{"id":650,"date":"2013-08-17T20:09:48","date_gmt":"2013-08-17T20:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=650"},"modified":"2013-08-17T20:09:48","modified_gmt":"2013-08-17T20:09:48","slug":"argentina-e-brasil-hora-de-encerrar-torneio-de-sucata-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/argentina-e-brasil-hora-de-encerrar-torneio-de-sucata-militar\/","title":{"rendered":"Argentina e Brasil, hora de encerrar torneio de sucata militar"},"content":{"rendered":"<p>O governo argentino est\u00e1 negociando com a Espanha a compra de ca\u00e7as Mirage F1M, recentemente desativados pela For\u00e7a A\u00e9rea espanhola. Segundo uma reportagem do correspondente do jornal\u00a0<em>O Estado de S. Paulo<\/em>\u00a0em Buenos Aires, Ariel Palacios, publicada em 7 de agosto, a transa\u00e7\u00e3o envolve 20 avi\u00f5es, pe\u00e7as e o treinamento de pilotos argentinos pelos espanh\u00f3is, a um custo de 220 milh\u00f5es de d\u00f3lares. As aeronaves, com 38 anos de uso, dever\u00e3o substituir o que resta de avi\u00f5es de combate de primeira linha na For\u00e7a A\u00e9rea Argentina (FAA) &#8211; nada mais que 14 ca\u00e7as Dassault Mirage IIIEA e sete Douglas A-4AR Fightinghawk (este \u00faltimo uma vers\u00e3o ligeiramente melhorada dos A-4KU Skyhawk II da Marinha do Brasil), adquiridos na d\u00e9cada de 1970. Apesar de justificada pelo comando da FAA, para permitir a manuten\u00e7\u00e3o de um m\u00ednimo de capacita\u00e7\u00e3o operacional dos seus pilotos, a opera\u00e7\u00e3o tem sido criticada por pol\u00edticos argentinos. Em sua p\u00e1gina no Facebook, o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna condenou o gasto de 220 milh\u00f5es de d\u00f3lares em avi\u00f5es t\u00e3o usados, advertindo para o risco de repeti\u00e7\u00e3o de uma anterior compra de vag\u00f5es ferrovi\u00e1rios portugueses para a estatal Ferrocarriles Argentinos, que se revelaram imprest\u00e1veis.<\/p>\n<p>As chamadas \u00abcompras de oportunidade\u00bb de equipamentos militares desativados pelos pa\u00edses mais avan\u00e7ados constituem uma pr\u00e1tica corrente das For\u00e7as Armadas sul-americanas, sempre \u00e0s voltas com or\u00e7amentos limitados &#8211; com exce\u00e7\u00e3o do Chile, que refor\u00e7a o seu or\u00e7amento militar com 10% das receitas das exporta\u00e7\u00f5es de cobre do pa\u00eds, efetuadas pela estatal Codelco. E, longe de serem exce\u00e7\u00f5es, as F.As. argentinas, em particular, t\u00eam sofrido com um descaso deliberado por parte de sucessivos governos, a partir do alinhamento \u00abcarnal\u00bb de Carlos Menem (1989-1999) com pot\u00eancias extra-hemisf\u00e9ricas com uma agenda de debilita\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es militares da regi\u00e3o, e as persegui\u00e7\u00f5es de cunho ideol\u00f3gico que t\u00eam sido uma marca registrada do casal N\u00e9stor e Cristina Kirchner, nos \u00faltimos dez anos. O resultado \u00e9 um virtual sucateamento das F.As. do vizinho austral, que as coloca num n\u00edvel pouco superior \u00e0 mera subsist\u00eancia. O deputado Julio Martinez, da Uni\u00e3o C\u00edvica Radical (UCR), afirmou que, desde 2003, 17 avi\u00f5es da FAA ca\u00edram, \u00abe o n\u00famero s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque os avi\u00f5es n\u00e3o voam por falta de combust\u00edvel\u00bb. Segundo o\u00a0<em>Clar\u00edn\u00a0(6<\/em>\/08\/2013), apenas 17% das aeronaves da for\u00e7a se encontram em condi\u00e7\u00f5es de voo.<\/p>\n<p>No Brasil, a despeito do desenvolvimento de projetos de tecnologia de ponta, como a constru\u00e7\u00e3o de submarinos e o avi\u00e3o de transporte KC-390, as restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias t\u00eam levado os militares a recorrer rotineiramente a tais aquisi\u00e7\u00f5es de sucata b\u00e9lica. Um exemplo recente foi a compra pelo Ex\u00e9rcito de 34 blindados antia\u00e9reos alem\u00e3es Gepard 1A2, no valor de R$ 80 milh\u00f5es, adquiridos a pretexto da seguran\u00e7a das competi\u00e7\u00f5es esportivas que o Pa\u00eds sediar\u00e1 at\u00e9 2016, bem como da visita do papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude. Anteriormente, o Ex\u00e9rcito havia adquirido 220 tanques Leopard 1A5, tamb\u00e9m alem\u00e3es. Ambos os modelos j\u00e1 foram desativados pelos ex\u00e9rcitos europeus nos quais operavam.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano, foi anunciado o interesse na compra de sistemas antia\u00e9reos russos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, mas at\u00e9 agora n\u00e3o houve uma decis\u00e3o formal a respeito.<\/p>\n<p>Por sua vez, ao mesmo tempo em que projeta e constr\u00f3i submarinos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, inclusive de propuls\u00e3o nuclear, a MB tamb\u00e9m d\u00e1 a sua contribui\u00e7\u00e3o para essa lament\u00e1vel competi\u00e7\u00e3o de sucata, ao insistir em manter o mais que obsoleto navio aer\u00f3dromo\u00a0<em>S\u00e3o Paulo<\/em>\u00a0(o antigo\u00a0<em>Foch\u00a0<\/em>franc\u00eas, lan\u00e7ado ao mar em 1960 e desativado pela Marinha francesa em 2000) e os igualmente vetustos ca\u00e7as Skyhawk comprados para operar nele, dos quais 12 (dos 23 comprados no Kuwait) est\u00e3o sendo modernizados pela Embraer, ao custo de R$ 106 milh\u00f5es. Igualmente, a for\u00e7a est\u00e1 gastando R$ 122 milh\u00f5es para comprar e modernizar quatro avi\u00f5es Grumman C-1A Trader (retirados de servi\u00e7o em 1988 pela Marinha dos EUA), para realizar tarefas de transporte e reabastecimento no\u00a0<em>S\u00e3o Paulo<\/em>. Considerando que a belonave, incorporada \u00e0 MB em 2001, passou quase sete anos em reparos e testes e que a sua manuten\u00e7\u00e3o custa dezenas de milh\u00f5es de reais por ano, fica dif\u00edcil justificar tais disp\u00eandios, at\u00e9 mesmo como treinamento. Para o Pa\u00eds, em qualquer cen\u00e1rio de conflito, a posse de um porta-avi\u00f5es, mesmo moderno, \u00e9 um tanto question\u00e1vel. No caso mais extremo, a interdi\u00e7\u00e3o da margem ocidental do Atl\u00e2ntico Sul diante de uma for\u00e7a aeronaval moderna, o emprego de uma \u00fanica belonave do g\u00eanero e seu grupo de prote\u00e7\u00e3o seria uma empreitada literalmente suicida. Ao contr\u00e1rio, uma for\u00e7a de submarinos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, especialmente, se operar de mais de uma base e for apoiada por um sistema de vigil\u00e2ncia que conte com pelo menos um sat\u00e9lite de reconhecimento, dar\u00e1 \u00e0 MB uma capacidade in\u00e9dita para cumprir tal miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Percebe-se, assim, que os problemas da defesa nacional n\u00e3o se limitam \u00e0 miopia estrat\u00e9gica da classe pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do setor, sempre um dos favoritos para os cortes or\u00e7ament\u00e1rios efetuados de forma recorrente pelo governo federal, para cumprir os compromissos com o sempre priorit\u00e1rio servi\u00e7o da d\u00edvida p\u00fablica. Em v\u00e1rios casos, ao se aferrarem a concep\u00e7\u00f5es sobre o emprego da for\u00e7a militar e a op\u00e7\u00f5es de equipamentos que as r\u00e1pidas mudan\u00e7as pol\u00edticas e tecnol\u00f3gicas do cen\u00e1rio global t\u00eam colocado em quest\u00e3o, os planejadores militares brasileiros tamb\u00e9m t\u00eam dado a sua contribui\u00e7\u00e3o para um uso menos adequado dos recursos dispon\u00edveis. No caso da MB (cujo pensamento estrat\u00e9gico se baseia nos conceitos estabelecidos, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, pelo almirante estadunidense Alfred T. Mahan, que era mais um ide\u00f3logo do imperialismo que um estrategista), uma utiliza\u00e7\u00e3o bem melhor para os recursos dispendidos no\u00a0<em>S\u00e3o Paulo<\/em>\u00a0e seus avi\u00f5es seria a constru\u00e7\u00e3o de uma h\u00e1 muito necess\u00e1ria segunda base no Nordeste ou Norte do Pa\u00eds, contemplada na Estrat\u00e9gia Nacional de Defesa de 2008, mas ainda sem previs\u00e3o para concretiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em lugar de investir em equipamentos obsoletos e de utilidade question\u00e1vel, as F.As., tanto brasileiras como argentinas, deveriam fazer uma op\u00e7\u00e3o preferencial pelo estado da arte, ainda que os equipamentos sejam adquridos em menor quantidade, \u00e0 espera de dias melhores, favorecidos por um amadurecimento das respectivas sociedades civis quanto \u00e0s necessidades m\u00ednimas da defesa nacional. Recentemente, at\u00e9 mesmo a Bol\u00edvia fez isso, ao substituir os seus avi\u00f5es Lockheed T-33, constru\u00eddos h\u00e1 quase meio s\u00e9culo, por seis jatos de treinamento avan\u00e7ado chineses K-8, capazes de efetuar a\u00e7\u00f5es de ataque leve e interdi\u00e7\u00e3o antinarc\u00f3ticos, os quais dotam os pilotos da For\u00e7a A\u00e9rea Boliviana com um equipamento de ponta. A pr\u00f3pria Argentina estuda a possibilidade de produzir sob licen\u00e7a o ca\u00e7a sino-paquistan\u00eas JF-17 Thunder, como foi informado durante o Paris Air Show 2013, em junho \u00faltimo &#8211; investimento bem mais vantajoso do que a compra de sucatas espanholas.<\/p>\n<p>Igualmente, devem ser aproveitadas todas as oportunidades para o engajamento das ind\u00fastrias nacionais e para projetos de coopera\u00e7\u00e3o bi ou multinacionais, a exemplo do avi\u00e3o de treinamento b\u00e1sico Unasur-I, cujo desenvolvimento foi aprovado, em maio, pelo Conselho de Defesa da Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (Unasul). O projeto dever\u00e1 ser coordenado pela Argentina, que o prop\u00f4s, com a coopera\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses que disponham de capacidade industrial relevante, e o primeiro prot\u00f3tipo dever\u00e1 voar em 2017. Quando entrar em produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, a aeronave ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de substituir os treinadores b\u00e1sicos de todas as for\u00e7as a\u00e9reas sul-americanas, as quais operam modelos antigos que se aproximam do fim de suas vidas \u00fateis ou j\u00e1 deveriam ter sido substitu\u00eddos. Embora aparentemente modesto, trata-se de um projeto que, se bem conduzido, poder\u00e1 abrir caminho para iniciativas mais ambiciosas, de maior conte\u00fado tecnol\u00f3gico, al\u00e9m de representar um importante fator de constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a regional.<\/p>\n<p>Outro interessante campo de coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecido pelos VANTs (Ve\u00edculos A\u00e9reos N\u00e3o Tripulados), cuja import\u00e2ncia tende a crescer na substitui\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es convencionais em certas miss\u00f5es, principalmente, de reconhecimento e ataque leve. V\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o t\u00eam projetos pr\u00f3prios de tais aeronaves e o Brasil j\u00e1 projeta motores para elas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o Brasil e a Argentina, que j\u00e1 t\u00eam projetos conjuntos, como o jipe militar Ga\u00facho e a participa\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica Argentina de Aviones (FAdA) no projeto KC-390, podem pensar em voos mais altos, literalmente falando, em termos de capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e estrat\u00e9gica. Um projeto de enorme alcance seria o desenvolvimento de um sat\u00e9lite de reconhecimento, que poderia ter m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es militares e civis, como a vigil\u00e2ncia das zonas de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica exclusiva de ambos os pa\u00edses, no Atl\u00e2ntico Sul. O projeto poderia, eventualmente, ser estendido a outros pa\u00edses da regi\u00e3o e at\u00e9 mesmo fora dela, como a \u00c1frica do Sul, parceira do Brasil no grupo BRICS. Para as For\u00e7as Armadas dos parceiros do projeto, o acesso a um instrumento com semelhante n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o representaria um grande salto qualitativo em suas capacidades operacionais, reduzindo a dist\u00e2ncia que as separa das suas cong\u00eaneres dos pa\u00edses avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Da mesma forma, seria relevante dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa e aplica\u00e7\u00e3o de novos princ\u00edpios f\u00edsicos nos equipamentos militares, em um processo de intera\u00e7\u00e3o entre centros de pesquisa militares e civis, como ocorre em pa\u00edses mais avan\u00e7ados. Em mar\u00e7o de 2012, o ent\u00e3o ministro da Defesa da Federa\u00e7\u00e3o Russa, Anatoly Serdyukov, anunciou que o planejamento estrat\u00e9gico do pa\u00eds inclui \u00abo desenvolvimento de armamentos baseados em novos princ\u00edpios f\u00edsicos: armas de energia direta, armas geof\u00edsicas, armas de energia de ondas, armas gen\u00e9ticas, armas psicotr\u00f4nicas etc\u00bb. O desenvolvimento de tais projetos dever\u00e1 ficar a cargo de uma ag\u00eancia especial, como a Ag\u00eancia de Projetos de Pesquisa Avan\u00e7ada de Defesa (DARPA, na sigla em ingl\u00eas) estadunidense (RIA Novosti, 22\/03\/2012). Em uma escala mais modesta, o Brasil e a Argentina, em particular, disp\u00f5em de capacidades cient\u00edfico-tecnol\u00f3gicas para uma iniciativa similar, que poderia, por exemplo, dar a partida em um projeto de pesquisas baseado na chamada \u00abenergia do ponto-zero\u00bb (<em>zero-point energy<\/em>, em ingl\u00eas) ou do v\u00e1cuo qu\u00e2ntico, que tem sido objeto de numerosos estudos em v\u00e1rios pa\u00edses industrializados, em iniciativas de pesquisadores isolados e, provavelmente, nos laborat\u00f3rios de pesquisas sigilosas (<em>black projects<\/em>) de pot\u00eancias como os EUA.<\/p>\n<p>Para os adeptos dos \u00abneg\u00f3cios como sempre\u00bb, algumas dessas propostas podem parecer delirantes, mas nenhuma est\u00e1 fora do alcance das capacidades argentinas e brasileiras. No entanto, para concretiz\u00e1-las, ser\u00e1 preciso um grande esfor\u00e7o de arejamento de concep\u00e7\u00f5es e de supera\u00e7\u00e3o de velhas in\u00e9rcias institucionais, para que possam, de uma vez por todas, deixar para tr\u00e1s esse inc\u00f4modo torneio de sucatas militares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo argentino est\u00e1 negociando com a Espanha a compra de ca\u00e7as Mirage F1M, recentemente desativados pela For\u00e7a A\u00e9rea espanhola. Segundo uma reportagem do correspondente do jornal\u00a0O Estado de S. Paulo\u00a0em Buenos Aires, Ariel Palacios, publicada em 7 de agosto, a transa\u00e7\u00e3o envolve 20 avi\u00f5es, pe\u00e7as e o treinamento de pilotos argentinos pelos espanh\u00f3is, a &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-650","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-iberoamerica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/650\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}