Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff

Mudanças climáticas: hora de se recobrar o bom senso

São Paulo, 14 de maio de 2012

Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidenta:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou, oportunamente, que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento – do qual a Humanidade necessita, de fato, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Com igual propriedade, a senhora assinalou, também, que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, observando que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, econômicas e acadêmicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real, que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a Revolução Industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático – e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo esses efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, a temperatura média global aumentou 0,74oC, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a Civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 6.000-8.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2oC a 3oC superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiram até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas foram mais de 1oC superiores às atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que os gradientes das temperaturas e dos níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza superiores aos verificados desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8oC em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficientemente rápida para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais acelerada, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos – média de 4 metros por século.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

 

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à Ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da Humanidade.

A História registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da Ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as Ciências Agrícolas e Biológicas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a Genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma “ciência burguesa e antirrevolucionária”. O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do “lysenkoísmo”, que tem custado caro à Humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, oceânicos, geológicos, geomorfológicos e biológicos, que a Ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2oC para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, em âmbito internacional, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:

As mudanças constituem o estado permanente do sistema climático – pelo que a expressão “mudanças climáticas” chega a ser redundante. Por isso, o alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre o tema é extremamente prejudicial à atitude correta necessária diante dos fenômenos climáticos, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.

No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da Humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela Ciência e pela Tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fosse empregada na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, boa parte dos quais sequer foi digitalizada; e numerosas outras.

4) A “descarbonização” da economia é desnecessária e economicamente deletéria:

Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar – ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono, e a Austrália, sob grande rejeição popular; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão-somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:

Pela primeira vez na História, a Humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.

A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

 

Kenitiro Suguio

Geólogo, Doutor em Geologia

Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências

 

Luiz Carlos Baldicero Molion

Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas

Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

 

Fernando de Mello Gomide

Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)

 

José Bueno Conti

Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro Clima e meio ambiente (Atual, 2011)

 

José Carlos Parente de Oliveira

Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera

Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

 

Francisco Arthur Silva Vecchia

Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia

Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos–USP

Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)

 

Ricardo Augusto Felicio

Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia

Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)

 

Antonio Jaschke Machado

Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia

Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

 

João Wagner Alencar Castro

Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia

Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ

 

Helena Polivanov

Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental

Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

 

Gustavo Macedo de Mello Baptista

Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia

Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)

Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)

 

Paulo Cesar Soares

Geólogo, Doutor em Ciências Geológicas e Livre-docente em Estratigrafia

Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

 

Gildo Magalhães dos Santos Filho

Engenheiro eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia

Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)

 

Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco

Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

 

Daniela de Souza Onça

Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia

Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

 

Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)

Geraldo Luís Saraiva Lino

Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede

Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)

 

Maria Angélica Barreto Ramos

Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

DilmaRio20

11 comments

  1. No blog do Nassif – comentário do Zé Zinho
    Nassif, a falta de transparência da turma brasileira do IPCC é de arrepiar.

    Por que não fazem uma carta aberta para a Dilma? O modelo de carta igual ao dos cientistas céticos?

    1- afirmando que a emissão do gás carbônico (CO2) de origem das atividades humanas é a causadora do aquecimento global.

    2- Que assinassem a carta os Srs. José Goldenberg, Carlos Nobre, Suzana Kahn, Alberto Luiz Coimbra , Segen Estefen e outros.

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    A CREDIBILIDADE IRRECUPERÀVEL

    Cientistas do IPCC defendem que o IPCC deve ter dedicação exclusiva ao IPCC

    A crise que assola o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) ainda parece longe do fim, mas as alternativas para devolver a imagem de credibilidade do órgão que chegou a ganhar o Nobel da Paz, em 1997, estão em debate na comunidade científica internacional.

    Acontece que são os mesmos cientistas que falsificaram dados, mentiram e ganharam dinheiro e posições com estes infames relatórios que ofendem a boa prática da ciência.

    Alguns cientistas vêem a necessidade da formação de um pequeno grupo de pesquisadores para se dedicar exclusivamente ao IPCC, uma vez que os profissionais que trabalham atualmente no órgão são voluntários. ONGs?. Recentemente, a instituição incluiu em um de seus relatórios que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035, mas já foi comprovado que a informação está mal fundamentada cientificamente, entre outros “deslizes” científicos.

    Qual a razão de existir o IPCC? Fazer política em nome da ciência? Vejam os erros do IPCC* aquihttp://agfdag.wordpress.com/eaquihttp://www.nipccreport.org/reports/2011/2011report.html

    e aqui http://www.nipccreport.org/reports/2011/pdf/pressrelease.pdf

    Uma reunião realizada em Oxford na segunda-feira, 1º de março, discutiu os procedimentos que serão adotados para garantir a qualidade do próximo relatório do órgão. Quer dizer que os antigos relatórios eram brincadeirinha. A secretária nacional de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, é uma das defensoras da proposta de que o grupo de cientistas deve contar com pesquisadores permanentes. Escolhidos pelo IPCC.

    Meu Zeus do Olimpo, não, não e não. Ciência não é compilação. É pesquisa. Tem método. Não é fé. Não é opinião e nem fé. Tem que ter reputação ética. Não se serve da ciência para fazer política e nem é uma sinecura no governo.

    “Na época que eu estava tocando um dos capítulos, meu co-chair era um pesquisador japonês da Honda. Ele tinha uma porção de estagiárias ajudando. No meu caso eu era só eu, eu e eu mesma”, exemplificou Kahn ao jornal O Estado de S.Paulo.

    É o que dá – trilhar o caminho mais fácil de assinar encomendas pré estabelecidas. Procure com um projeto de verdadeira pesquisa o CNPQ. Não é o que fazem outros cientistas?

    Para Segen Estefen, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), a revisão das informações incluídas no relatório devem ser baseadas no maior profissionalismo possível. “Sugiro que revisores externos, especialistas no assunto, sejam selecionados com base num critério a ser estabelecido e aprovado pelo IPCC, com ampla divulgação.”

    SE não houve profissionalismo antes por que haveria agora. O IPCC tem consciência dos males que causou a humanidade? Como brasileiros num país com tanta pobreza tolhendo o desenvolvimento do Brasil? Critérios aprovados por um órgão político que agiu de má fé? E ganharam dinheiro com isso?

    O IPCC não desenvolve pesquisas, mas analisa e complementa estudos já publicados. Analisa estudos e seleciona os convenientes.Depois que um grupo de autores (ONGs?) escreve sua parte do relatório, o texto circula pelo mundo e recebe comentários e críticas de revisores do IPCC- que devem ser respondidos um a um. Mais uma mentira.

    Agora que a fraude veio à luz? Quanto custou? Deviam ressarcir a ONU e o Brasil. O dinheiro seria bem utilizado no Haiti e em outras nações pobres do mundo

    “Em um relatório de três mil páginas alguns erros são inevitáveis”, ponderou Vicky Pope, representante do serviço meteorológico do Reino Unido (Met Office). No entanto, ela ressaltou que as falhas devem ser corrigidas para que a credibilidade do painel seja mantida. “As principais conclusões do quarto relatório do IPCC são confiáveis”, observou. MENTIRA! Os “erros” foram propositais. A única conclusão deste relatório é????????????

  2. Caros e nobres Cientístas,

    A AGEO-DF, em nome de sua Diretoria, apoia o documento e espera mais transparência e discussão desses assuntos no País, assim como espera mais de nossa mídia.
    As questões ambientais são importantes e essenciais para a qualidade de vida, seja como: matriz diversificada de geração de energia; saneamento básico do país; preservação da nossa rica biodiversidade e geodiversidade; busca constante do desenvolvimento sustentável em todas as instâncias; educação ambiental; política de resíduos; etc.
    O que não cabe mais é usar como “pano de fundo” teses e argumentos infundados, sem qualquer base científica para justificar os erros da humanidade. Chega de oportunismos…

    At. José Eduardo – Presidente da Associação dos Geólogos do Distrito Federal.

  3. Para nós geólogos é óbvio que estejamos num período de “aquecimento global”, pois saímos de um intervalo absolutamente glacial muito recentemente no tempo geológico. Provavelmente estamos vivendo em mais um período interglacial. Todo o sensacionalismo barato e não científico vigente na mídia é apenas uma “fumaça verde” que impede, ou tenta impedir, que tenhamos uma visão clara da realidade. Obviamente vários grupos têm interesses econômicos e políticos nisto. Temos que lutar pelo bom senso contra o alarmismo injustificado. Ações concretas relacionadas ao saneamento básico e infraestrutura são muito mais importantes e urgentes.

  4. Por que os ativistas e as ONG$ internacionais não protestam, contra a pulverização da atmosfera por aviões “não identificados” com produtos químicos como o alumínio, o bário e o estrôncio jogados principalmente sobre as cidades nos chamados CHEMTRAILS ou rastros químicos, que estão provocando SECAS NO RS, PR SC E NO NORDESTE produzindo uma camada de névoa química tóxica na atmosfera para causar o efeito estufa? Respondo é porque elas estão comprometidas com a agenda internacional. Coloque no Youtube: “o que estão pulverizando no mundo?” – o silêncio das ONG$, como o Greenpeace é comprometedor.

  5. O foco não está errado ?
    O problema não é a Dilma ou o governo.
    Não tenhamos duvidas a Mídia é mais influente que o governo.
    A Mídia, que temos como valor real e absoluto que seja livre.
    Mas como efeito colateral deste descomunal poder que realmente a sociedade tem que oferecer a Mídia, temos uma total irresponsabilidade por uma parte considerável da mesma, na busca por maior tiragem, audiência, anunciantes seja lá o que mais for de seu interesse.
    É fato público, na década de 70 a Mídia anunciava como hoje, o fim do mundo, não pelo “Calor” mas pelo “Gelo”, tenho aqui fotos, de capas de revistas, páginas de jornais, não aconteceu o fim do mundo, e a Mídia jamais foi cobrada.
    É como se um fabricante de produtos, pudesse escrever no rótulo “Congelador”, e dentro da embalagem pusesse um “Aquecedor”, e nada acontecesse.
    A Mídia detém o monopólio da irresponsabilidade, e isto não deve mudar tão cedo.

  6. O Brasil precisa sair do “estrangulamento verde”.

  7. Prezados,
    Acho ótimo que a comunidade científica que realmente estuda os fenômenos climáticos globais e seus efeitos sobre o homem tenham finalmente se manisfestado. De fato, a mídia jogou pesado na tentativa de aterrorizar a população para depois impor a agenda de dominação e controle dos poderes centrais. Por um período largo (1980-2010) as mentiras persistentes da mídia sobre indigenismo, ambientalismo e mudanças climáticas eram incontestáveis. A desmoralizada ONU e o seu IPCC não enganam mais ninguem. Claro que haverão riscos globais, mas estes devem ser efetivamente estudados e comunicados à sociedade com extrema parcimônia. Tudo isto sabendo que sempre teremos as elites centrais jogando duro para controlar os nossos recursos naturais, econômicos e mentais.
    Acorda Brasil!!

  8. Gostaria de propor DEBATES nas Capitais brasileiras sobre este tema. Fiquei impressionado com a consistencia dos dados e das idéias que estão claramente colocadas nesta “Carta Aberta”.
    Elpidio

  9. Já estamos terminando 2014 e a farsa do aquecimento continua. O governo mobiliza cada vez mais profissionais e recursos para trabalhar a descarbonização da nossa economia, a submissão ao mercado de carbono, a perda da soberania e a possibilidade de sofrer sanções caso não cumpra com as metas voluntárias assumidas na COP-15. A população ainda está tensa e a farsa de East Anglia já foi para debaixo do tapete. Lamentável.

  10. Maceió,11 de março de 2015

    Caros amigos(as)

    O que eu posso afirmar é que esta senhora não tem a menor condição de ser presidente do Brasil,pois é totalmente incapaz de entender os fatos.Es-
    tá alheia ao que passa no mundo.

    Adriel Batista Correia de Melo

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