{"id":641,"date":"2012-12-07T19:07:10","date_gmt":"2012-12-07T19:07:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=641"},"modified":"2012-12-07T19:07:10","modified_gmt":"2012-12-07T19:07:10","slug":"maurice-strong-fiesp-recebe-sr-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/maurice-strong-fiesp-recebe-sr-carbono\/","title":{"rendered":"Maurice Strong: FIESP recebe \u00abSr. Carbono\u00bb"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\">Definitivamente, quando se disp\u00f5e a discutir a quest\u00e3o ambiental, grande parte do empresariado brasileiro ainda se deixa seduzir pelo discurso ilus\u00f3rio das estrelas do ambientalismo internacional, que, geralmente, t\u00eam pouco ou nada a contribuir para qualquer discuss\u00e3o s\u00e9ria dos aspectos relevantes dos impactos ambientais das atividades humanas e das reais necessidades da sociedade brasileira. Quase como regra, limitam-se a repetir as platitudes habituais dos propagandistas do movimento ambientalista e, al\u00e9m de embolsar polpudos cach\u00eas, limitam-se \u00e0s oportunidades para fotografias com os anfitri\u00f5es e a proporcionar a participantes deslumbrados a possibilidade de dizer, posteriormente, que lhes fizeram pessoalmente esta ou aquela pergunta.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em setembro \u00faltimo, esteve em S\u00e3o Paulo (SP) o ex-vice-presidente estadunidense Al Gore, convidado pelos organizadores do Global Agribusiness Forum para \u00ababrilhantar\u00bb o evento. Na ocasi\u00e3o, Gore (que n\u00e3o costuma sair de casa por menos de 170 mil d\u00f3lares) desfilou o habitual ros\u00e1rio de obviedades e mistifica\u00e7\u00f5es com os quais promove a hip\u00f3tese do aquecimento global causado pelo homem, da qual \u00e9 um dos paladinos mundiais (<em>Alerta Cient\u00edfico e Ambiental<\/em>, 4\/10\/2012).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Agora, \u00e9 a vez de seu parceiro de neg\u00f3cios e tramoias ambientalistas, o empres\u00e1rio canadense Maurice Strong, vir ao Brasil para \u00abiluminar\u00bb seus pares nacionais com a sua vasta experi\u00eancia de virtual \u00abexecutivo-chefe\u00bb do ambientalismo internacional, papel que desempenhou durante mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Convidado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (FIESP), Strong esteve na capital paulista em 27 de novembro \u00faltimo, para proferia uma palestra magna sobre o tema \u00abPerspectiva sustent\u00e1vel para o Brasil no mundo globalizado e suas vantagens competitivas\u00bb.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em sua longa trajet\u00f3ria \u00e0 frente do movimento ambientalista, de que foi um dos \u00abpais fundadores\u00bb, Strong ocupou uma pletora de cargos, em \u00f3rg\u00e3os internacionais e funda\u00e7\u00f5es e empresas privadas, tendo sido um dos mentores da agenda do aquecimento global antropog\u00eanico, pelo que merece a alcunha \u00abSr. Carbono\u00bb.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Entre outros postos, foi o secret\u00e1rio-geral das confer\u00eancias ambientais das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Estocolmo, em 1972, e Rio de Janeiro, em 1992. Foi fundador e o primeiro diretor-executivo do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), posi\u00e7\u00e3o a partir da qual lan\u00e7ou as agendas do banimento das subst\u00e2ncias que, supostamente, afetariam a camada de oz\u00f4nio e das restri\u00e7\u00f5es aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, posteriormente, consolidadas nos protocolos de Montreal e Kyoto. Foi, tamb\u00e9m, um dos idealizadores do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC). Igualmente, ocupou numerosas posi\u00e7\u00f5es nos conselhos diretores de organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e o World Resources Institute (WRI), al\u00e9m de entidades privadas que as sustentam, como as funda\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia Rockefeller. Mesmo de forma sint\u00e9tica, seu curr\u00edculo de articulador internacional \u00e9 longo demais para ser reproduzido aqui (os leitores interessados podem fazer a sua pr\u00f3pria pesquisa na Internet).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Evidentemente, como bom empreendedor, Strong, que atualmente reside em Pequim, aproveitou a visita para fazer neg\u00f3cios, possivelmente, visando a exporta\u00e7\u00e3o etanol brasileiro para a China, a julgar pelas reuni\u00f5es com empres\u00e1rios do setor, na Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-a\u00e7\u00facar (Unica) (Ag\u00eancia Indusnet Fiesp, 27\/11\/2012).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Na pr\u00f3pria confer\u00eancia, Strong insistiu bastante no tema chin\u00eas. Como escreveu\u00a0<a>em seu blog<\/a>\u00a0o jornalista Richard Jakubaszko, um dos convidados para o evento: \u00abNos 45 minutos de palestra falou mais das oportunidades na China e de como os chineses se preparam para ser a maior na\u00e7\u00e3o do mundo, da experi\u00eancia de ter morado na China, etc., do que das quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Na oportunidade, Strong tratou de cativar os anfitri\u00f5es, afirmando que, embora n\u00e3o fosse a sua primeira visita ao Brasil, era, certamente, a mais importante. \u00abN\u00e3o existe uma \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o no mundo que tenha tanto comprometimento com a implementa\u00e7\u00e3o da sustentabilidade nas ind\u00fastrias como a FIESP\u00bb, afirmou (Ag\u00eancia Indusnet Fiesp, 27\/11\/2012).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Da mesma forma, rasgou-se em elogios ao Brasil, que considera um l\u00edder mundial em sustentabilidade: \u00abApesar de o Brasil n\u00e3o ser um pa\u00eds desenvolvido, tornou-se uma capital no debate sobre a sustentabilidade\u00bb.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Um dos pais do \u00abaquecimentismo\u00bb, Strong n\u00e3o poderia deixar de dar o recado da alegada necessidade de limita\u00e7\u00e3o do uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis: \u00abPrecisamos fazer o nosso futuro, porque se n\u00e3o, teremos um futuro que n\u00e3o queremos. J\u00e1 estamos muito al\u00e9m quanto \u00e0s emiss\u00f5es de gases carb\u00f4nicos, por exemplo, e n\u00e3o devemos ficar nesse curso.\u00bb<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Durante os debates, ao ser solicitado por Richard Jakubaszko a apresentar uma \u00fanica evid\u00eancia do aquecimento global antropog\u00eanico, Strong respondeu: \u00abO degelo dos polos.\u00bb<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Como se sabe, n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo qualquer degelo anormal nos p\u00f3los do planeta &#8211; de fato, a cobertura de gelo da Ant\u00e1rtica est\u00e1 aumentando h\u00e1 d\u00e9cadas -, mas a resposta de Strong \u00e9 o padr\u00e3o dos argumentos falaciosos manipulados por ele e seus pares ambientalistas, para justificar a desorientada agenda da \u00abdescarboniza\u00e7\u00e3o\u00bb da matriz energ\u00e9tica mundial.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em s\u00edntese, assim como afirmamos no caso de Gore, seguramente, a FIESP teria \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o op\u00e7\u00f5es bem melhores e mais relevantes para discutir com a devida seriedade os problemas ambientais que, realmente, afligem os brasileiros e como o Pa\u00eds pode e deve se orientar em rela\u00e7\u00e3o a estes e outros temas cruciais, neste grave momento de crise sist\u00eamica global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Definitivamente, quando se disp\u00f5e a discutir a quest\u00e3o ambiental, grande parte do empresariado brasileiro ainda se deixa seduzir pelo discurso ilus\u00f3rio das estrelas do ambientalismo internacional, que, geralmente, t\u00eam pouco ou nada a contribuir para qualquer discuss\u00e3o s\u00e9ria dos aspectos relevantes dos impactos ambientais das atividades humanas e das reais necessidades da sociedade brasileira. 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