Novo avanço na tecnologia de plasma pode deixar fusão nuclear mais próxima

Um professor de engenharia elétrica e de computadores da Universidade de Missouri (EUA), Randy Curry, anunciou recentemente uma descoberta tecnológica revolucionária: a habilidade de transmitir plasma de alta energia pelo ar. Segundo informações do site da universidade, Curry e sua equipe lograram desenvolver um método de geração e controle do plasma que pode inovar completamente a produção e a estocagem de energia no mundo.

O fogo e os relâmpagos são as formas mais conhecidas de plasma, sendo que a vida na Terra depende da energia emitida pelo plasma produzido durante a fusão nuclear gerada no Sol. O dispositivo experimental de Curry é capaz de dominar essa energia de forma controlada, com imensas possibilidades de emprego (tanto civis quanto militares).

Segundo o site ExtremeTech.com (17/04/2013), a tecnologia atual de geração consegue apenas que os anéis de plasma durem menos de um milissegundo. Entretanto, o dispositivo de Curry é capaz de mantê-los por “muitas dezenas de milissegundos” e o equipamento consegue ainda lançar um anel de plasma a uma distância de até aproximadamente 60 cm de distância.

O plasma não emite radiação e é completamente seguro para humanos que estejam na mesma sala que o dispositivo, a despeito de o plasma gerado pelo equipamento ser mais quente que a superfície do Sol, cuja temperatura é de 6 mil graus centígrados. O segredo da nova tecnologia, segundo o pesquisador, é o desenvolvimento de um meio de fazer com que o plasma gere o seu próprio campo magnético, mantendo-o unido enquanto “viaja” pelo ar.

“Lançar plasma no ar livre é o ‘Santo Graal’ no campo da física”, disse ele. O “Criar plasma num tubo a vácuo rodeado por eletroímãs poderosos não é um grande desafio, já que diversos laboratórios conseguem fazer isso. A nossa inovação permite que o plasma se mantenha unido enquanto viaja pelo ar normal, sem qualquer necessidade de uma contenção”, afirmou.

De acordo com Curry, o novo dispositivo a plasma da Universidade de Missouri pode ser construído em escala maior, para ampliar a geração de energia. Nas dimensões atuais, o equipamento é capaz de produzir anéis de plasma de 15 centímetros de diâmetro, usando “muita pouca energia” – de “4.000 a 20.000 joules”. Todavia, o pesquisador ressalta que, num prazo de três a cinco anos, ele e sua equipe poderiam desenvolver um sistema consideravelmente mais compacto que o atual, caso receba financiamento suficiente. Ele destaca que usou velhas tecnologias para construir o protótipo existente e que, se usasse componentes miniaturizados, seria possível construir uma máquina geradora de plasma do tamanho de uma caixa de sapatos.

“Nós temos uma equipe de classe internacional no Centro de Eletrônica Física e Energética da Universidade do Missouri, mas este time irá se evaporar se não houver financiamento”, disse Curry. “O financiamento do Departamento de Defesa para a pesquisa básica nos permitiu chegar à nossa inovação do plasma. Os cortes no financiamento ameaçam a estabilidade dos EUA em competir pelo futuro da tecnologia de energia. Não apenas as pesquisas não vão avançar, mas uma nova geração de americanos não serão treinados para se integrarem no hall da liderança estadunidense em engenharia”, frisou o cientista.

A façanha de Curry e as dificuldades que encontra para desenvolver o sistema para a escala de protótipo, visando ao eventual uso comercial, denota as peculiaridades que cercam certas categorias de pesquisa científica e tecnológica nos EUA, nas quais certos certos setores do Establishment estadunidense não têm muito interesse em fazer chegar aos usos comerciais. Em vários casos, os financiamentos, com frequência de órgãos oficiais como o Departamento de Defesa, permitem a demonstração dos conceitos, mas não o desenvolvimento das tecnologias para usos comerciais. Não raro, o seu destino acaba sendo algum dos black projects em que tais grupos de poder encerram tecnologias avançadas com grande alcance potencial de benefícios para a humanidade, em especial, nas áreas de energia e propulsão de veículos aéreos.

Nesses casos, sempre vale recordar a confissão do engenheiro Ben Rich, diretor da divisão de projetos secretos da Lockheed Martin de 1975 a 1991, em uma conferência na Universidade da Califórnia em Los Angeles, em 1993: “Nós já temos os meios de viajar entre as estrelas, mas essas tecnologias estão fechadas em ‘projetos negros’ e seria preciso um ato de Deus para tirá-las de lá para beneficiar a humanidade (Alerta Científico e Ambiental, 7/03/2013).”

Oxalá o professor Curry tenha melhor sorte, para bem da humanidade.

x

Check Also

A “revolta da ivermectina”: política adotada no enfrentamento da Covid-19 exige ensaio clínico urgente

Taciana Padilha de Castro e Denia Palmeira Fittipaldi Duarte* A pandemia da doença coronavírus 2019 ...