao de reservas indigenas no Brasil, com pressao geopolitica contra os governos do Brasil, de que os prodecimentos legais nem concordaram com as leis brasileiras, e que bastante dos beneficiados nem foram indigenas verdadeiros. GTZ, desde 2011 GIZ, e uma empresa “privada” alema que somente funciona para e esta financiado pelo Ministerio de Cooperacao Internacional da Alemanha, um pais sem independencia verdadeira e ocupado por 60,00+ militares de EUA. Um dos agentes da GTZ alema no Brasil na decada de 1990, T.F., ficou no Brasil entre 1992 e 2010 subvertendo contra a coesao e estabilidade nacional do Brasil, e desde 2010 esta de volta na Alemanha como o estratega principal das operacoes subversivas de ONGs alemas contra a estabilidade e coesao nacional do Brasil. O financiamento proveem maiormente do Governo da Alemanha, das Igrejas Catolica e Evangelica Luterana da Alemanha, e de bilionarios dos EUA como Soros. Nas universidades alemas ha centenas de academicos analisando Sud-America e a Amazonia, e entre eles estao agentes como uma brasileira de Minas Gerais, que casou com um alemao e logo na Alemanha tem sido trainada como “etnologa”. Ela e docente na Universidade Bremen para “ligar as etnias indigenas da Amazonia de Sud-America atraves do internet”. “Grenzueberschreitend” como ela explica – transitando as fronteiras. Ela esta ativa na fronteira Brasil e Peru durante meses. Ha outros agentes estrangeiros como “ativistas” de ONGs ou “jornalistas independentes” subvertendo todos os paises vizinhos. Venezuela tem expulsado “New Tribes Missions” de EUA, Equador tem expulsado “Pachamama” de EUA, Bolivia tem expulsado “IBIS de Dinamarca. O Peru esta muito infiltrado por “ativistas” de ONGs alemaes – tambem na fronteira Peru-Brasil. Nisto e errado a propaganda de militares reformados contra os “bolivarianos”: No caso do afastamento de Morales na Bolivia, de Correa no Equador, e de Maduro na Venezuela – a Amazonia sera entregada pelos “security partners” dos EUA para as ONG financiadas pelos governos da OTAN. E o Brasil ficaria so para defender a soberania territorial da Amazonia brasileira – contra a pressao da “comunidade internacional” que insiste en que a Amazonia da Sudamerica pertenece a “humanidade” liderada desde New York…

    • Temos que desenvolver a efetiva mentalidade amazônica no espírito da Nação para avançarmos na ocupação dos seus espaços vazios diante das tramas subjacentes da ideologia do ambientalismo. O emérito Comandante do Exército, general Vilas Bôas, é um dos mais realistas e atualizado nos estudos geopolíticos da região. Reavivemos os estudos dos professor Delgado de Carvalho, Terezinha de Castro,e dos generais Golbery, Meira Mattos e Oswaldo Oliva. Assim, melhor entenderemos a
      urgência do Governo olhar e resolver as candentes questões do nosso
      “continente verde”. Ney de Araripe Sucupira -Vice-Delegado da ADESG/SP

  2. As Forças Armadas devem/deveriam ser , no meu entendimento , entidades totalmente livres do Executivo e da politicagem rasteira Q o caracteriza desde sempre . Um 4º Poder com orçamento próprio tendo o EMFA recriado como ministério maior e articulador + os 3 ministérios de cada Arma em contínuo contato com as PM.s ; além de um Serviço de Inteligência tb próprio ao EMFA tb e integrador do Ciex / Cisa / Cenimar e igualmente em linha direta com os S2 das PMs independentemente do humor de quem circunstancialmente ocupe os Executivos Federal e dos Estados ! Devem servir EXCLUSIVAMENTE ao País e jamais à Governos , especialmente se estranhos à nacionalidade como o Ministro e Sionista Jaques Wagner declaradamente o deseja !!!!!!!!!!

  3. PRIORIDADE ESTRATÉGICA? COMO, SE A AMAZÔNIA NÃO É MAIS NOSSA? E SE AINDA FOSSE COMO DEFENDÊ-LA SEM ARMAS, SEM UM GRANDE EFETIVO MILITAR DAS TRÊS ARMAS E SEM POLÍTICOS PATRIOTAS?
    SOU EMPRESÁRIO DE DEFESA, AINDA NA INFORMALIDADE PORQUE O BNDES ESTÁ ARRUINADO PELOS PETRALHAS E OS BANCOS OFICIAIS TODO APARELHADO POR SINDICALISTAS COMUNISTAS QUE ESTÃO ENTREGANDO O PAÍS À CHINA E À RÚSSIA. SINTO MUITO, MAS SÓ COM UMA MOBILIZAÇÃO NACIONAL PODEREMOS RECUPERAR A AMAZÔNIA PARA O BRASIL. MAS, OS BRASILEIROS SÓ QUEREM SABER DE PRAIA, SAMBA, MULHER E CERVEJA… E VOTAR EM CORRUPTOS!
    MARIANO PAREDES
    isdeaero@yahoo.com.br

  4. O Excelentíssimo Sr. General Eduardo Dias Villas Bôas não é somente o comandante do Exército Brasileiro. Ele é, acima de tudo, um profundo conjhecedor da Região Amazônica e das dificuldades operacionais a serem enfrentadas por qualquer atividade a ser desenvolvida na Região. Questões ligadas a logística Amazônica fazem parte da vida daqueles que, verdadeiramente, cumprem a missão de ajudar no desenvolvimento desta área do Brasil, ainda desconhecida para a grande maioria dos brasileiros. Que sua presença no alto escalão do governo nos assegure a oportunidade de crescermos juntos por uma Amazônia Sustentável, sem os atavismos inerentes a postura política que rege a vida nacional.

  5. Os militares não explicam nem a aspersão dos chemtrails sobre nossas cabeças.Estão mudos vendo a politicalha vender o país. Como podem se arvorar em defender a soberania nacional? Na época da ditadura torturaram o próprio povo, esse pessoal não tem memória?

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