Valdai 2021: crise global, valores e papel do Estado

A 18ª reunião anual do Clube de Discussões de Valdai, este ano realizada em Sochi, de 18-21 de outubro, teve como tema geral as “Mudanças globais no século XXI: os valores individuais e o Estado”, com a participação de 140 debatedores de 40 países e a presença do presidente russo Vladimir Putin e do chanceler Sergei Lavrov.

No total, foram sete painéis sobre temas como a pandemia de Covid-19 e suas consequências sociais, econômicas e psicológicas globais. Houve também uma sessão especial sobre “Rússia e Europa”, coordenada pela diretora do Instituto de Relações Exteriores da Itália, Nathalie Tocci, e o diretor do Instituto Nacional da China para Estudos da OCX, Xiang Lanxin. Lavrov falou separadamente e utilizou uma entrevista coletiva para comentar as deterioradas relações entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Outros painéis tiveram como temas: “Meio ambiente e a crise climática global”; “A Rússia e o mundo: a ideia nacional em um contexto global”; “30 anos de uma Nova Eurásia”; “A Rússia como uma solução” (que teve entre os debatedores Sergei Karaganov, decano da Faculdade de Economia Mundial e Assuntos Internacionais da Universidade Estatal de Moscou, conhecido dos leitores desta Resenha); uma discussão com o público, moderada por Alexander Rahr, diretor científico do Fórum Russo-Alemão. O encontro foi concluído com uma sessão plenária de mais de quatro horas com o presidente Vladimir Putin.

Putin: abalos, valores e Estado

Como tem sido habitual nos últimos anos, Putin foi o destaque na conferência do Clube Valdai. O presidente enfatizou que “vivemos em uma era de grandes mudanças”, que identificou como uma “crise de abordagens e princípios que determinam a própria existência dos humanos na Terra”. O que vemos no momento, afirmou, são “mudanças sistêmicas em todas as direções – das condições geofísicas cada vez mais complicadas do nosso planeta a uma interpretação mais paradoxal do que é um ser humano e as razões de sua existência”.

Para ele, as raízes dos abalos globais são “filosóficas e culturais”. Como exemplo, citou as mudanças climáticas e a degradação ambiental, com “enchentes, secas, furacões e tsunamis se tornando o novo normal e estamos nos acostumando com eles”. No contexto das trágicas inundações deste ano na Europa e na Turquia e os incêndios na Sibéria, “qualquer rivalidade geopolítica, científica e técnica ou ideológica torna-se inútil, se os vencedores não tiverem ar suficiente respirar ou nada para beber”. Com a pandemia de Covid-19 como outro lembrete de como a humanidade é vulnerável, afirmou, “a nossa tarefa mais importante é garantir à humanidade uma existência segura e resiliência… Devemos pensar em como vivemos nossas vidas, como administramos nossas famílias, como as cidades se desenvolvem e reconsideramos as prioridades econômicas de estados inteiros. A segurança é um dos nossos principais imperativos”.

Putin lamentou o fato de que a pandemia, que deveria servir como aglutinadora de esforços na luta contra uma ameaça comum, tornou-se um “fator de divisão, em vez de unificador”. Ao contrário do que a Rússia pediu muitas vezes, não existe um verdadeiro trabalho em conjunto. Como enfatizou, “os interesses egoístas prevalecem sobre a noção do bem comum”.

“O capitalismo atual está esgotado”

O capitalismo financeiro globalizado recebeu uma dura crítica: “Todo mundo está dizendo que o atual modelo de capitalismo, que fundamenta as estruturas sociais na esmagadora maioria dos países, está esgotado e não oferece mais uma solução para uma série de diferenças cada vez mais emaranhadas. Em muitos países, incluindo os ricos, a desigualdade é exacerbada, tanto dentro das sociedades como em âmbito internacional. Além disso, vários países são regularmente atingidos por crises alimentares, que se agravarão no futuro e atingirão formas extremas. Também há falta de água e eletricidade, sem falar na pobreza, nas taxas de desemprego ou na falta de cuidados de saúde adequados. Um dos resultados é a migração descontrolada, que, por sua vez, abre passagem para o descontentamento social em países mais prósperos.”

Os Estados nacionais são indispensáveis

Segundo Putin, dado que “a ordem internacional se estrutura em torno dos Estados nacionais”, somente “os Estados soberanos podem responder com eficácia aos desafios da época e às demandas dos cidadãos. Quando ocorre uma crise real, resta apenas um valor universal, a vida humana, que cada Estado decide por si mesmo a melhor maneira de proteger, com suas capacidades, cultura e tradições”.

Ele fez uma interessante referência à história russa do último século, quando choques revolucionários “levaram ao colapso e desintegração de uma grande potência”, na Revolução Bolchevique de 1917. A segunda vez em que algo assim aconteceu foi há 30 anos, quando a União Soviética, “uma nação potencialmente muito poderosa, falhou em entrar no caminho de uma reforma flexível, mas completamente fundamentada e urgentemente necessária, no momento certo e, como resultado, foi vítima de todos os tipos de dogmatismos, tanto reacionários como os chamados progressistas”. Assim, ressaltou, “as revoluções não são uma forma de resolver uma crise, mas uma forma de agravá-la. Nenhuma revolução valeu os danos que causou ao potencial humano”.

A destruição de valores antigos

“A importância de um apoio sólido na esfera da moral, da ética e dos valores está aumentando dramaticamente no frágil mundo moderno. Os valores são um produto único do desenvolvimento cultural e histórico de qualquer nação… Qualquer tentativa de impor os valores de alguém a outros, com um resultado incerto e imprevisível, só pode complicar ainda mais uma situação dramática e, de um modo geral, produzir a reação oposta ao resultado pretendido”, disse Putin.

Em particular, ele chamou a atenção para os processos em curso nos países ocidentais tradicionalmente vistos como porta-estandartes do progresso: “É claro que o choque social e cultural que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos não é da nossa conta, estamos nos mantendo fora disso, mas algumas pessoas acreditam que a eliminação agressiva de páginas inteiras de sua própria história, a ‘discriminação reversa’ contra as maiorias no interesse de uma minoria e a exigência de se renunciar às noções tradicionais de mãe, pai, família e até mesmo gênero, sejam marcos no caminho para a renovação social.” Ele ressaltou que a esmagadora maioria do povo russo tem uma opinião diferente sobre este assunto: “Acreditamos que devemos confiar em nossos próprios valores espirituais, na nossa tradição histórica e na cultura da nossa nação multiétnica.”

E prosseguiu: “Após a revolução de 1917, os bolcheviques, apoiando-se nos dogmas de Marx e Engels, também disseram que iriam mudar as formas e costumes existentes, e não apenas políticos e econômicos, mas a própria noção de moralidade humana e os fundamentos de uma sociedade saudável. A destruição de antigos valores, religião e relações entre as pessoas, incluindo até mesmo a rejeição total da família (nós também tivemos isso), incentivos para a delação dos entes queridos, tudo isto foi proclamado como sendo progresso e, aliás, foi amplamente apoiado em todo o mundo, naquela época, e estava muito na moda… Os bolcheviques eram absolutamente intolerantes com outras opiniões que não as deles.”

A partir daí, o presidente traçou uma relação direta com o que ocorre em vários países ocidentais: “O direito à igualdade e contra a discriminação se transformou em um dogmatismo agressivo que beira o absurdo, quando as obras dos grandes autores do passado – tais como Shakespeare – não são mais ensinadas em escolas ou universidades, porque suas ideias são consideradas retrógradas. Os clássicos são declarados atrasados ​​e ignorantes da importância do gênero ou da raça. Em Hollywood, memorandos são distribuídos sobre a narrativa adequada e quantos personagens de que cor ou gênero deveriam figurar em um filme. Isso é ainda pior do que o departamento de ‘agitação e propaganda’ do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética… A nova ‘cultura do cancelamento’ se transformou em ‘discriminação reversa’, isto é, racismo reverso. A ênfase obsessiva na raça divide ainda mais as pessoas, quando os verdadeiros lutadores pelos direitos civis sonhavam, justamente, em apagar as diferenças, e se recusavam a dividir as pessoas pela cor da pele, como Martin Luther King, que disse que tinha um sonho para seus filhos, que um dia viveriam em uma nação onde não seriam julgados por sua cor de pele, mas pelo seu caráter. Para o povo russo, o que importa é que cada um de nós seja um ser humano.”

Ele ainda mencionou os “zelotes” que condenam os que insistem em ressaltar o fato biológico da existência dos gêneros: “Pai número um e pai número dois, pai que dá à luz, em vez de mãe, e leite humano substituindo ‘leite materno’, porque isto pode incomodar as pessoas que não têm certeza sobre o seu próprio gênero. Repito que isto não é nada novo. Na década de 1920, o [movimento] chamado Kulturtraeger também inventou uma nova linguagem, acreditando que estavam criando uma nova consciência e mudando valores dessa forma, criando uma bagunça total… Sem falar em algumas coisas verdadeiramente monstruosas, quando as crianças aprendem desde cedo que um menino pode facilmente virar uma menina e vice-versa. Ou seja, os professores realmente impõem a eles uma escolha que todos supostamente temos. Eles fazem isso, enquanto excluem os pais do processo e obrigam a criança a tomar decisões que podem virar pelo avesso uma vida inteira. Eles nem se preocupam em consultar psicólogos infantis… Isso é um crime contra a humanidade sob a bandeira do progresso.”

Conservadorismo moderado

Putin enfatizou: “Agora, quando o mundo passa por uma ruptura estrutural, a importância do conservadorismo razoável como base para um curso político aumentou, precisamente, por causa dos riscos que se multiplicam e os perigos e a fragilidade da realidade que nos rodeiam… Esta abordagem conservadora não é sobre um tradicionalismo ignorante, um medo da mudança ou um jogo de contenção, muito menos sobre se retirar para a nossa própria concha. É principalmente sobre confiança em uma tradição testada pelo tempo, a preservação e o crescimento da população, uma avaliação realista de si mesmo e dos outros, um alinhamento preciso de prioridades, uma correlação de necessidade e possibilidade, uma formulação prudente de objetivos e um rejeição fundamental do extremismo como método… O conservadorismo moderado é a linha de conduta mais razoável, até onde enxergo.”

No debate, moderado pelo diretor do Clube Valdai, Fyodor Lukyanov, Putin respondeu sobre a diferença entre “conservadorismo saudável e doentio”, referindo-se a um de seus filósofos preferidos Nikolai Berdiaev (1874-1948), um filósofo e teólogo cristão nascido em Kiev, que escreveu várias obras sobre subjetivismo e individualismo na filosofia social e foi expulso da Rússia pelos bolcheviques, em 1922. “Ele era um homem com visão de futuro, mas também estava do lado do conservadorismo e acreditava que o conservadorismo impede que você caia no caos”, afirmou, reiterando que o que poderia “unir as nações são valores como a crença na família como valor universal e na procriação”.

Igualmente, ele respondeu às perguntas feitas por historiadores russos, referentes à II Guerra Mundial. Ele ressaltou que é “inaceitável” se colocarem os nazistas e a URSS no mesmo nível de responsabilidades na guerra, mencionando que teve acesso a arquivos históricos que estão sendo desclassificados. Um dos pontos que ressaltou foi o fato de o governo soviético ter pretendido evitar a desintegração da Checoslováquia, em 1938, ao contrário dos líderes da França e da Grã-Bretanha, que se reuniram em Munique com Hitler, no episódio conhecido como “apaziguamento” (appeasement). E acrescentou que é importante não esquecer que foi “a Alemanha que atacou a União Soviética, em 22 de junho de 1941, e não vice-versa”. “E não nos esqueçamos de quem entrou em Berlim”, observou.

Sobre uma pergunta a respeito do “homo sovieticus”, feita pela jornalista italiana Orietta Moscatelli, Putin descreveu a Rússia como um “caldeirão” muito semelhante aos EUA: “A pessoa soviética é um matiz ideológico. Não havia nada de bom nisso, porque estreitava os horizontes. No entanto, características positivas da era soviética ainda se refletem no povo soviético, como o patriotismo inerente aos nossos povos, bem como a supremacia da dimensão espiritual sobre as coisas materiais, todos esses valores, incluindo a família. Mas o que foi negativo na vida e no destino da URSS, e também para o povo soviético, foi o fato de que eles foram privados de propriedade.”

Preocupações estratégicas particulares: Taiwan

Nas quase três horas de debate com o público, vale mencionar algumas das respostas de Putin sobre questões estratégicas. Por exemplo, suas respostas ao representante chinês Zhou Bo (pesquisador sênior do Centro de Segurança e Estratégia Internacional da Universidade de Tsinghua) e ao estadunidense Thomas Graham, do Conselho de Relações Exteriores (CFR). Ambos falaram no painel dedicado à crise gerada pela pandemia. Nele, também se apresentou o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, que fez um apelo urgente para que se dê mais atenção às “instituições multilaterais” como o G-20, como um marco mais adequado para encontrar soluções pacíficas para a crise atual e reafirmar um mundo multilateral, ao mesmo tempo em que enfatizou o papel potencialmente muito importante do grupo BRICS.

Zhou Bo expressou uma grande preocupação com a crescente tensão entre os EUA e a China, em particular, em relação a Taiwan, situação que considerou como muito perigosa, destacando que a China, cada vez mais integrada no sistema internacional, quer evitar conflitos e confrontos.

Por sua vez, Graham enfatizou que tanto os EUA quanto a China têm muito espaço de manobra: “Não vejo a guerra entre os EUA e a China como uma decisão racional. O problema é a comunicação. Não temos zonas tampão. Assim que Pequim e Washington começarem a conduzir as relações diplomáticas, melhor.” Ele também apontou para a “ambiguidade” em relação a Taiwan, que teve origem na política externa de Henry Kissinger, na década de 1970, e ainda continua. Zhou perguntou a Putin sobre o Afeganistão, que “está no cerne da OCX [Organização para Cooperação de Xangai]”. Ele queria saber em que medida a OCX, liderada pela China e pela Rússia, poderia ajudar o Afeganistão a alcançar estabilidade política e desenvolvimento econômico, após a retirada dos EUA e da OTAN.

Afeganistão

Putin, referindo-se a uma reunião com representantes do Talibã, realizada em Moscou dias antes, enfatizou que “para a China e a Rússia, é extremamente importante ter um plano de desenvolvimento do Afeganistão, para não se tornar uma fonte de terrorismo ou de qualquer forma de radicalismo”. Com o Estado Islâmico operando no país, seria necessário “ajudar o Afeganistão a restaurar sua economia, porque as drogas são outro grande problema. É sabido que 90% dos opiáceos que chegam ao mercado mundial vêm do Afeganistão. Tanto a China quanto a Rússia e a OCX têm a responsabilidade principal… A primeira coisa é que eles devem dar ao Afeganistão uma oportunidade de resolver os seus grande problemas socioeconômicos. Podemos implementar grandes projetos específicos e lidar com questões de segurança doméstica. Os nossos serviços especiais estão em contato com suas contrapartes no Afeganistão. Para nós, a OCX é importante, porque há o Tajiquistão e o Uzbequistão bem na fronteira com o Afeganistão. Temos uma instalação militar no Tajiquistão. Portanto, vamos continuar a trabalhar ativamente com a China, a fim de desenvolver o diálogo com as estruturas relevantes e promover a cooperação dentro da OCX como um todo”.

Ucrânia

Outra questão importante, levantada pelo Prof. Robert Legvold, da Universidade Columbia de Nova York, referiu-se à avaliação de Putin sobre as atuais relações EUA- Rússia após a cúpula de junho entre ele e o presidente Joe Biden, em Genebra. Putin enfatizou que, em algumas áreas, estava havendo progressos nas conversações bilaterais, e observou a luta comum no combate ao terrorismo, que “não é apenas possível, mas necessária”, além de defender a decisão de Biden de se retirar do Afeganistão.

Em relação a outras questões estratégicas críticas, Putin respondeu com franqueza e uma certa irritação a uma pergunta sobre a recente visita do secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, a Kiev, Ucrânia, no contexto da reunião de ministro da Defesa da OTAN e do rompimento das relações diplomáticas formais entre a Rússia e a Aliança Atlântica. Durante a visita, Austin assinou um alentado pacote militar de 60 milhões de dólares em armas com o governo ucraniano, prometendo-lhe um brilhante futuro na OTAN. Putin respondeu: “Estamos fazendo todos os esforços para melhorar essas relações. Mas a ameaça (da OTAN) é muito importante para nós. E você tem razão, essa adesão formal à OTAN pode nunca acontecer, mas a expansão militar no território já está em andamento (em termos de centros de treinamento) e isso realmente representa uma ameaça para a Federação Russa. Estamos cientes disso.”

No mesmo contexto, ele lembrou a expansão da OTAN para o Leste, iniciada ao final da Guerra Fria, e a implementação de sistemas de mísseis antimísseis balísticos na Polônia e na Romênia: “O secretário de Defesa chega, o que, de fato, abre a porta para a Ucrânia para a OTAN. Na verdade, a declaração dele pode e deve ser interpretada desta forma. Mesmo que todos tenham o direito de escolher. Mas, e se amanhã houver mísseis perto de Kharkov? E mísseis estão sendo trazidos à nossa porta. Claro que temos um problema aqui.”

Os preços do gás em alta vertiginosa

Outra questão importante tratou do mercado de energia e da disparada dos preços do gás natural, sobre a qual Putin reiterou o que havia declarado na recente Semana da Energia de Moscou: “A escassez está aumentando nos principais países economicamente avançados. A situação está se deteriorando, devido às realidades no mercado de energia.” Putin culpou a Comissão de Energia da União Europeia: “Nos últimos cinco anos, a filosofia comum da UE foi inteiramente dedicada a regulamentar o mercado de fontes de energia, incluindo o gás, por meio de uma bolsa de commodities, por meio do chamado mercado ‘spot’… Eles tentaram nos persuadir a desistir dos contratos de longo prazo, para que os preços estivessem atrelados à bolsa… E o que aconteceu no mercado europeu? (…) O déficit no mercado europeu pode chegar a cerca de 70 bilhões de metros cúbicos, o que é muito… Isto é resultado da política econômica da Comissão Europeia, a Rússia não tem nada a ver com isso… A [empresa estatal] Gazprom aumentou as entregas para a Europa em 8,7% e as entregas para países fora da CEI [Comunidade dos Estados Independentes] em 12%, o que também inclui a China.”

Putin deixou claro que é absolutamente possível para a Gazprom aumentar os suprimentos. Referindo-se ao gasoduto Nord Stream 2, ele afirmou que a sua primeira linha está abastecida com gás e se o regulador alemão emitir a licença para embarque, os envios podem começar no dia seguinte. E acrescentou que cinco empresas europeias também são sócias da Gazpron no gasoduto.

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