Lorenzo Carrasco fala sobre novo livro e campanha indigenista

Em entrevista publicada no jornal roraimense Folha de Boa Vista de 14 de maio, o jornalista Lorenzo Carrasco, presidente do Movimento Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e co-editor do Alerta em Rede, voltou a denunciar a campanha indigenista contra o desenvolvimento do Brasil e falou sobre o seu novo livro sobre o assunto, que será lançado em meados de junho.

Na entrevista, Carrasco destacou que, já em 2001, o livro Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do governo mundial, coordenado por ele, alertava sobre o problema das demarcações de terras indígenas – advertência reiterada no seu depoimento à Comissão Paramentar de Inquérito das Organizações Não Governamentais (CPI das ONGs), realizada pelo Senado entre 2001 e 2003. Segundo ele:

À época já se apresentava no Brasil um problema sério: a presença de ONGs internacionais dirigindo os destinos do país no campo ambiental e indigenista, através da infiltração no Ministério do Meio Ambiente, no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e na Funai (Fundação Nacional do Índio).

Carrasco também se referiu ao processo de demarcação da terra indígena Ianomâmi, na fronteira com a Venezuela, como exemplo de como a agenda indigenista tem promovido a sua manipulação contra os interesses nacionais brasileiros. Segundo ele, a decisão pela demarcação da gigantesca reserva foi tomada no Reino Unido, e “se lutou para que não houvesse nenhuma infraestrutura. A partir daí, houve o mapeamento da região, porque havia exploradores europeus na área, principalmente ingleses. Tudo isso está documentado no novo livro. Apesar de que no livro anterior havíamos alertado sobre o aspecto ambientalista”.

O jornalista frisou que a questão indígena “estourou” no Brasil após as grandes mobilizações internacionais nas áreas hoje destinadas às terras indígenas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Ambas, segundo ele, estão em

um escudo geológico de alto potencial mineral. Todas essas ações têm como foco desalojar a população de Roraima, despovoar, e inviabilizar economicamente o estado. De fato, o estado é inviável, uma vez que a maior parte de seu território é composta por reservas. Isso é um plano internacional que vem do início da década de 60. (…)

Por ocasião da decisão da demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em 2005, foi transmitida ao Brasil a falsa ideia de que o País ficaria livre do problema indigenista, caso a terra indígena fosse demarcada e homologada. “A estratégia foi utilizada para tranqüilizar a pressão que vinha do Congresso e de outros setores nacionais. Mas, isso não está determinado, porque o plano indigenista está ditado fora do país. O Conselho Mundial de Igrejas controla e financia todas as políticas indigenistas”, disse Carrasco.

Entretanto, ele ressalvou que essa agenda não é concebida pelas lideranças indígenas, mas vem de fora, por meio de agências de financiamentos e ONGs que se proclamam “defensoras” dos povos indígenas, mas que as manipulam contra os interesses brasileiros: “São manipulados por ONGs internacionais. O problema não são os índios, mas a ideologia indigenista que está criando reservas, mantendo a população na idade da pedra, como é o caso dos ianomâmis e da Raposa, onde os índios foram abandonados às doenças. Essa é uma política que termina prejudicando os indígenas.”

Tais fatos, disse ele, resultaram na situação atual de “proliferação” de ações pela demarcação de novas terras indígenas em todo o País – ações essas encorajadas pelo sucesso do indigenismo no caso Raposa Serra do Sol. Segundo o jornalista, “agora já não é Roraima, mas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde querem criar reservas povoadas por pequenos produtores, agredindo a centenas de famílias”.

Por fim, Carrasco destacou a posição da ministra da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffman, sobre a Funai e a atual política de demarcações. Em uma sessão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em 8 de maio, Hoffman admitiu a possibilidade de operar mudanças nas atribuições da Funai, retirando parte dos seus poderes, para “pacificar o país” (Alerta Científico e Ambiental, 9/05/2013). Segundo o diretor do MSIa,

o Brasil esta em pé de uma guerra civil em várias regiões. O governo esta aparentemente consciente e por isso a garantia da ministra de mudar a política da Funai. Não é uma pressão da bancada ruralista, mas de uma bancada nacionalista, uma força que não se restringe a uma bancada particular ou partido, mas abarca o Congresso Nacional.

O novo livro de Carrasco, escrito em parceria com sua esposa, a também jornalista Silvia Palacios, tem como títuloQuem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas, e se encontra em fase final de editoração. O livro aprofunda as investigações sobre as redes internacionais que controlam o movimento indigenista, em especial, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), entidade criada no pós-guerra imediato por um grupo de integrantes da cúpula do Establishment oligárquico dos EUA e do Reino Unido, com estreitos vínculos com as agências de inteligência e as casas bancárias e financeiras destes países. A despeito do nome, o CMI tem pouco a ver com a promoção de um ecumenismo autêntico, e muito mais com uma agenda supranacional de intervenções em países em desenvolvimento, voltada para exercer uma influência direta sobre as políticas internas de desenvolvimento e a utilização dos seus recursos naturais. O propósito da obra, de acordo com Carrasco, é proporcionar elementos para que as forças nacionais diretamente interessadas conheçam melhor o insidioso adversário representado pelo aparato ambientalista-indigenista, e tenham mais elementos para confrontá-lo.

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