{"id":617,"date":"2013-06-21T18:33:09","date_gmt":"2013-06-21T18:33:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=617"},"modified":"2013-06-21T18:33:09","modified_gmt":"2013-06-21T18:33:09","slug":"forum-de-astana-promove-novas-discussoes-sobre-crise-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/forum-de-astana-promove-novas-discussoes-sobre-crise-global\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum de Astana promove novas discuss\u00f5es sobre crise global"},"content":{"rendered":"<p>Em 22-24 de maio \u00faltimos, realizou-se na capital do Cazaquist\u00e3o a reuni\u00e3o anual do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Global de Astana, organizado pelo governo cazaque, em coopera\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os governamentais e setores privados da Federa\u00e7\u00e3o Russa. Em sua sexta edi\u00e7\u00e3o consecutiva, o F\u00f3rum de Astana oferece um importante espa\u00e7o alternativo de discuss\u00f5es sobre a crise sist\u00eamica global, fora do tradicional eixo Am\u00e9rica do Norte-Uni\u00e3o Europeia, permitindo um livre e prof\u00edcuo interc\u00e2mbio de avalia\u00e7\u00f5es, ideias e propostas n\u00e3o necessariamente enquadradas nos c\u00e2nones habituais da \u00abglobaliza\u00e7\u00e3o\u00bb financeira, favorecidos por aquele eixo hegem\u00f4nico. Entre os participantes, destacaram-se dois agraciados com o Pr\u00eamio Nobel, o matem\u00e1tico estadunidense John Nash e o economista canadense Robert Mundell. Os jornalistas Lorenzo Carrasco, presidente do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa), e nosso correspondente em Roma, Paolo Raimondi, estiveram presentes, integrando o painel sobre o Corredor de Desenvolvimento Transeurasi\u00e1tico. A seguir, apresentamos uma s\u00edntese dos trabalhos, de autoria do escritor e consultor franc\u00eas Come Carpentier, integrante do mesmo painel, e a resolu\u00e7\u00e3o adotada por este \u00faltimo, que proporcionam aos leitores uma boa ideia dos trabalhos do F\u00f3rum.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Global de Astana &#8211; uma breve resenha<\/strong><br \/>\n<em>Come Carpentier<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">O VI F\u00f3rum de Astana, no Cazaquist\u00e3o, foi realizado de 22 a 24 de maio de 2013, juntamente com a Confer\u00eancia Anticrise Mundial (WACC), patrocinada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Os eventos reuniram estadistas e especialistas diversos, para debater estrat\u00e9gias de sa\u00edda para a persistente crise econ\u00f4mica. Uma das iniciativas mais originais foi o plano para um Corredor de Desenvolvimento Transasi\u00e1tico (chamado \u00abRazvitie\u00bb), como um catalisador para um novo modelo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Como nas edi\u00e7\u00f5es anteriores do F\u00f3rum, os n\u00fameros foram impressionantes, com mais de 12 mil participantes registrados, oriundos de 130 pa\u00edses de todo o mundo, que inclu\u00edram dez agraciados com o Pr\u00eamio Nobel e 36 ocupantes e ex-ocupantes de chefias de Estado e de governo. O F\u00f3rum \u00e9 promovido pelo Clube Econ\u00f4mico Eurasi\u00e1tico de Cientistas, criado pelo presidente cazaque Nursultan Nazarbayev, este ano, combinado com a Confer\u00eancia Anticrise Mundial. Tais iniciativas s\u00e3o apoiadas pela G-Global, uma plataforma virtual que, segundo os seus administradores, j\u00e1 atraiu mais de 25 milh\u00f5es de visitantes de 150 pa\u00edses, muitos dos quais contribu\u00edram com as delibera\u00e7\u00f5es nela promovidas. A inten\u00e7\u00e3o dos criadores da G-Global \u00e9 a de associar o maior n\u00famero poss\u00edvel de cidad\u00e3os aos debates sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e as mudan\u00e7as desej\u00e1veis, em oposi\u00e7\u00e3o aos exclusivos clubes de alto n\u00edvel conhecidos como G-7 ou, at\u00e9 mesmo, o G-20. A iniciativa conta com o apoio de 14 vencedores do Pr\u00eamio Nobel, inclusive Robert Mundell e John Nash (celebrizado no filme <em>Uma mente brilhante<\/em>).<\/p>\n<p>Como seria de se esperar, em um debate internacional t\u00e3o abrangente, numerosas posi\u00e7\u00f5es e propostas se entrechocaram, ao intentar concentrar-se em uma economia nacional ou numa regi\u00e3o em particular. Assim sendo, Robert Mundell, anteriormente, um arauto do livre com\u00e9rcio, disse ao colunista Eamonn Fingleton, da revista Forbes, que agora favorece uma pol\u00edtica protecionista para os EUA, cuja economia considera muito aberta para ser sustent\u00e1vel, dado que as manufaturas representam apenas 11% do PIB estadunidense, ao passo que o atual d\u00e9ficit em conta corrente est\u00e1 sempre acima de 3%. Embora Mundell n\u00e3o defenda barreiras tarif\u00e1rias, ele ap\u00f3ia uma pol\u00edtica \u00abCompre estadunidense\u00bb (<em>Buy American<\/em>), que, naturalmente, se refletiria em medidas similares em pa\u00edses que ainda n\u00e3o as adotem. Entre outros, o Jap\u00e3o adere rigorosamente \u00e0 sua f\u00e9 mercantilista, mantendo os seus mercados relativamente fechados e gerando grandes saldos comerciais, a despeito dos seus demais problemas internos.<\/p>\n<p>Entretanto, ainda ser\u00e1 poss\u00edvel que os vastamente desindustrializados EUA possam reviver o seu setor manufatureiro em face da acirrada competi\u00e7\u00e3o global, especialmente, se Washington pretende preservar o seu imp\u00e9rio global, ao mesmo tempo em que protege os lucros da sua oligarquia financeira? Salta aos olhos que, quando as manufaturas s\u00e3o abandonadas, o <em>know-how<\/em> cient\u00edfico e de engenharia associado a elas, igualmente, se esvai, havendo v\u00e1rios estudos s\u00e9rios que sugerem que as empresas estadunidenses perderam a capacidade de operar ou, at\u00e9 mesmo, de entender muitas das tecnologias das quais dependem, as quais foram \u00abterceirizadas\u00bb a empresas estrangeiras. Os EUA ainda s\u00e3o protecionistas onde podem ser, mas a revers\u00e3o da tend\u00eancia iniciada pelas suas lideran\u00e7as h\u00e1 quase meio s\u00e9culo poder\u00e1 se mostrar extremamente dif\u00edcil, particularmente, devido \u00e0 aus\u00eancia de uma vontade nacional un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios governamentais de pa\u00edses ocidentais dominantes tendem a se aferrar \u00e0 linha oficial de que os efeitos da globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u00abglobalmente positivos\u00bb para as suas sociedades e o mundo em geral, mas tal dogma est\u00e1 perdendo credibilidade rapidamente, em vista da crise persistente e crescente, que as est\u00e1 levando a um r\u00e1pido decl\u00ednio. O novo livro de Paul Craig Roberts, ex-subsecret\u00e1rio do Tesouro do governo Reagan, <em>\u00abO fracasso do capitalismo de laissez-faire e a destrui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Ocidente\u00bb<\/em> (2013), prefaciado por Michael Hudson, outro perspicaz economista, fala de uma \u00abcorrida econ\u00f4mica e pol\u00edtica para o abismo\u00bb. Ambos concordam em que o chamado globalismo pode ser considerado como \u00abuma conspira\u00e7\u00e3o contra os empregos do Primeiro Mundo\u00bb, e que o empobrecimento resultante est\u00e1 transformando os EUA e seus aliados em democracias falidas ou pseudodemocracias, que se comportam cada vez mais como Estados policiais olig\u00e1rquicos. Roberts, que n\u00e3o costuma poupar palavras, destaca que Washington serve \u00abaos grupos de interesses que a controlam e est\u00e3o empenhados em fraudes financeiras, desinforma\u00e7\u00e3o e guerras\u00bb. Os governos da R\u00fassia, China, Cazaquist\u00e3o, Brasil e outros Estados \u00abdesafiadores\u00bb est\u00e3o conscientes destas quest\u00f5es, como demonstram muitos dos seus economistas de alto n\u00edvel, e n\u00e3o est\u00e3o dispostos a receber pelo seu valor de face os cantos de sereia dos formuladores de pol\u00edticas da OCDE [Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico].<\/p>\n<p>Tanto a Declara\u00e7\u00e3o divulgada pelo F\u00f3rum de Astana, como o Plano Anticrise que resultou da WACC, t\u00eam m\u00faltiplos elementos, mas enfatizam, primariamente, a necessidade de se atingir \u00abuma s\u00f3lida integra\u00e7\u00e3o de medidas econ\u00f4micas, ambientais e \u00e9ticas, para combater a crise e promover a prosperidade e o verdadeiro desenvolvimento, em oposi\u00e7\u00e3o ao mero crescimento\u00bb.<\/p>\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o e o Plano ser\u00e3o apresentados \u00e0 c\u00fapula do G-20, em S\u00e3o Petersburgo, em 5-6 de setembro pr\u00f3ximos. A R\u00fassia, parceira do Cazaquist\u00e3o na Comunidade Econ\u00f4mica Eurasi\u00e1tica, na Organiza\u00e7\u00e3o de Xangai para Coopera\u00e7\u00e3o (SCO) e na Comunidade de Estados Independentes, entre outros organismos de coordena\u00e7\u00e3o regionais, participou ativamente na elabora\u00e7\u00e3o de ambas as iniciativas e dever\u00e1 apoi\u00e1-las, especialmente, dado que o Kremlin quer ver as principais economias abandonarem a cria\u00e7\u00e3o perdul\u00e1ria de d\u00edvidas de consumo e d\u00e9ficits comerciais, al\u00e9m das asfixiantes pol\u00edticas de austeridade praticadas em ambas as margens do Atl\u00e2ntico. Enquanto os governos russo e cazaque v\u00eaem a crise global como um processo em curso e em agravamento &#8211; que, provavelmente, levar\u00e1 a um colapso do sistema econ\u00f4mico internacional nos pr\u00f3ximos anos -, os EUA e a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o se mostram dispostos a enfrentar os problemas reais e preferem proclamar a sua cren\u00e7a de que a crise est\u00e1 superada, e que uma recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 em marcha, ainda que lenta, a despeito de uma pletora de evid\u00eancias em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 preocupantes sinais de uma r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o da arquitetura econ\u00f4mica global, tais como as tramas e truques aos quais v\u00e1rios Estados est\u00e3o recorrendo, a exemplo do socorro aos bancos com fundos dos depositantes (<em>\u00abbail-ins\u00bb<\/em>) &#8211; como no recente caso de Chipre, destacado pelo presidente cazaque Nazarbayev, em seu discurso de abertura do evento, e outras medidas desesperadas, descritas pelo economista franc\u00eas Christope Poitou, em seu livro de 2013, <em>\u00abTotalitarismo econ\u00f4mico\u00bb<\/em>, como a \u00abexporta\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o, extors\u00e3o fiscal, alongamento do vencimento de t\u00edtulos, manipula\u00e7\u00e3o de taxas de c\u00e2mbio e juros negativos sobre os dep\u00f3sitos\u00bb (que destroem as poupan\u00e7as pela via da infla\u00e7\u00e3o). Poitou escreve que um colapso global deveria ter ocorrido em 2009-2010, mas foi evitado &#8211; ou melhor, adiado &#8211; por meio de uma combina\u00e7\u00e3o de tais medidas tapa-buraco. Como exemplo, ele cita o recurso not\u00f3rio e moralmente ileg\u00edtimo de se usar os fundos das aposentadorias dos cidad\u00e3os franceses para o resgate de bancos e corpora\u00e7\u00f5es \u00abmuito grandes para quebrar\u00bb, e estima que isto tenha ocorrido em montantes da ordem de centenas de bilh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Esse lament\u00e1vel estado de coisas foi mencionado (embora n\u00e3o com tais detalhes) pelo ex-diretor-gerente do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que criticou duramente o que chamou a \u00abpol\u00edtica de desemprego\u00bb da UE e a sua recusa em empreender um programa de grandes projetos de infraestrutura, que poderiam impulsionar a economia e proporcionar empregos em grande escala. Por isso, afirmou, ele \u00e9 pessimista quanto ao futuro da zona do euro.<\/p>\n<p>Muitos v\u00eaem uma contradi\u00e7\u00e3o entre o problema real causado pelas crescentes d\u00edvidas estatais e privadas e o apelo por vastos investimentos p\u00fablicos em projetos como os citados acima. Entretanto, a emiss\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00fablico \u00e9 uma alternativa ao endividamento junto a bancos privados e seus instrumentos especulativos. Em vez de imprimir quantidades crescentes de moeda fiduci\u00e1ria, a ser emprestada a juros praticamente nulos aos bancos e grandes corpora\u00e7\u00f5es, que as reemprestam aos governos a juros ou as usam para sustentar as suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, para elevar artificialmente os seus valores de mercado, os Estados poderiam emitir instrumentos de cr\u00e9dito de longo prazo, especificamente direcionados para projetos priorit\u00e1rios, principalmente, nas \u00e1reas de transporte, gest\u00e3o territorial e de recursos, telecomunica\u00e7\u00f5es, restaura\u00e7\u00e3o ambiental, desenvolvimento de novas tecnologias e a promo\u00e7\u00e3o de uma \u00abtransi\u00e7\u00e3o para uma nova civiliza\u00e7\u00e3o verde\u00bb, nos termos usados no F\u00f3rum.<\/p>\n<p>Este enfoque foi defendido e descrito em termos economicamente precisos, em um dos pain\u00e9is do F\u00f3rum, dedicado ao Corredor de Desenvolvimento Transeurasi\u00e1tico, denominado Razvitie (\u00abdesenvolvimento hol\u00edstico\u00bb, em russo), que selecionou um tema provocativo para a sua delibera\u00e7\u00e3o: podem a R\u00fassia e o Cazaquist\u00e3o ajudar a tirar a Europa da crise? De fato, a proposta \u00e9 coordenar uma s\u00e9rie de iniciativas pan-eurasi\u00e1ticas, por meio do j\u00e1 existente Clube de Investidores Institucionais de Longo Prazo (LTIC), as quais abarquem todo o continente, de Lisboa a Vladivostok e da Noruega \u00e0 Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>A China j\u00e1 assumiu a lideran\u00e7a nessa iniciativa global, engajando-se em centenas de grandes projetos de infraestrutura, no pr\u00f3prio pa\u00eds e, tamb\u00e9m, na \u00c1sia Central, Sudeste e Ocidental, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina. Em 2020, os investimentos diretos estrangeiros chineses dever\u00e3o atingir n\u00edveis entre 1-2 trilh\u00f5es de d\u00f3lares equivalentes, grande parte em rodovias, ferrovias, plantas energ\u00e9ticas de v\u00e1rios tipos, represas, novas cidades e empreendimentos agr\u00edcolas. Se uma estrat\u00e9gia similar puder ser implementada, de forma cooperativa, por institui\u00e7\u00f5es de investimentos de longo prazo respaldadas por governos, n\u00e3o para benef\u00edcio prim\u00e1rio de um \u00fanico pa\u00eds que est\u00e1 sob suspeita de abrigar ambi\u00e7\u00f5es imperiais, mas de forma multilateral, em favor do bem-estar e da prosperidade globais, muitos grandes problemas da humanidade ligados ao saneamento, polui\u00e7\u00e3o, irriga\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, disponibilidade de \u00e1gua e educa\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser solucionados.<\/p>\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o adotada no Painel Razvitie est\u00e1 transcrita a seguir.<\/p>\n<h4 align=\"center\">Podem a R\u00fassia e o Cazaquist\u00e3o tirar a Uni\u00e3o Europeia da crise e da recess\u00e3o em curso?<\/h4>\n<p>Participantes do painel do VI F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Astana, dando prosseguimento \u00e0s ideias discutidas nas Sess\u00f5es sobre o Cen\u00e1rio Estrat\u00e9gico, em Mil\u00e3o (Universidade Bocconi, novembro de 2012), em Astana (V F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Astana, maio de 2012), e em Modena (julho de 2008), expressam o seu compromisso com a busca de esfor\u00e7os comuns para elaborar os meios conceituais e pr\u00e1ticos para o paradigma de desenvolvimento hol\u00edstico (\u00abRazvitie\u00bb). Este paradigma pode assegurar a guinada do enfoque atualmente predominante, que fundamenta o sistema financeiro em colapso, o qual se vincula com uma linearidade primitiva no conceito de crescimento e na financeiriza\u00e7\u00e3o da economia mundial.<\/p>\n<p>O novo paradigma deve basear-se em tr\u00eas pilares principais: \u00e9tica, conhecimento e espa\u00e7o de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia principal para a implementa\u00e7\u00e3o do \u00abenfoque Razvitie\u00bb est\u00e1 vinculada com a iniciativa do Corredor de Desenvolvimento Transeurasi\u00e1tico (CDT), que pode se tornar o novo motor para a produ\u00e7\u00e3o de riqueza material f\u00edsica em escala planet\u00e1ria, reduzindo, drasticamente, as taxas de desemprego.<\/p>\n<p>O CDT est\u00e1 ligado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura m\u00faltipla (ferrovias, linhas de transmiss\u00e3o, hidrovias, sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, novos assentamentos). O projeto somente poder\u00e1 concretizar-se pela coopera\u00e7\u00e3o entre a R\u00fassia, Uni\u00e3o Europeia, Cazaquist\u00e3o e China.<\/p>\n<p>Novos instrumentos financeiros para investimentos de longo prazo necessitam ser elaborados, para dar in\u00edcio e implementar tal programa &#8211; considerado como uma nova plataforma de integra\u00e7\u00e3o para promover o desenvolvimento e o conhecimento compartilhado, al\u00e9m de proporcionar \u00edmpeto para a cria\u00e7\u00e3o de novas institui\u00e7\u00f5es para os projetos de infraestrutura.<\/p>\n<p>Tanto o CDT como a iniciativa \u00abRazvitie\u00bb est\u00e3o em conson\u00e2ncia com os impulsos para a implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura e o desenvolvimento sociocultural, na Am\u00e9rica Latina, Sudeste Asi\u00e1tico e \u00c1frica.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do enfoque \u00abRazvitie\u00bb requer um novo sistema de valores, que somente pode ser entendido com base no desenvolvimento cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e sociocultural (urbano, educacional e cultural) e a revela\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de tecnologias energ\u00e9ticas revolucion\u00e1rias [<em>breakthrough energy technologies<\/em>, no original].<\/p>\n<p>Os participantes do painel sugerem a implementa\u00e7\u00e3o de uma nova plataforma de integra\u00e7\u00e3o internacional, juntamente com uma rede internacional de entidades universit\u00e1rias dedicadas ao conceito \u00abRazvitie\u00bb.<\/p>\n<p><em>Yury Gromyko (R\u00fassia); Paolo Raimondi (It\u00e1lia); Mikhail Baydakov (R\u00fassia); Come Carpentier (Fran\u00e7a\/\u00cdndia); Lorenzo Carrasco (M\u00e9xico\/Brasil); Eamonn Fingleton (Irlanda\/Jap\u00e3o); Gian Guido Folloni (It\u00e1lia); Henry C.K. Liu (Hong Kong); Victor Popov (R\u00fassia); Edoardo Reviglio (It\u00e1lia); Victor Zyukov (R\u00fassia).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 22-24 de maio \u00faltimos, realizou-se na capital do Cazaquist\u00e3o a reuni\u00e3o anual do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Global de Astana, organizado pelo governo cazaque, em coopera\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os governamentais e setores privados da Federa\u00e7\u00e3o Russa. Em sua sexta edi\u00e7\u00e3o consecutiva, o F\u00f3rum de Astana oferece um importante espa\u00e7o alternativo de discuss\u00f5es sobre a crise sist\u00eamica global, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-617","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-assuntos-internacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/617","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=617"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/617\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}