Mais uma farsa “aquecimentista”: o escândalo do Dr. Peter Gleick

Na medida em que a inexistência de evidências concretas para justificar a sua fraudulenta agenda de restrições aos combustíveis fósseis se torna cada vez mais evidente, os propagandistas do chamado aquecimento global antropogênico se mostram mais aflitos e propensos a falcatruas abertas, para sustentar as suas posições. A bola da vez é o Dr. Peter Gleick, cientista estadunidense envolvido em um vexaminoso episódio de falsidade ideológica.

O caso veio a público em 15 de fevereiro, quando Gleick afirmou ter recebido de uma fonte anônima supostos documentos sigilosos do Heartland Institute, ONG empresarial que tem se destacado na promoção de iniciativas contra o alarmismo climático, inclusive, a promoção de seminários anuais que reúnem algumas das mais destacadas vozes científicas que se opoem ao “aquecimentismo”. No que parecia ser uma revanche dos alarmistas pelo escândalo “Climagate”, os documentos enviados a Gleick – que o Heartland Institute assegurou, depois, serem falsos – expunham informações “confidenciais” da ONG, tal como a lista dos seus financiadores (dentre os quais a Microsoft e a General Motors), que teriam fornecido à organização um total de 14 milhões de dólares, para financiar a realização de campanhas antialarmistas, além da elaboração de um currículo escolar questionador da tese do AGA (Associated Press, 16/02/2012).

Entretanto, Gleick foi além de simplesmente divulgar os documentos recebidos: ele se fez passar por um dos diretores do Heartland Institute, para obter informações confidenciais da ONG e, anonimamente, repassou as informações obtidas por meio de sua falsa identidade a grupos “aquecimentistas” e à imprensa. Seu objetivo era qualificar o instituto como um mero porta-voz do lobby das indústrias ligadas às energias fósseis.

Nos dias seguintes à divulgação das informações, o Heartland Institute apontou Peter Gleick como um dos suspeitos óbvios do vazamento e ameaçou processá-lo. Sem saída, ele acabou admitindo a sua culpa, em uma nota publicada no sítio The Huffington Post, em 20 de fevereiro, embora tenha negado qualquer envolvimento com a falsificação de documentos sobre o instituto, da qual também está sendo acusado (Counterpunch.com, 27/2/12).

Gleick, que tem um doutorado em Hidroclimatologia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), recebeu em 2003 o prêmio MacArthur Fellowship, concedido pela Fundação MacArthur, uma das mais ativas promotoras do ambientalismo internacional, por seus trabalhos de modelagem dos impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos (como se percebe, outro “modelista” que integra a primeira linha dos esforços “aquecimentistas”).

O episódio custou caro a Gleick: além da evidente desmoralização sofrida, ele foi condenado publicamente pela União Geofísica Americana (AGU, em inglês) – entidade da qual, ironicamente, já foi presidente da Força-Tarefa sobre Ética Científica! Além disto, foi forçado a se licenciar do cargo de presidente do Pacific Institute, de Oakland, Califórnia, ONG da qual foi fundador, após a ameaça de patrocinadores do instituto de suspenderem as doações ao mesmo, caso Gleick permanecesse à sua frente.

Ademais, a fraude de Gleick não desmoraliza apenas ao próprio, mas contribuiu para aprofundar o fosso no qual se encontra a credibilidade dos defensores do alarmismo climático. A lastimável forma como tentam garantir a sobrevida da sua farsa, recorrendo a todo tipo de expedientes excusos contra os seus críticos, não apenas coloca em evidência a sua falta de argumentos, como sugere que o fim da festa “aquecimentista” não está muito distante.

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