{"id":611,"date":"2012-11-16T15:17:08","date_gmt":"2012-11-16T15:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=611"},"modified":"2012-11-16T15:17:08","modified_gmt":"2012-11-16T15:17:08","slug":"belo-monte-e-o-ecoterrorismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/belo-monte-e-o-ecoterrorismo\/","title":{"rendered":"Belo Monte e o \u00abecoterrorismo\u00bb"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\">Os atos de vandalismo que est\u00e3o se tornando rotineiros nos canteiros de obras de usinas hidrel\u00e9tricas brasileiras, como os que paralisaram os trabalhos em Belo Monte, no rio Xingu, n\u00e3o s\u00e3o meras a\u00e7\u00f5es de protesto de trabalhadores insatisfeitos. Assim como ocorreu, em mar\u00e7o de 2011, nas obras das usinas de Jirau (RO) e S\u00e3o Domingos (MS), e novamente em Jirau, em abril deste ano, tratam-se de a\u00e7\u00f5es adredemente planejadas e executadas em momentos de negocia\u00e7\u00f5es trabalhistas, por agentes interessados em obstaculizar a implanta\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura no Pa\u00eds, em especial, na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Como afirmamos, na ocasi\u00e3o, o movimento ambientalista-indigenista internacional \u00e9 uma pe\u00e7a chave dessa estrat\u00e9gia de guerra irregular e \u00abecoterrorismo\u00bb contra o desenvolvimento socioecon\u00f4mico da regi\u00e3o, cujo objetivo \u00e9 consolid\u00e1-la como uma aut\u00eantica \u00abzona de exclus\u00e3o ambiental\u00bb (<em>Alerta Cient\u00edfico e Ambiental<\/em>, 24\/03\/2011 e 31\/03\/2011).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Nos tr\u00eas casos, o padr\u00e3o foi o mesmo: um grupo de homens encapuzados, com bom conhecimento da disposi\u00e7\u00e3o dos canteiros de obras e dos seus pontos mais vulner\u00e1veis, provoca inc\u00eandios e depreda\u00e7\u00f5es, atuando sob a cobertura de reivindica\u00e7\u00f5es trabalhistas, enquanto as entidades representativas dos trabalhadores negociavam com as empresas concession\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em Jirau, em 2011, os pr\u00f3prios trabalhadores informaram que os encapuzados que incitaram o motim n\u00e3o eram funcion\u00e1rios das empresas respons\u00e1veis pela obra. Na ocasi\u00e3o, uma credenciada fonte de intelig\u00eancia disse ao\u00a0Alertaque a informa\u00e7\u00e3o era coerente com a necessidade de planejamento e disposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos meios necess\u00e1rios a uma a\u00e7\u00e3o daquele porte, como a estocagem de gal\u00f5es de combust\u00edvel em locais espec\u00edficos.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em S\u00e3o Domingos, no rio Verde, alvo de a\u00e7\u00e3o id\u00eantica, uma semana depois, o pr\u00f3prio Sindicato dos Trabalhadores da Constru\u00e7\u00e3o Pesada de Mato Grosso do Sul qualificou o motim como um movimento \u00abisolado\u00bb e de \u00abvandalismo\u00bb. Segundo o sindicato, as reclama\u00e7\u00f5es de trabalhadores sobre a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, feitas na semana anterior ao tumulto, j\u00e1 haviam sido objeto de um termo de compromisso assinado com a concession\u00e1ria Eletrosul e estavam sendo atendidas pelo cons\u00f3rcio construtor.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Em Belo Monte, no s\u00e1bado 10 de novembro, um grupo de cerca de 30 encapuzados incendiou e saqueou instala\u00e7\u00f5es do chamado S\u00edtio Pimentel, uma das frentes de obras da usina. No dia seguinte, dois outros canteiros foram atacados por grupos de 20 encapuzados, o que levou o Cons\u00f3rcio Construtor Belo Monte (CCBM) a suspender os trabalhos, na segunda-feira 12. Na ter\u00e7a-feira 13, a Pol\u00edcia Civil do Par\u00e1 deteve cinco suspeitos de participa\u00e7\u00e3o nos ataques, aparentemente, ligados \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o Central Sindical e Popular (Conlutas).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Fundada em 2010, a Conlutas \u00e9 um agrupamento de grupelhos radicais engajados em campanhas em favor dos sem-terras, sem-teto e quilombolas, jactando-se de ser \u00aba maior central sindical que faz oposi\u00e7\u00e3o, \u00e0 esquerda e a n\u00edvel nacional (sic), ao governo Dilma\u00bb. Embora,\u00a0<a href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/\">em seu s\u00edtio<\/a>, n\u00e3o se encontrem refer\u00eancias \u00e0s suas fontes de financiamento, o fato de dispor de escrit\u00f3rios em 13 estados sugere que tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o recursos consider\u00e1veis, sendo, com sua ideologia extremista e a milit\u00e2ncia adestrada em a\u00e7\u00f5es radicais, o tipo de entidade que poderia proporcionar ao aparato ambientalista-indigenista o elemento humano para semelhantes a\u00e7\u00f5es antinacionais.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">N\u00e3o obstante, independentemente da confirma\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da entidade em tal agenda, vale repetir a advert\u00eancia de que se coloquem os melhores recursos investigativos do Governo Federal, para a necess\u00e1ria elucida\u00e7\u00e3o dos fatos e a identifica\u00e7\u00e3o das for\u00e7as insidiosas que est\u00e3o por detr\u00e1s de tais ataques.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os atos de vandalismo que est\u00e3o se tornando rotineiros nos canteiros de obras de usinas hidrel\u00e9tricas brasileiras, como os que paralisaram os trabalhos em Belo Monte, no rio Xingu, n\u00e3o s\u00e3o meras a\u00e7\u00f5es de protesto de trabalhadores insatisfeitos. Assim como ocorreu, em mar\u00e7o de 2011, nas obras das usinas de Jirau (RO) e S\u00e3o Domingos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-611","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambientalismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/611\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}