Onde estão as bandeiras da Federação Russa e da China?

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Crédito da foto: Zizi Santos

Na sexta-feira 8 de maio, celebram-se os 70 anos do final da II Guerra Mundial na Europa (no Pacífico, o Japão só se rendeu em 14 de agosto de 1945). Em todos os países beligerantes, haverá cerimônias para recordar aquele que foi o maior conflito militar da História, cujo número de mortos, feridos e mutilados superou os 100 milhões, embora não haja uma contagem precisa. No Brasil, o evento será no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, mais conhecido como Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, e terá um desfile militar com as bandeiras dos 45 países considerados vencedores do conflito, levadas por membros do Corpo de Fuzileiros Navais. Na ocasião, certamente, estarão hasteadas as bandeiras que ocupam os quatro mastros ali existentes, do Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido.

Recentemente, a agência noticiosa russa Sputnik News iniciou uma campanha para que a bandeira da Federação Russa seja incluída entre as quatro que ficam permanentemente hasteadas no monumento. http://br.sputniknews.com/brasil/20150505/935042.html O pleito é dos mais justificados, pois a antiga União Soviética, da qual a Rússia era o maior integrante, foi de longe o beligerante que pagou o maior preço humano na guerra, com um número de mortos superior a 25 milhões, entre militares e civis, seguida pela China, com 10-15 milhões. Devido às idiossincrasias da Guerra Fria, nem a URSS nem a China tiveram os seus pavilhões incluídos no monumento, mas, hoje, tais melindres não se justificam mais. E, não apenas como um tributo ao colossal preço que soviéticos e chineses pagaram no embate contra o nazifascismo, mas também como uma homenagem aos dois países parceiros no grupo BRICS, é mais que justificável que as duas bandeiras se juntem às que lá estão.

(Quanto ao argumento de que o local é tombado, com o qual algumas autoridades têm se esquivado de discutir a proposta, ele chega a ser insultuoso à inteligência alheia. Sem dúvida, os responsáveis pelo patrimônio público carioca são pessoas suficientemente sensíveis para entender a grandeza do pleito.)

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