{"id":824,"date":"2013-07-19T17:21:47","date_gmt":"2013-07-19T17:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=824"},"modified":"2013-07-19T17:21:47","modified_gmt":"2013-07-19T17:21:47","slug":"a-estagnacao-da-energia-verde-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/a-estagnacao-da-energia-verde-no-mundo\/","title":{"rendered":"A estagna\u00e7\u00e3o da \u00abenergia verde\u00bb no mundo"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Diversos pa\u00edses t\u00eam investido colossais somas de recursos no desenvolvimento de fontes energ\u00e9ticas \u00abverdes\u00bb, com o objetivo de reduzir as emiss\u00f5es de carbono, pelo seu suposto papel em causar um aquecimento global. Entretanto, ap\u00f3s mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de esfor\u00e7os, n\u00e3o se verificou um avan\u00e7o apreci\u00e1vel na participa\u00e7\u00e3o destas fontes na matriz energ\u00e9tica global, a despeito da ret\u00f3rica sobre a promo\u00e7\u00e3o da chamada \u00abeconomia de baixo carbono\u00bb.<\/p>\n<p align=\"left\">Os dados sobre o consumo de energia no mundo mostram que a participa\u00e7\u00e3o das fontes que n\u00e3o emitem carbono (incluindo a hidroeletricidade e a gera\u00e7\u00e3o nuclear) mais que dobrou, entre 1965 e 1999, atingindo mais de 13% de participa\u00e7\u00e3o no quadro do consumo global de energia. A eleva\u00e7\u00e3o observada no per\u00edodo coincidiu, em especial, com a grande amplia\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o nuclear (que cresceu em um fator de 100) e da hidroeletricidade (que se expandiu em um fator de 6) (The Breakthrough Institute, 9\/07\/2013).<\/p>\n<p align=\"left\">Por\u00e9m, desde o in\u00edcio da d\u00e9cada passada, muito pouco progresso foi observado, j\u00e1 que a participa\u00e7\u00e3o das fontes n\u00e3o emissoras de carbono n\u00e3o avan\u00e7ou e, em vez disto, teve uma leve retra\u00e7\u00e3o. Segundo dados do estudo <em>Statistical Review of World Energy 2013<\/em>, publicado pela empresa British Petroleum, o ano de 1999 foi o pico das fontes n\u00e3o-emissoras de carbono na gera\u00e7\u00e3o mundial. O documento demonstra ainda que, entre 1999 e 2012, embora a participa\u00e7\u00e3o da energia solar tenha se ampliado por um fator de 100 e a e\u00f3lica por um fator de 25, tais tipos de gera\u00e7\u00e3o continuam representando apenas 1% do total de energia consumida anualmente pela economia global.<\/p>\n<p align=\"left\">Igualmente, o estudo revela que o ressurgimento do carv\u00e3o como fonte energ\u00e9tica deu uma contribui\u00e7\u00e3o crucial, no sentido de manter as fontes n\u00e3o-emissoras de carbono no mesmo patamar de participa\u00e7\u00e3o na matriz global. Entre 2002 e 2012, o mundo ampliou o consumo anual de energia no equivalente a 2,5 bilh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de \u00f3leo. Entretanto, em 2012, somente 14% de toda a energia nova que entrou para a matriz global naquele ano era proveniente de fontes n\u00e3o-emissoras de carbono &#8211; contra 19%, em 2002.<\/p>\n<p align=\"left\">Ainda que fossem, realmente, necess\u00e1rias para reduzir o hipot\u00e9tico impacto humano no clima global, a estagna\u00e7\u00e3o das fontes n\u00e3o-emissoras de carbono na matriz energ\u00e9tico global explicita, de forma inequ\u00edvoca, a inefici\u00eancia dos caros programas de \u00abdescarboniza\u00e7\u00e3o\u00bb implementados por diversos pa\u00edses, inclusive o Brasil. Concentrando a maior parte desses investimentos na constru\u00e7\u00e3o de usinas solares e e\u00f3licas, que aliam um custo elevado a uma produtividade muito baixa, tais programas t\u00eam, no entanto, fracassado no intento de reduzir as fontes emissoras de carbono, principalmente, o carv\u00e3o mineral e o g\u00e1s natural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversos pa\u00edses t\u00eam investido colossais somas de recursos no desenvolvimento de fontes energ\u00e9ticas \u00abverdes\u00bb, com o objetivo de reduzir as emiss\u00f5es de carbono, pelo seu suposto papel em causar um aquecimento global. 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