O engenheiro nuclear estadunidense Kirk Sorensen tem feito uma intensa campanha de promoção e esclarecimento junto à opinião pública dos Estados Unidos, sobre as vantagens da construção de reatores nucleares de tório. Doutor em engenharia nuclear pela Universidade do Tennessee e cofundador da empresa Flibe Energy, criada para difundir a tecnologia dos reatores MSR (Molten Salt Thorium Reactor), do tipo breeder (regeneradores), ele já foi tema deste Alerta (19/01/2012), quando noticiamos as suas denúncias sobre a decisão do governo estadunidense de suprimir o desenvolvimento desta tecnologia, desde a década de 1950.
Segundo Sorensen, a tecnologia MSR foi originalmente concebida para atender ao projeto Aircraft Nuclear Propulsion (ANP) da Força Aérea dos EUA. O objetivo era desenvolver um reator compacto e eficiente o suficiente para fornecer energia a aeronaves militares, e chegou a ser responsável por 25% do orçamento do Laboratório Nacional de Oak Ridge.
Porém, mesmo sendo altamente promissora, podendo aproveitar 100% da energia liberada com a reação nuclear e produzindo energia e água potável (sendo, por isso, ideal para impulsionar a irrigação de terras aráveis, por meio da dessalinização da água do mar), a tecnologia foi deliberadamente engavetada, devido a cortes orçamentários e à ausência do apoio dos industriais estadunidenses do setor, já comprometidos com a tecnologia dos reatores de urânio enriquecido.
Apesar do cancelamento do projeto ANP, o físico Steve Weinberg, diretor de Oak Ridge entre 1955 e 1972, dedicou-se a adaptar a tecnologia MSR para fins civis de geração de eletricidade, destacando o fato de ser esta tecnologia de geração nuclear mais segura e eficiente do que os reatores alimentados com urânio-238 e urânio-235. A empreitada resultou em um desenho de um reator de potência que podia utilizar tanto urânio-233 (resultante da transmutação do tório-232) como plutônio-239 como combustível – além de ser à prova de derretimento, em caso de acidente.
Desafortunadamente, no momento em que os esforços de Weinberg tiveram os primeiros resultados, ele começou a sofrer uma série de pressões de congressistas e do diretor da Comissão de Energia Atômica dos EUA (AEC), Milton Shaw, que acabaram resultando na sua demissão, em 1973. Com isto, o reator de tório foi abandonado de vez.
O Brasil já teve um programa de pesquisas sobre a utilização do tório como combustível nuclear, o chamado Grupo do Tório do Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR) da Universidade Federal de Minas Gerais, que funcionou de 1963 a 1967. Por infortúnio, como muitas outras iniciativas promissoras no País, esta foi abandonada depois que se fez a opção imediatista pela importação de um reator de urânio enriquecido da empresa estadunidense Westinghouse, para a primeira central nuclear brasileira, Angra-1.
Convidamos os leitores fluentes em inglês a assistir ao vídeo em que Sorensen destaca o caráter revolucionário que a larga implementação de reatores de tório poderá ter na economia mundial, dados a sua altíssima concentração energética, custo relativamente baixo (especialmente devido à abundância de reservas de tório no mundo) e segurança. Ao assisti-lo, o leitor fica com a impressão de que muitos dos problemas de acesso à energia no mundo são artificialmente criados, uma vez que soluções tecnológicas viáveis já estão disponíveis, além de entender por que as decisões políticas obstaculizam certos avanços tecnológicos relevantes.

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Msia Informa


É claro que os problemas de acesso à energia são artificialmente criados! Isso ocorre desde o tempo de Nikola Tesla, criador da usina hidroelétrica de Niagara Falls. Ocorre queTesla inventou também a transmissão dessa energia sem necessidade de cabos e fiações (wireless), pela atmosfera. Depos disso, o poder econômico passou por cima dele como um rolo compessor, fazendo-o morrer na miséria, apoderando-se da maioria de suas invenções para sentar-se em cima, ou secretamente para fins militares.
Visitei o IPR quando era menino, com o meu pai que lá trabalhava, nos anos 70s. Hoje sou um defensor do uso da energia nuclear usando o tório.
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Um abraço,
Sergius
O BRASIL TEM RESERVAS COLOSSAIS DESTE MINÉRIO, TANTO A ÍNDIA QUANTO A CHINA JÁ ESTÃO CONSTRUINDO REATORES BASEADOS NO TÓRIO COMO COMBUSTÍVEL, O BARRIL DE PETRÓLEO DESPENCOU DE VALOR, PORÉM DEVEMOS UMA MATRIZ MAIS GENEROSA, NO CASO DO TÓRIO, ENERGIA POR MILHARES DE ANOS E LIMPA