{"id":867,"date":"2013-09-19T15:52:53","date_gmt":"2013-09-19T15:52:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=867"},"modified":"2013-09-19T15:52:53","modified_gmt":"2013-09-19T15:52:53","slug":"jirau-paga-o-custo-da-guerra-ambientalista-indigenista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/jirau-paga-o-custo-da-guerra-ambientalista-indigenista\/","title":{"rendered":"Jirau paga o custo da guerra ambientalista-indigenista"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">O cons\u00f3rcio Energia Sustent\u00e1vel do Brasil (ESBR), entidade respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Jirau, no rio Madeira (RO), est\u00e1 amargando os enormes preju\u00edzos causados pelo aparato indigenista-ambientalista e por a\u00e7\u00f5es de sabotagem contra aquele que \u00e9 um dos principais projetos de infraestrutura do Pa\u00eds. Devido aos atrasos constantes, ocasionados por inc\u00eandios criminosos nos canteiros de obras, invas\u00f5es de ind\u00edgenas, dentre outras raz\u00f5es, o cons\u00f3rcio est\u00e1 se vendo amea\u00e7ado de ter que pagar uma conta extra que pode superar os R$ 400 milh\u00f5es, por descumprir a entrega do volume de energia prometido a partir deste m\u00eas.<\/p>\n<p align=\"left\">Na semana passada, a usina recebeu autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) para ligar a sua primeira turbina de 75 megawatts, de um total de 50 unidades geradoras. O problema \u00e9 que, pelo contrato, a usina deveria estar acionando n\u00e3o apenas uma, mas 16 turbinas este m\u00eas, garantindo a oferta de 730 MW m\u00e9dios para setembro. Entretanto, n\u00e3o tendo conseguindo realizar a montagem dos equipamentos como estava previsto, caber\u00e1 ao cons\u00f3rcio &#8211; formado pela francesa GDF Suez (40%), Mitsui (20%), Eletrosul (20%) e Chesf (20%) &#8211; comprar a diferen\u00e7a no chamado \u00abmercado livre\u00bb, no qual geradoras vendem volumes de energia a pre\u00e7os mais altos do que os do mercado regulado.<\/p>\n<p align=\"left\">Segundo o jornal\u00a0<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>\u00a0(9\/09\/2013), somente para cobrir o rombo de gera\u00e7\u00e3o deste m\u00eas, o cons\u00f3rcio teria que desembolsar hoje, com base no pre\u00e7o m\u00e9dio atual no mercado livre, cerca de R$ 130 milh\u00f5es. Contudo, o problema ir\u00e1 se estender aos meses seguintes, j\u00e1 que o d\u00e9ficit de turbinas geradoras em opera\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 se traduzindo em uma produ\u00e7\u00e3o de eletricidade abaixo do estabelecido pelo contrato com o governo federal.<\/p>\n<p align=\"left\">De acordo com reportagem, pelo menos at\u00e9 o final do ano, a usina seguir\u00e1 gerando menos energia que o contratado, com um d\u00e9ficit de 2.774 MW de setembro a dezembro, j\u00e1 descontando a energia que dever\u00e1 ser produzida pelas dez turbinas que o cons\u00f3rcio pretende acionar ate o final do ano (a previs\u00e3o original era de 21 unidades). Segundo os valores atuais no mercado livre de energia, este d\u00e9ficit poder\u00e1 chegar aos R$ 400 milh\u00f5es acima citados.<\/p>\n<p align=\"left\">Um relat\u00f3rio elaborado pelo cons\u00f3rcio ESBR, apresentado \u00e0 Aneel, ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) e \u00e0 Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), tenta convencer o governo de que o d\u00e9ficit n\u00e3o \u00e9 de sua responsabilidade. No documento, a ESBR alega que tal problema \u00e9 resultante de uma s\u00e9rie de eventos imprevistos, que resultaram no atraso do cronograma.<\/p>\n<p align=\"left\">De fato, Jirau \u00e9 um caso exemplar dos impactos negativos que o aparato indigenista-ambientalista tem causado ao Pa\u00eds. Os casos mais graves ocorreram em mar\u00e7o de 2011 e em abril de 2012, quando o canteiro de obras da usina foi alvo de dois inc\u00eandios criminosos e atos de vandalismo, al\u00e9m de paralisa\u00e7\u00f5es devido a a\u00e7\u00f5es de \u00edndios, garimpeiros e ribeirinhos. Visivelmente, trataram-se de a\u00e7\u00f5es planejadas e executadas em momentos de negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas, por agentes do aparato ambientalista-indigenista, como parte de sua agenda de obstaculiza\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura no Pa\u00eds, em especial, na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Como este\u00a0Alerta\u00a0tem reiterado, este aparato \u00e9 uma pe\u00e7a-chave de uma estrat\u00e9gia de \u00abguerra irregular\u00bb contra o desenvolvimento socioecon\u00f4mico da regi\u00e3o, cujo objetivo \u00e9 consolid\u00e1-la como uma aut\u00eantica \u00abzona de exclus\u00e3o ambiental\u00bb (<em>Alerta Cient\u00edfico e Ambiental<\/em>, 24\/03\/2011 e 31\/03\/2011).<\/p>\n<p align=\"left\">A expectativa do cons\u00f3rcio \u00e9 que a Aneel perdoe as d\u00edvidas resultantes dos atrasos e conceda uma prorroga\u00e7\u00e3o de sete meses no cronograma da obra. Segundo os c\u00e1lculos do cons\u00f3rcio, as greves e os atos de vandalismo ocorridos em 2011 e 2012 resultaram em 25 meses de paralisa\u00e7\u00e3o total ou parcial das obras da margem direita do empreendimento, al\u00e9m de 18 meses na margem esquerda.<\/p>\n<p align=\"left\">O presidente do cons\u00f3rcio ESBR, Victor Paranhos, declarou ao\u00a0<em>Valor<\/em> que se Jirau tiver, efetivamente, que comprar 730 MW este m\u00eas, sequer encontrar\u00e1 tal volume de energia dispon\u00edvel no mercado, dado o prazo apertado (tal compraria teria de ser efetivada at\u00e9 7 de outubro). \u00abO paciente est\u00e1 na UTI. Se ningu\u00e9m fizer nada, ele realmente corre o risco de morrer (&#8230;). Quando se leiloou essa usina, ningu\u00e9m conseguia visualizar o tamanho de seu desafio. Na realidade, o desafio era muito maior do que aquilo que se achava que era\u00bb, afirmou.<\/p>\n<p align=\"left\">Um fato que beneficia o pleito do cons\u00f3rcio \u00e9 que o \u00abLinh\u00e3o do Madeira\u00bb, a rede de transmiss\u00e3o que ligar\u00e1 as usinas e Porto Velho a Araraquara (SP), ainda n\u00e3o entrou em opera\u00e7\u00e3o &#8211; a previs\u00e3o atual e de que isso s\u00f3 ocorra entre o fim de outubro e in\u00edcio de novembro (<em>Alerta Cient\u00edfico e Ambiental<\/em>, 15\/08\/2013). \u00abN\u00f3s nem ter\u00edamos como despachar toda essa energia, por isso, acreditamos numa decis\u00e3o favor\u00e1vel da Aneel\u00bb, esclareceu Paranhos. Quando o \u00abLinh\u00e3o\u00bb estiver operacional, contudo, o problema do d\u00e9ficit de turbinas n\u00e3o estar\u00e1 resolvido, e o cons\u00f3rcio continuar\u00e1 dependendo da decis\u00e3o final do governo para resolver a quest\u00e3o. \u00abContamos com o bom senso de todos. A avalia\u00e7\u00e3o de responsabilidades \u00e9 realmente subjetiva, mas n\u00e3o pode ser imputada ao empreendedor uma penalidade que ele n\u00e3o causou\u00bb, concluiu o executivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cons\u00f3rcio Energia Sustent\u00e1vel do Brasil (ESBR), entidade respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Jirau, no rio Madeira (RO), est\u00e1 amargando os enormes preju\u00edzos causados pelo aparato indigenista-ambientalista e por a\u00e7\u00f5es de sabotagem contra aquele que \u00e9 um dos principais projetos de infraestrutura do Pa\u00eds. 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