Cadê os meteorologistas?

Outra das ironias de que o radicalismo ambientalista tem sido pródigo em produzir nos últimos tempos se revelou na IV Conferência Regional Sobre Mudanças Globais, realizada em São Paulo (SP), em abril. No evento, ninguém menos que o físico e meteorologista José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos principais promotores do aquecimento global antropogênico no Brasil, lamentou a escassez de meteorologistas que se dediquem à parte operacional da profissão, ou seja, às tradicionais previsões meteorológicas, em vez de se dedicar a “trabalhar na parte acadêmica”.

“Necessitamos de pessoas mais novas, jovens. Temos poucos profissionais que se dedicam à fazer a previsão e mapas. As pessoas estão se aposentando e outras preferem trabalhar na parte acadêmica”, disse ele. Por enquanto, a carência de novos profissionais ainda não afeta as previsões meteorológicas, mas pode provocar transtornos em cinco anos, caso o cenário não seja revertido, comprometendo a previsão e prevenção de catástrofes naturais, ressaltou (O Globo, 4/04/2011).

Para Marengo, a parte operacional da Meteorologia não tem sido atrativa aos jovens profissionais por ser considerada uma área pouco “interessante”.

A afirmativa de Marengo não chega a ser um “auto-de-fé”, mas denota a admissão implícita de um dos problemas causados pela infestação das ciências climáticas pelo vírus do “aquecimentismo”. Com o destaque conferido aos estudos sobre as mudanças climáticas de longo prazo, em termos de verbas de pesquisas, prestígio profissional e até mesmo exposição midiática, não é difícil entender por que esta área tem atraído os profissionais jovens.

Um exemplo é a intenção do governo federal de estabelecer linhas de crédito no montante de R$ 238 milhões, para projetos do setor público e privado orientados para a redução dos impactos das alterações da temperatura global. O anúncio foi feito em 17 de março último pelo recém nomeado secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre – também do INPE e o principal propagandista do aquecimento global antropogênico no Brasil (MCT, 17/03/2011).

Assim sendo, a previsão do tempo fica relegada à condição de “prima pobre” da área, tanto em recursos financeiros, como tecnológicos e humanos, fator que também contribui para agravar os impactos de fenômenos meteorológicos extremos, como as pesadas chuvas que caíram em janeiro sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro.

One comment

  1. estes ratos aquecimentistas deveriam ser assados em estufas de padaria.

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