George Friedman: a soberba de um “excepcionalismo” declinante

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Nos últimos meses, o diretor da agência de inteligência privada Stratfor, George Friedman, tem se destacado por afirmar às claras o que muitos dos seus pares admitem apenas de forma indireta ou procuram ocultar por detrás de uma retórica “politicamente correta”, quanto à natureza real da agenda hegemônica do Establishment oligárquico, baseada no conceito do “excepcionalismo” estadunidense.

Em dezembro último, durante uma visita a Moscou, Friedman já havia surpreendido os seus entrevistadores do jornal econômico Kommersant, ao falar claramente sobre a agenda estratégica de seu país, desde o século passado. Como registramos, na edição de 28 de janeiro, ele afirmou que, “da perspectiva dos EUA, a aliança potencialmente mais perigosa considerada era uma aliança entre a Rússia e a Alemanha. Isto seria uma aliança da tecnologia e do capital alemães com os recursos naturais e humanos russos.

Mais recentemente, em uma conferência proferida no Chicago Council for Global Affairs (CCGA), Friedman voltou ao assunto, falando abertamente sobre os principais objetivos estratégicos estadunidenses. Segundo ele, “a Alemanha e a Rússia unidas são a única força que pode implicar numa ameaça para os EUA (RT, 8/04/2015)”.

“Os EUA controlam todos os oceanos do mundo, nenhuma potência jamais fez isso”, afirmou. Por isso, os EUA podem invadir outros países sem que eles possam invadir os EUA, “o que é algo muito bom”.

“Manter o controle do mar e do espaço é a base do nosso poder. A melhor maneira de vencer uma frota inimiga é não deixar que ela seja construída”, pontificou Friedman. Em seguida, acrescentou: “A política que eu recomendaria é a que adotou Ronald Reagan para com o Irã e o Iraque, financiando ambas as partes para que lutassem entre si e não contra nós. Foi cínico, amoral, mas funcionou.”

Friedman reconheceu que os EUA não podem ocupar a Eurásia, nem tampouco intervir de forma contínua na região, mas “deve fazê-lo de forma seletiva e ocasional”.

Sobre as relações com a Europa, disse, cinicamente: “Não temos relações com a Europa. Temos relações com a Romênia, França etc. Não existe uma Europa com a que tenhamos relações.”

Sobre a crise no Oriente Médio, ele admitiu que o extremismo islâmico não constitui uma ameaça existencial para Washington. No entanto, ressaltou:

O interesse primordial dos EUA, pelo qual temos lutado em guerras durante um século, são as relações entre a Alemanha e a Rússia, porque, unidas, são a única força que pode nos representar uma ameaça. Para os EUA, o temor principal é o capital e a tecnologia da Alemanha, unidos aos recursos naturais e à força de trabalho russa. É a única combinação que, durante séculos, tem assustado de morte aos EUA.

Friedman ainda comentou as recentes manobras militares estadunidenses na Europa, com o pré-posicionamento de forças blindadas, artilharia e toda sorte de equipamentos bélicos, nos Países Bálticos, Polônia, Romênia e Bulgária, zona situada entre o Mar Báltico e o Mar Negro, por ele qualificada como “a solução para os EUA”.

Os leitores interessados podem assistir à conferência de Friedman no sítio do CCGA.

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