Cientistas mexicanos contestam leis climáticas

Um grupo de cientistas mexicanos, que tem se destacado na denúncia da falta de base científica para os prognósticos catastrofistas sobre o clima global, quer revogar a lei climática do estado de Veracruz, no México, onde atua a maioria deles. Em carta dirigida à presidente da Comissão de Meio Ambiente da Legislatura do Estado, os cientistas solicitam a oportunidade de demonstrar os riscos das políticas públicas baseadas na não comprovada hipótese do aquecimento global antropogênico.

Liderado pelo Dr. Héctor Omar Pensado Díaz, um astrobiólogo que dirige o Instituto de Pesquisas Avançadas da Universidade Popular Autônoma de Veracruz, o grupo divulgou, em agosto último, um manifesto público com o mesmo teor (Alerta Científico e Ambiental, 23/08/2012). A carta, enviada à deputada Ainara Rementería Coello, enfatiza:

Os abaixo assinados vemos com profunda preocupação que, com base em uma hipótese não comprovada, leis e políticas públicas têm sido aprovadas, tais como a Lei Estadual de Mitigação e Adaptação aos Efeitos da Mudança Climática (No. 878), que certamente afetará a vida dos veracruzanos… por se basear em uma hipótese que fará de Veracruz um estado de baixa energia, prejudicando a sua produção industrial e agropecuária, gerando, em um futuro próximo, mais fome e pobreza. Para sermos mais explícitos: o nosso argumento se baseia na análise científica que conclui que as causas do aquecimento global que se experimenta na atualidade são resultado das variações na constante solar, ou seja, a radiação que o Sol lança sobre o nosso planeta; que, por mínimas que sejam, nos levam a períodos quentes e frios, tal como ocorreu ao longo da história. Da mesma forma, sabe-se que outros fatores também influem no clima, tais como a excentricidade orbital da Terra e a inclinação do seu eixo, situações que a atual Lei Estadual de Mitigação e Adaptação aos Efeitos da Mudança Climática não contempla. Esta legislação limita-se apenas a responsabilizar a atividade humana, a qual não é significativa no sentido de produzir tais fenômenos climáticos, o que configura a Lei como um atentado contra a dignidade de todos os que mantemos a atual civilização planetária, de 3500 anos de idade.

Com as razões anteriormente descritas, derrubam-se mais de 35 anos de campanha em favor da hipótese de que o homem, com a sua civilização, estaria provocando um dano irreversível ao planeta, ao gerar mudanças climáticas que se traduziriam no aquecimento global.

A partir de tais reflexões, Pensado Diaz e seus colegas enfatizam que:

“1 – O aquecimento planetário… não é causado pelo ser humano, nem por suas atividades, mas é resultado de eventos naturais de ordem cósmica. (…)

“2 – O dióxido de carbono (CO2) é um gás da vida. (…)

“3 – O CO2 que o homem emite por meio de suas atividades industriais não é liberado no ar em taxas significativas, para, efetivamente, gerar um dano ao ecossistema, ou à atmosfera. (…)

“4 – Os oceanos capturam a maior quantidade do CO2 do planeta. (…)

“5 – Há mais de 50 anos se fazem previsões catastrofistas, sem que tenha ocorrido nada do que foia ‘previsto’ pelos cientistas apocalípticos. (…)

“6 – As variações climáticas são produzidas pelo Sol, com o auxílio de um gás de efeito estufa muito mais potente que o CO2, o vapor d’água;

“7 – As políticas públicas derivadas de uma hipótese não comprovada, como a do aquecimento global como sendo fruto do CO2 antropogênico, terão consequências na produção agropecuária; e resultarão na redução de energia e, inclusive, na diminuição da população. (…)

E prosseguem:

Além disso, de acordo com a análise que fizemos acima, fica evidente que a Lei em questão pretende deixar Veracruz sem combustíveis fósseis, fazendo deste um estado submisso às políticas internacionais que pretendem descarbonizar a nossa civilização atual, com base em uma hipótese não comprovada, quando na realidade os motores desta cultura têm sido os combustíveis fósseis. A pobreza, em qualquer sociedade, deve ser combatida com uma maior geração de energia, de modo que a proposta de se investir em “fontes alternativas de energia” não é suficiente para sustentar o atual ritmo da nossa civilização – inclusive porque uma determinada sociedade só é classificada como “avançada” quando possui uma alta densidade energética (…).”

Por fim, os cientistas mexicanos destacam que “a civilização atual necessitará de uma ampliação tal na geração de energia, que as ditas fontes alternativas (como a eólica ou a solar) não têm condições de gerar. Desejar o contrário, logo, é impor danos os mais graves à nossa civilização, resultando em um retrocesso comparável ao de um regresso aos tempos de caça e coleta”.

A iniciativa dos cientistas mexicanos é mais uma de uma série crescente de ações ocorridas em vários países, Brasil inclusive, de cientistas que não se conformam em ficar passivos diante da manipulação dos temas climáticos para finalidades políticas e outras, afastadas do interesse geral de suas sociedades.

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