Campanha para “engessar” o Cerrado lançada em Brasília

Os produtores rurais e empreendedores do Centro-Oeste e demais regiões abarcadas pelo bioma Cerrado que se preparem. O aparato ambientalista-indigenista acaba de deflagrar mais uma campanha para criar problemas para as atividades produtivas em toda essa vasta área: a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, lançada oficialmente em uma coletiva de imprensa na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, em 27 de setembro.

Os objetivos da campanha, segundo um boletim de imprensa do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma das 36 organizações que a integram, são:

Pautar e conscientizar a sociedade, em nível nacional e internacional, sobre a importância do Cerrado e os impactos dos grandes projetos do agronegócio, da mineração e de infraestrutura; dar visibilidade à realidade das Comunidades e Povos do Cerrado, como representantes da sociobiodiversidade, conhecedores e guardiões do patrimônio ecológico e cultural dessa região; fortalecer a identidade dos Povos do Cerrado, envolvendo a população na defesa do bioma e na luta pelos seus direitos; e manter intercâmbio entre as comunidades dos Cerrados brasileiros com as comunidades de Moçambique, na África, impactadas pelos projetos do Programa Pró-Savana (Cimi, 27/09/2016).

O representante do Cimi, Gilberto Vieira, explica:

A campanha tem várias dimensões. Uma primeira é dar visibilidade à presença da diversidade humana, cultural e natural do Cerrado. Outra é visibilizar a importância do bioma para o conjunto da vida em outras regiões. E ainda, por outro lado, mostrar como tudo isso está em risco. Por isso não é só uma campanha dos povos e organizações do cerrado, mas de todos brasileiros (sic).

A menção ao Programa Pró-Savana é particularmente reveladora sobre os objetivos não declarados da agenda do aparato ambientalista-indigenista. O programa, desenvolvido em conjunto pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Itamaraty para a cooperação internacional, a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e o Ministério da Agricultura de Moçambique, tem como objetivo levar ao país africano técnicas de cultivo e extensão rural baseadas na experiência brasileira no Cerrado. A área alvo do programa, no norte de Moçambique, tem solos e vegetação semelhantes aos do Cerrado brasileiro. Aparentemente, o desenvolvimento da região constitui um “mau exemplo”, de acordo com a ideologia ambientalista-indigenista.

Os interessados em acompanhar a campanha podem recorrer ao seu perfil no Facebook.

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