A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet pretende resgatar o seu pupilo, o atual presidente Gabriel Boric, e o projeto da nova Constituição do país. Para tanto, deixará o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. “Quero estar lá, porque acredito que o Chile está vivendo um momento muito importante de sua história”, disse ela.
A realidade é que o governo de Boric está derretendo e é crescente a oposição ao projeto da nova Constituição, que praticamente destruiria as estruturas soberanas do Estado chileno e os fundamentos das famílias. Uma rejeição da Constituição no referendo popular ao qual será submetida em setembro, selaria um grave revés para Boric e uma derrota política definitiva para Bachelet.
Recorde-se que Bachelet, juntamente com o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, é membro importante do Diálogo Interamericano, cuja agenda é a desconstrução dos Estados soberanos e a imposição da agenda dos valores “identitários”. A nova constituição de Chile é isso. O mesmo modelo, em parte, está presente na Constituição brasileira de 1988.

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