A seca em São Paulo e o “Fantástico” modo de falsear os fatos

Na edição de 31 de agosto, o programa Fantástico da Rede Globo de Televisão dedicou mais de 11 minutos à seca que tem afetado a Região Sudeste, em especial, o estado de São Paulo. O destaque é relevante, devido à dimensão do problema, mas, em vez de discutir as suas causas estruturais, a reportagem preferiu apontar um inesperado responsável: a “devastação desenfreada da Amazônia”.

Segundo a reportagem, é a Amazônia que “bombeia para a atmosfera a umidade que vai se transformar em chuva nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Quanto maior o desmatamento, menos umidade e, portanto, menos chuva. E sem chuva, os reservatórios ficam vazios e as torneiras, secas”.

O único senão é que a reportagem se baseou apenas nas opiniões de cientistas alinhados com a abordagem alarmista sobre os temas climáticos, em vez de consultar cientistas climáticos com outra visão e, principalmente, especialistas em recursos hídricos, que responsabilizam pelo problema as falhas de planejamento e gestão por parte da concessionária Sabesp, que não teria se preparado adequadamente para uma tal situação.

De forma sensacionalista, a reportagem classifica o combate ao desmatamento como uma “guerra contra a cobiça” e situa a origem da questão à construção das primeiras estradas que levavam ao interior da Amazônia, há quatro décadas, permitindo a colonização da região. Segundo o texto, tais vias “acabaram facilitando também o acesso de exploradores gananciosos e sem escrúpulos. Um crime ambiental que ainda está longe do fim”. E acrescentou, em tom grave: “20% das árvores da Amazônia original já foram para o chão. Restaram imensas clareiras que somam uma área maior que a França e a Alemanha juntas.”

Na sequência, a reportagem ligou o desmatamento amazônico à seca no Sudeste, dando voz ao climatologista Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): “Essas chuvas que ocorrem principalmente durante o verão, a umidade é oriunda da Amazônia. E essa chuva que fica vários dias é que recarrega os principais reservatórios da Região Sudeste.”

A base científica para a reportagem foi um estudo com projeções climáticas para a Amazônia, que será divulgado oficialmente no final do ano, na 20ª. Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-20), em Lima, Peru. O trabalho, desenvolvido por diversos cientistas do INPE e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), traça um roteiro das chuvas no continente sul-americano. Segundo o estudo, o que torna a Amazônia diferente de todas as grandes florestas equatoriais do planeta é a Cordilheira dos Andes, com 7 mil metros de altitude e que impede que as nuvens se percam no Oceano Pacífico; em vez disto, elas são retidas e desviadas para o Sul.

O pesquisador do INPA, Antônio Nobre, sustenta tal tese, ao afirmar: “Esses ventos viram aqui e se contrapõem à tendência natural dessa região aqui de ser deserto. É uma região que produz 70% do PIB da América do Sul – região industrial, agrícola, onde está a maior parte da população da América do Sul.”

Segundo o estudo, diariamente, cada árvore amazônica bombeia na atmosfera uma média de 500 litros de água, sendo que a Amazônia inteira seria responsável por levar 20 bilhões de toneladas de água por dia do solo à atmosfera – o que superaria, em 3 bilhões de toneladas, a vazão diária do rio Amazonas.

“Se você tivesse uma chaleira gigante ligada na tomada, você precisaria de eletricidade da Usina de Itaipu, que é a maior do mundo em potência, funcionando por 145 anos para evaporar um dia de água na Amazônia. Quantas Itaipus precisaria para fazer o mesmo trabalho que as árvores estão fazendo silenciosamente lá? 50 mil usinas Itaipu”, disse Nobre, ilustrando a tese.

A reportagem observa que esse fluxo enorme de água pela atmosfera até o Centro-Sul do Brasil é chamado de “rios voadores”. Segundo Sampaio, “para quem está no Brasil, seja Porto Alegre ou Manaus ou São Paulo tem que saber que a água que consome em sua residência, uma parte dela vem da Amazônia e que por isso temos que preservar”.

Imagens de satélite incluídas no estudo demonstrariam que, no estado de São Paulo, por exemplo, a devastação da Mata Atlântica tem permitido a formação de uma massa de ar quente na atmosfera. Tal massa seria tão densa que impediria a chegada dos “rios voadores”, redundando em seca na região, enquanto as nuvens acabam desaguando no Acre e em Rondônia, explicando simultaneamente a estiagem no Sudeste e as grandes cheias registradas no Norte do País, no primeiro semestre.

A reportagem ainda proporcionou uma aula de sensacionalismo, ao afirmar, com o tom de alarde típico dos militantes “verdes” mais ardorosos: “Os gráficos do INPE revelam que os desmatamentos na Amazônia já caíram aos níveis mais baixos das últimas duas décadas, mas ainda que tivessem sido completamente zerados, os cientistas não estariam tranquilos. Eles alertam que é preciso também reflorestar as áreas desmatadas antes que seja tarde (grifo nosso).”
A chave de ouro do catastrofismo foi oferecida por Nobre: “Existe um fato simples: se você tira floresta, você tira fonte de umidade, muda o clima. E nós tiramos floresta. Isso foi o que a gente fez nos últimos 40 anos. O clima é um juiz que sabe contar árvores, que não esquece e não perdoa.”

O outro lado da história

Em e-mail enviado ao Alerta em Rede, o climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion, pesquisador aposentado do INPE e professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), observou:

Essa matéria do Fantástico não tem base científica alguma. É que os leigos acreditam que a floresta, por sua evapotranspiração, fornece umidade para a atmosfera. Ao contrário, devido à rugosidade, ou aspereza aerodinâmica da superfície para o escoamento do ar, a turbulência e a atividade convectiva (formação de nuvens e chuva) é maior com a presença da floresta. Ou seja, a presença da floresta faz com que a umidade que entra na região vinda do Oceano Atlântico Norte, a principal fonte de umidade para as chuvas de verão no Brasil, seja mais eficientemente transformada em chuva sobre a Amazônia. Assim, se ocorresse um desmatamento em grande escala, a rugosidade diminuiria, choveria menos na Amazônia e mais umidade seria transportada para o Sudeste e Centro Oeste e choveria mais, e não menos, em São Paulo.

Outro questionamento à reportagem veio da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), por meio de uma nota oficial assinada pelo seu presidente, Carlos Fernandes Xavier. Segundo a entidade, é injusto

que se utilize da falácia de imputar um suposto desmatamento da Amazônia como causa primária e última da falta d’água nas torneiras paulistas. As bases sulistas da Rede Globo não lhe conferem autoridade para atribuir a nós, da Amazônia, as culpas pelo que representa a consequência da própria história de uma região que não soube preservar o seu território e destruiu a Mata Atlântica desde que os colonizadores lusos aqui aportaram. (…)

Não nos cansamos de denunciar que existem interesses escusos, travestidos de falso ambientalismo, que é despido de qualquer fundamentação científica confiável, sempre interessados em se sobrepor ao desenvolvimento da Amazônia e travar suas possibilidades de crescimento e integração. Ora se afirma que as regiões Sul e Sudeste verão elevados tanto o índice das chuvas como o volume dos seus cursos d’água, na contramão da bacia hidrográfica amazônica (com vaticínios de seca em menos de 50 anos), ora se proclama que a seca transformada em flagelo no setentrião brasileiro tem um único culpado: o desmatamento na Amazônia. (…)

Há um indisfarçável interesse, no contexto da economia mundial, ao qual se agregam, por inocência ou má-fé mesmo, alguns setores de nossa grande imprensa, dos países mais ricos em deter o avanço mais célere das nações em franco desenvolvimento, como é o caso do Brasil, forçando a adoção de métodos de produção mais caros. É preciso que tenhamos a compreensão exata de que ninguém vai nos alimentar gratuitamente! E a nossa vocação natural, na Amazônia, está centrada na produção de alimentos para os seus 20 milhões de habitantes e, ainda, para o resto do Brasil e do planeta.

A nota conclui com um veemente protesto:

Possuímos projetos de extraordinária relevância para o Brasil e o mundo – como é o caso do PROJETO PRESERVAR – com a premissa do DESMATAMENTO ZERO, prevendo a reversão de 11 milhões de hectares da pecuária para a agricultura e investindo fortemente no pastejo rotacionado intensivo, aproveitando-se exclusivamente os 24% de nosso território já antropizado (o Pará tem 76% de sua área inteiramente preservada). Essa matéria, contudo, não é de interesse para o Fantástico, que considera mais cômodo atribuir a outrem a culpa que está bem debaixo do seu nariz.

É de se lamentar que a produção do Fantástico não tenha aproveitado a oportunidade e os formidáveis recursos da Rede Globo de Televisão, para expor o problema crucial do abastecimento de água para a maior metrópole brasileira com um enfoque objetivo e educativo, em lugar de desinformar os telespectadores, insistindo em bater na tecla do alarmismo climático.

A fotografia usada na página inicial é de Paulo Fischer.

33 comments

  1. Prezados, bom dia.
    Boa matéria, a globo deveria conceder um direito de resposta, apresentando as posições supracitadas.

  2. Sr Gilvan Sampaio e o pessoalzinho do INPE continua mostrando claramente que não conhecem absolutamente nada de climatologia real, mas sim a climatologia imaginária ou surreal, e assim, só poderiam mesmo ser mostradas em matéria de Fantástico! A afirmação que diz que árvores bombeando umidade para a atmosfera na região Norte formarão chuvas na região Sudeste mostra o total despreparo sobre o assunto e já foi totalmente rechaçado pelos comentários do Prof. Dr. José Bueno Conti. Deve-se ressaltar ainda que, em primeiro lugar, por mais formidável que seja a evapotranspiração da floresta, ela é de duas a três ordens de grandeza inferior à que vem dos oceanos, através dos ventos Alíseos, com mudanças sazonais, e que transportam a verdadeira umidade para o continente, ocasionando fabulosas chuvas. No giro que acompanha o anticiclone semi-permanente sobre o Sudeste do Brasil teremos o transporte de umidade para Sul e Sudeste, que também pode mudar sazonalmente e de ano para ano, ou se acoplarem com outros fluxos oriundos de Oeste da América do Sul. Desta forma, não foram as árvores que “fizeram” a chuva, mas o excesso de umidade presente na atmosfera que facilitou a formação de gotas e nuvens. Vale lembrar que em 2014, tais circulações e conexões foram muito intensas, ocasionando totais pluviométricos além da conta nos estados do Norte, os quais carregaram, em excesso, as bacias hidrográficas muito planas da região, as quais não conseguiram escoar e nem infiltrar tanta água. O caso extremo ocorreu no estado de Rondônia, quando nossos irmãos rondonianos (e rondonienses) ficaram totalmente vulneráveis à tanta água. Vale ressaltar que as inundações nada tiveram que ver com as novas barragens, como certo candidato à presidência afirmou. As enchentes ocorreram tanto à jusante, quanto à montante das mesmas, e o nível dos rios subiram até as marcas históricas, e em alguns lugares, pouco acima destas. Vale consultar os meteorologistas do INMET, geógrafos e hidrólogos da região, como mostrou o documentário de Leo Ladeira, da TV Candelária, filiada da Record e que foram categóricos em suas explanações: o fenômeno pode ser raro, mas foi natural!

    Cabe ressaltar ainda que os “estudos científicos” sobre estes “fatos” em que “árvore = chuva” já partem da década de 1970, quando Stephen Schneider programou, em seus absurdos modelos de computador, que exatamente “árvores = chuva”. O leitor deve ficar pasmo, mas cerca de 40 anos depois, a idiotice ainda permanece, de modo que os modelos climáticos desta gente ainda assumem que “árvores fazem chuva” e tal artifício falacioso ainda é usado, inclusive por certa candidata à presidência, como vi hoje em programa de entrevista. Se os modelos partem desta premissa, então fica claro para o bom entendedor que se não há árvore, não há chuva. Notem que a premissa está errada. Isto é falso! A árvore está lá porque chove!!! Senão, não teríamos secas sazonais na região da floresta amazônica!!! Estas secas ocorrem justamente pela ausência da circulação úmida oriunda do oceano, quando a Zona de Convergência Intertropical migra para o hemisfério Norte. Aqui também cabe o exemplo da serra do Mar que continua com seus mais de 2000mm de totais pluviométricos, mesmo com o pessoal aquecimentista e catastrofista falando que as chuvas diminuíram por causa de desmatamento na mata Atlântica. Absurdo! Lembro-me bem que em início de 1986, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, através do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo realizou a hercúlea missão de lançar sementes devidamente preparadas de sua aeronave Esquilo Águia Uno para ajudarem no reflorestamento das encostas, dado que as mesmas estavam “desabando” por causa das chuvas, que no local, são abundantes, com ou sem árvores. O reflorestamento foi realizado para ajudar a fixar o solo.

    Assim, o desserviço à Ciência climática continua de vento em popa, com a mesma força dos ventos Alíseos, os quais bombeiam toda esta umidade para dentro do nosso continente!

    Ricardo Augusto Felicio
    Prof. Dr. Climatologia

  3. Pior que colocar a culpa da seca no desmatamento da Amazônia é dizer que temos que usar o território para a produção de alimentos, ou pior, que a floresta tem uma vocação agrícola, como disse o papagaio da indústria da pecuária e da monocultura. A floresta tem vocação pra ser floresta. Primeiro porque a diversidade da floresta é tão majestosa que a única coisa que nos resta a fazer é ter a humildade de reconhecer que precisamos aprender dela. Pegue cem metros quadrados de floresta e você verá um universo inteligente, equilibrado, rico, de milhares, sim, milhares de espécies de plantas e animais.

    Essa história de vocação para a agricultura é o argumento dos sonhos da indústria da soja transgênica e de outras porcarias travestidas de alimento. Imagine viajar de carro um dia inteiro e não ver UMA árvore sequer. Nenhuma, como um cenário de pesadelo. Um lugar inóspito onde qualquer ser humano morreria, e uma imensa quantidade de outras espécies também. Essa é a realidade de diversas partes do Norte e do Centro Oeste, com menção especial ao Mato Grosso. Um crime de proporções inimagináveis: transformar biomas de incalculável riqueza e equilíbrio de fauna e flora num deserto em que se produz um só tipo de grão, e ainda por cima alterado. A perda é nossa, acima de tudo.
    Enfim, ridículo dar voz nesta reportagem a uma indústria ainda mais cruel e devastadora que a indústria da madeira. Lamentável.

    • Va la se alimentar de cem metros quadrados de floresta. Voce vive de fotossintese ou come folhas de arvores? Porque parece que vc tem outra fonte de alimento diferente do resto da humanidade. Cospe no prato que come… mas isso ja e’ rotina nesse mar de hipocrisia que vivemos atualmente. Lamentavel.

  4. Olá, Prof. Ricardo Augusto.
    O sr. poderia então dizer dentro do seu conhecimento, qual sua opinião sobre a causa real da falta de chuva em São Paulo? Qual seria o motivo dessa estiagem?

    • Prezada Rita de Cássia

      A precipitação anômala destes anos de 2014 e 2015 se devem pela ausência de nebulosidade, a qual deveria ser muito abundante, tendo em vista que o período de verão no nosso país, ocorre bem no meio do ano hidrológico, o qual apresenta os maiores totais pluviométricos mensais.

      A questão é o que motivou a ausência da nebulosidade. Ao meu ver, o grande anticiclone do Atlântico Sul não deu a sua trégua costumeira no período de verão e tomou extensa área do território brasileiro. Na sua presença, temos a inibição da formação de nuvens, e consequentemente, maior insolação, que no período de verão, é terrível.

      E novamente, como sequência de eventos, o que motivou esta maior permanência do anticiclone sobre o Brasil (parte do NE, CO e SE, principalmente)? Eu uso a Escola Francesa de Leroux e nas minhas pesquisas, vejo a conexão da Antártida com a América do Sul. Há pelo menos cinco anos, a parte mais quente da Antártida, o Norte da pen. Antártica tem fechado os verões com temperaturas negativas. Isto significa que as massas anticiclônicas migratórias que saem de lá, alimentam este enorme Anticiclone do Atlântico Sul. Como elas são muito frias e secas, tem demorado mais para receberem umidade.

      Esta minha hipótese tem sido corroborada já por alguns meteorologistas operacionais, hidrólogos e geógrafos, especialmente o pessoal de Rondônia, que sofreu muito com as enchentes no verão de 2014 e que tem grande probabilidade de acontecerem novamente agora em 2015. esperemos que não.

      Só para recordar, 2013 tivemos pontos recordes de totais pluviométricos! A natureza climática é assim mesmo, bastante imprevisível e só conseguimos levantar alguns pontos dos fenômenos meteorológicos e seus desdobramentos na Climatologia.

      At.

      Ricardo Augusto Felicio
      Prof. Dr. Climatologia

  5. A floresta tem vocação para ser floresta, e isso só acontece pelos ventos oriundos dos oceanos….Fato, e não é de hoje.

  6. Isso não quer dizer que eu seja à favor do desmatamento, o assunto é mais complexo!

  7. Ótimas teses científicas de ambos os lados. Mas nenhuma solução para o problema da seca em São Paulo ou para o desmatamento da Amazônia.
    Ou seria melhor destruir toda a floresta para que a umidade pudesse seguir para o sudeste do Brasil, como é o que parece está implícito no email do climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion apresentando na matéria acima.

  8. Darlan e Rita de Cassia. Acreditem, o desmatamento da Amazônia é um desastre e está causando sim a seca no sudeste. Mas vocês dirão: “Há cientistas que relacionam o desmatamento da Amazonia com a seca, enquanto outros não vêm qualquer ligação entre uma coisa e outra. Em quem acreditar?”

    A pesquisa científica é avaliada com vários índices. Dois deles são relativamente fáceis de seguir: O índice de impacto e o índice H. Se um cientista com baixo índice de impacto e baixo índice H faz uma afirmação, você não deve dar-lhe credibilidade. Com isso, já podemos descartar o Prof. Ricardo Augusto Felício. Ele tem índice H 0 e nenhum impacto. Isso significa que nenhum cientista sério se interessa pelas teorias dele. Por sinal, ele se diz climatologista, mas não há um única artigo desse professor publicado em revista de climatologia séria. A ISI não registra o Prof. Ricardo Augusto Felício como tendo publicado um único artigo científico em climatologia ou qualquer outro assunto. A maioria dos artigos dele parecem ter sido publicados em um periódico chamado Fórum Ambiental da Alta Paulista, que ninguém lê.

    Nunca havia ouvido falar desse Gilvan Sampaio, mas pesquisei sobre ele na ISI (uma instituição internacional que avalia pesquisadores) e no lattes.cnpq.br. Parece que o pesquisador Gilvan Sampaio de Oliveira é respeitado entre os colegas, tem índice H 7, é bolsista de produtividade do CNPq e publicou em várias revistas conceituadas de climatologia. Para citar algumas, temos Climatic Changes (impacto 4.6), Nature Climatic Changes (impacto acima de 15), Journal of Climate (impacto 4.9), Geophysical Research Letters, etc.

    Entre os co-autores de Gilvan Sampaio (pessolazinho do INPE, segundo Ricardo Augusto) está Carlos Nobre, que fez doutorado no MIT, orientado por Lorentz, o criador da teoria do Chaos e, talvez, o meteorologista mais famoso da história. O índice H de Carlos Nobre é 32 e ele é bolsista de produtividade 1A do CNPq.

    Diz Ricardo Augusto Felício que o Prof. José Bueno Conti teria rechaçado as ideias de Gilvan Sampaio e colegas. O índice H do Web of Science (o único que vale) do Prof. José Bueno Conti é 0. Então, as refutações dele não têm nenhum valor científico.

    O Prof. Antonio Donato Nobre tem índice H 19, é bolsista de produtividade do CNPq e merece respeito do comunidade acadêmica.

    Conheço o Prof. Molion de longa data. Para leigos, refutar o Prof. Molion é mais difícil, pois ele anda em boa companhia, o que lhe garante um bom índice H. Mas examinando suas publicações, notamos que, nas únicas bem citadas, ele é um autor que aparece lá no meio da lista. Conheço vários co-autores do Prof. Molion e, garanto-lhes, nenhum deles concorda com as tese do Prof. Molion. O pesquisador Carlos Nobre, por exemplo, aparece no mais citado artigo do Prof. Molion e, de forma alguma, concorda com Molion.

    • Podemos descartar é o seu comentário, que usa o argumento da autoridade científica, quando esta não existe. Aliás, medir as discussões por número de trabalhos publicados e índices é uma verdadeira piada no mundo acadêmico sério!
      Soma-se a isto os donos do dinheiro de financiamento de pesquisa. Enquanto uns dizem o que ONGs querem ouvir, recebem fábulas de dinheiro público para provar o que não existe. Na contramão, os que não seguem a cartilha, tem que fazer pesquisa com salário próprio, então, poupe-me desta sua puxação de saco, que é o que o seu comentário mais se enquadra!
      Alias, só para lembrar, começaram as chuvas do ano hidrológico. Vai me dizer que cresceram milhões de árvores na floresta da noite para o dia?
      Eu estudei e sei o que falo, quanto aos outros, apelam para o “pó das fadas” que a floresta solta para chover… demais!

    • índice H, índice de impacto, CNPq, ISI, lattes, MIT, PHD, o que importa tudo isso se é para afirmar que 2+2=5? Como pode querer afirmar que uma arvore, que é uma consumidora de água, tem maior capacidade de produzir água do que … a própria água? Não é preciso ser PHD. Qualquer criança consegue enxergar essa falácia!

    • “Darlan e Rita de Cassia. Acreditem, o desmatamento da Amazônia é um desastre e está causando sim a seca no sudeste”

      Hoje em dia está cada vez mais dificil diferenciar ciência e política. A afirmação acima, por exemplo, é política. A climatologia tornou-se uma ciência política (ou até religião, culto) onde seus pesquisadores são divididos em “crentes” e “hereges”. Aos crentes, tudo: projetos aprovados, espaços na mídia (até para falar absurdos), verbas fartas, notoriedade, viagens anuais para as COPs, oportunidades de consultoria, distinções e homenagens etc etc. Eles estão do lado da “força”, neste caso, a ONU (e agora os EUA). Aos hereges, o isolamento, o assassinato de carater, os projetos não aprovados, o ostracismo. É a ditadura do politicamente-correto que a ONU, o Partido Democrata americano e a elite européia impõem ao mundo. A crença no aquecimento global antropogênico catastrófico é um artefato, uma construção social levada a cabo globalmente. Por trás, interesses econômicos e geopolíticos. Nada mais. A ciência à serviço de uma ideologia globalista.
      Dentre as táticas para derrotar os hereges, os crentes usam argumentos como os acima. A velha falácia do argumento da autoridade. Todos os indices apresentados acima estão severamente comprometidos e corrompidos. Nada é crível, pois todos estes sistemas estão sendo corrompidos na base, onde se aprovam ou desaprovam projetos (que irão redundar em publicações).
      Tudo o que falam sobre o clima atualmente está impregnado do politicamente correto que insiste e insistirá que coisas anormais estão acontecendo e irão piorar se não seguirmos a cartilha da ONU.
      Um mundo virtual criado por burocratas sem mandato para controlar os recursos naturais do mundo. Uma situação surreal e absurda.

  9. A Ciência Climatológica, nestes casos acima, devem acreditar então em Coincidências apenas, entre o fantástico desmatamento e a seca no sudeste. A Ciência Brasileira do Clima é a única no mundo ao mesmo tempo mística e crente em coincidências. A Meteorologia incluiu muito recentemente, no início dos anos 60, a compilação dos dados a oceânicos, pois antes não se acreditava na interação oceânico-climática. Agora, com evidências científicas claras da influência fitológica na temperatura prefere o sistema de crença à ciência. Naturalmente destruição antropomórfica, também, acreditam, ser história da carochinha.

  10. a seca no sudeste nada tem haver com o desmatamento na amazônia.No entanto,ninguém tem coragem de atribuir a culpa aos verdadeiros culpados.haarp por exemplo,estudem mais e adquiram conhecimento e não fiquem acreditando em fantástico,rede globo e outras armas de marqueting. Outra observação a seca em são paulo sempre existiu de tempos em tempos,ora_bolas,se essa é a maior dos últimos 100 anos,então a 100 anos houve uma pior do que esta.É só uma questão de raciocínio lógico,mas a maioria das pessoas não pensam,são zumbis que passam o tempo vendo novelas e filmes que ensinam merda ao invés de conhecimento.quem quer aprender tem que ser imparcial e ver todos os lados da moeda e não acreditar em a ou b porque tem 10,15 ou 20 pontos(cientistas) esses que são comprados e aínda assim são considerdos com credibilidade.
    vão pesquisar por conta própria,assim aprenderão mais.

  11. Nunca li tanta asneira, principalmente no corpo do texto inútil e infundado do autor, como nos inúteis comentários do Sr. frustrado Augusto Felício

  12. Parece que só tem o Ricardo Felício e o Molion que defendem tais argumentos no Brasil.

  13. Uma simples figura destrói quase 3 décadas de manipulação global. Destrói também as credenciais de vários cientistas “destacados” (manipulados) que possuem “maravilhosos” curriculos e índices de publicação científica (e os expõem como charlatães). E, esta figura reabilita muitos outros cientistas que tem sido isolados nas universidades, institutos de pesquisa e agencias de fomento e ignorados ou ridicularizados pela grande mídia:

    http://wattsupwiththat.files.wordpress.com/2015/01/clip_image002_thumb1.png?w=780&h=626

    Ela mostra as projeções do IPCC de 4 relatórios, as medidas reais terrestres (Hadcrut) e as medidas reais por satélite (RSS). Mostra ainda os “cenários” de James Hansen (1988), que deram lastro “científico” para toda esta manipulação global. Mostra ainda a projeção de um modelo “simples” mais honesto (peer-reviewed). Observem a discrepância entre o que foi “projetado” e o que de fato ocorreu. Bilhões e bilhões de dólares foram investidos. 2 festas anuais (COPs) com milhares de zumbis viajando para paraisos exóticos e outras cidades. Uma vergonha. Fraude global.

    ps.: em tempo: o gráfico é peer-reviewed..

    http://wattsupwiththat.com/2015/01/16/peer-reviewed-pocket-calculator-climate-model-exposes-serious-errors-in-complex-computer-models-and-reveals-that-mans-influence-on-the-climate-is-negligible/

  14. A fraude corre solta neste ano de 2015, em que os barões do carbono e a máfia mundial de gravatas azuis querem fechar um novo “acordo climático”.

    A NASA deve anunciar que o ano de 2014 foi o mais quente desde as medições. Para anunciar isto, eles recorrem ao conjunto de dados climáticos GISS baseado em estações terrestres em sua maioria corrompida por ilhas de calor. Não bastasse isto, eles “ajustam” os dados, em regra esfriando o passado e esquentando o presente. Eles ajustam até dados de 1930!!!

    Os conjuntos de dados por satélite (rss e UAH) não mostram nada de anormal com 2014. Mesmo assim, eles vão magicamente anunciar esta fantasia política, encomendada pelo Obama e pela ONU.

    https://stevengoddard.files.wordpress.com/2015/01/unnamed-5.gif?w=640

    É o maior escândalo de corrupção já levado a cabo pela “elite” mundial contra a própria sociedade humana. A corrupção, infelizmente, agora chegou ao Vaticano.

  15. Ai, e pensar que eu acreditei nessas besteiras conspiratórias por um mês. Versão ruralista da teoria dos illuminatis, huehuehuehuehue

  16. Há uma discussão aqui que é mais baseada em hipóteses do que fatos. Existem medidas de precipitação no Estado de São Paulo desde 1880 (144 anos de dados), porém em nenhum lugar veja a análise desta série histórica, ficam uns dizendo que há correlação e outros dizendo que não, porém ninguém trabalha com estas séries, o máximo que utilizam são séries a partir de 1961, que já estão digitalizadas, porém ninguém pega as medidas históricas existentes e fazem uma análise estatística correta.

  17. moro em manaus e meu pai tem uma fazenda… entao vamos continuar desmatando, ate pq se estiver alguma ligacao com a seca no suldeste eu vou gosta kkkkkkkk

  18. quando a moca do tempo for fazer as previsoes, e so olhar de onde vem as grandes quantidades de nuvens carregadas seus ze ruelas… ainda bem que moro na amazonia vai ser o ultimo lugar no planeta ha faltar agua.

  19. Gostaria de externas a minha opinião, antes porém, gostaria de saber o nome do articulista que escreveu esta matéria…

  20. É possível o homem controlar o clima, conforme tenho ouvido falar sobre o projeto americano HAARP.

  21. Sou de Anápolis interior de Goias, aqui nunca faltou água nénhe os córregos nunca secarão, nunca ficou sem chover, deste criança que vem acompanhado o crescimento da cidade, com o surgimento de novos loteamentos e inclusive a construção da ferrovia norte sul, começa aqui, presenciei fários desmatamentos, hoje a cidade esta com quase meio milhão de habitantes, portanto continua chovendo rigorosamente, nunca ouve enchente em lugar algum da cidade, só muda as época de chover. Nos moradores, falamos que o melhor luga de morar e aqui, o clima é estável Deste criança, que vem ouvido: que a amázonia e o polmão do mundo, camada de ozonio, esfeito estufa, e aquecimento global, Vem acompanhando as entrevista dos cientistas durante muito tempo, e acredito neles Professores:. Ricardo Felicio e Molion, basta saber, porque os principais canais de TVs, não convida, para uma entrevista, e porque existe grande interesse em mentir p/população, deixo bem claro, nunca gostei de derrubar arvores e disperdísa nada, . Ja plantei varias arvores na minha vida.Todos que defende esta tese: aquecimentos global e culpa de falta de chuva e o desmatamento da Amazonia, E porque esta ligado alguma ONG, sustentanda pelo governo, Celso (Cidadão comum)

  22. Prof. Felício;

    Sempre tive ideias parecidas com as suas, mesmo de maneira leiga e superficial. Por vezes me questionei se éramos realmente nós (humanos) os responsáveis por tantos “desmandos” naturais. Por coincidência assisti sua entrevista no Jô e resolvi pesquisar sobre o senhor. Acabei assistindo uma longa palestra sua ministrada no RS sobre a “farsa” do aquecimento global. Li contrapontos na internet; assisti entrevistas com o Prof. Molion; e observei algumas retratações de grandes cientistas (como James Lovelock). Confesso que, por ser apenas curioso e não cientista, não chego a conclusões razoáveis, apesar das ideias do senhor me parecerem mais interessantes/convincentes. Aliás o senhor tem razão clara quando elegeu a “tríade” dos temores humanos (morte/futuro/mudança). Também concordo quando chamou o vídeo do Al Gore de ficção científica. Contudo, o desmerecimento científico creditado ao senhor em comentários anteriores, citando índices que desconheço, me impressionaram. Tudo que o senhor ensina vai de encontro ao que estudamos desde o primário. Isso choca. Apesar do senhor ser muito embasado naquilo que defende, tenho medo de estar acreditando em um cientista vaidoso do que em um grande cientista. Se o senhor estivesse errado, admitiria ? E AS PERGUNTAS QUE MAIS ME ATORMENTAM: Somos apenas espectadores dos fenômenos naturais ? Como nossa espécie deve se comportar se quer viver bem neste planeta ? Sou cearense e fizemos da seca a desculpa para tudo aqui em meu estado. Mas se observo todos os países que estão na mesma latitude do Ceará, não vejo ninguém desenvolvido. Será que esse determinismo realmente existe ?

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