Surpresa: mais dióxido de carbono pode amenizar aquecimento global

Pesquisadores da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos EUA fizeram uma descoberta surpreendente, em uma expedição ao Ártico, ao identificar grandes quantidades de fitoplâncton crescendo sob o gelo polar. Segundo Kevin Arrigo, líder da missão científica e autor do estudo no qual a descoberta foi registrada, esta maior quantidade de fitoplâncton pode ajudar o planeta a evitar o aquecimento global, na medida em que estes microorganismos consomem grandes quantidades de dióxido de carbono – supostamente, diminuindo o “efeito estufa”.

Segundo um boletim de imprensa da NASA, a descoberta de Arrigo é tão surpreendente quanto “encontrar uma floresta tropical no meio de um deserto” (UniversityToday.com, 7/06/2012). Segundo o estudo, publicado na revista Science de 7 de junho, foi observado um ativo crescimento de fitoplânctons sob o gelo ártico, embora não tenha sido possível determinar se este crescimento só passou a ocorrer com o derretimento e a fragmentação de camadas de gelo no Ártico, ou se o fenômeno já ocorria antes.

O estudo destaca que, até agora, considerava-se que o crescimento do fitoplâncton dependeria da disponibilidade de luz, razão pela qual se considerava pouco provável encontrar tamanho florescimento dos referidos microorganismos sob o gelo polar – embora já se conhecesse o florescimento de fitoplâncton no Ártico, ainda que em escala muito menor à observada pela equipe de Arrigo. Segundo o estudo recém-publicado, o florescimento dos microorganismos tem ocorrido mais de 50 dias mais cedo do que há 12 anos, em um desenvolvimento que pode ter, inclusive, influência na cadeia alimentar da região – sendo os plânctons a base alimentar de inúmeras formas de vida que habitam o Ártico.

As observações da equipe de Arrigo foram realizadas em duas expedições ao Ártico, promovidas no âmbito do programa “Impactos do Clima nos Ecossistemas e Química do Meio Ambiente do Pacífico Ártico” (ICESCAPE, na sigla inglesa), e que tiveram lugar nos meses de junho e julho de 2010 e 2011, sendo uma das mais recentes iniciativas da NASA no estudo dos efeitos do suposto aquecimento global no planeta (The Capital Column, 9/06/2012).

No estudo, a equipe de cientistas propõe que a maior presença de CO2 na atmosfera tem impulsionado o crescimento dos fitoplânctons no Ártico, um fenômeno que, contraditoriamente, pode colaborar com o combate ao suposto aquecimento global, uma vez que esta maior população de fitoplâncton tende a consumir grandes quantidades de CO2. Se confirmada, esta dinâmica pode alterar o entendimento que se tem atualmente sobre o ciclo global do carbono e sobre o balanço energético dos oceanos, forçando a comunidade científica a revisar a sua compreensão sobre a ecologia do Ártico e de outras regiões.

O novo estudo mostra que o mundo real continua apresentando surpresas para os que insistem em tentar elucidar a dinâmica dos processos físicos do planeta por meio de modelos matemáticos computadorizados, sem a devida atenção para com as evidências de campo. A hipótese do aquecimento global antropogênico padece desta deficiência fundamental, pois não há qualquer evidência física observada que a sustente. Por isso, muitos cientistas se surpreendem quando se defrontam com fatos que contrariam o suposto “consenso” sobre os “malefícios” do aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, tal como os pesquisadores da NASA puderam constatar.

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