{"id":56,"date":"2011-08-26T16:49:04","date_gmt":"2011-08-26T16:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=56"},"modified":"2011-08-26T16:49:04","modified_gmt":"2011-08-26T16:49:04","slug":"usinas-nucleares-foram-vice-campeas-no-primeiro-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/usinas-nucleares-foram-vice-campeas-no-primeiro-semestre\/","title":{"rendered":"Usinas nucleares foram \u00abvice-campe\u00e3s\u00bb no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p>O Operador Nacional do Sistema (ONS) acaba de divulgar informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o das diversas fontes de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no primeiro semestre do ano. Segundo a entidade, as duas \u00fanicas usinas nucleares do Pa\u00eds ocuparam o segundo lugar, ficando atr\u00e1s somente das hidrel\u00e9tricas. Enquanto estas \u00faltimas responderam por 92,11% do total fornecido ao Sistema Interligado Nacional (SIN), as nucleares ficaram com 3,19%, produzindo 1.793 MW m\u00e9dios. Em terceiro lugar, vieram as termel\u00e9tricas a g\u00e1s natural, com 2,16%. Em seguida, v\u00eam as t\u00e9rmicas a carv\u00e3o (0,99%), biomassa (0,71%) e \u00f3leo (0,66%) e, por fim, os aerogeradores (0,18%).<\/p>\n<p>Entre as t\u00e9rmicas, a central nuclear Almirante \u00c1lvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), respondeu por 41,39% da modalidade, seguida pelas usinas a g\u00e1s (27,98%), carv\u00e3o (12,85%), biomassa (9,23%) e \u00f3leo (8,55%) (Eletronuclear, 19\/07\/2011).<\/p>\n<p>Segundo o ONS, um dos fatores que contribu\u00edram para o desempenho das nucleares foi a intensidade das chuvas durante o per\u00edodo entre janeiro e junho. Com isso, o Operador n\u00e3o teve necessidade de recorrer \u00e0s t\u00e9rmicas n\u00e3o nucleares para compensar uma queda dos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas. Some-se a isto o excelente desempenho das usinas nucleares no per\u00edodo, cuja produtividade esteve acima da sua pot\u00eancia nominal, devido \u00e0 temperatura amena da \u00e1gua do mar. Assim, Angra 2, apesar de sua pot\u00eancia nominal de 1.350 MW, tem gerado 1.355 MW (O Globo, 16\/07\/2011).<\/p>\n<p>Tais n\u00fameros n\u00e3o apenas denotam a import\u00e2ncia da fonte nuclear para a gera\u00e7\u00e3o de base, mas tamb\u00e9m ressaltam, mais uma vez, a falta de realismo dos adeptos das fontes favoritas dos ambientalistas, como as e\u00f3licas, que, em toda parte, somente se sustentam com pesados subs\u00eddios governamentais, como a isen\u00e7\u00e3o de IPI para os seus equipamentos, concedida pelo governo brasileiro. Ainda assim, mesmo depois de uma d\u00e9cada e meia de mudan\u00e7a do modelo energ\u00e9tico nacional, que transformou a eletricidade em commodity e passou a favorecer os investimentos privados, combinada com a press\u00e3o ambientalista, as e\u00f3licas n\u00e3o foram al\u00e9m de p\u00edfios 0,18% da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esperemos que n\u00e3o v\u00e1 muito al\u00e9m disso, pois a expans\u00e3o da oferta de eletricidade gerada por fontes intermitentes, como as e\u00f3licas e solares, implica em maiores investimentos na gera\u00e7\u00e3o de base, sobretudo na constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de termel\u00e9tricas, para servir de \u00abbackup\u00bb contra as oscila\u00e7\u00f5es daquelas fontes, o que encarece desnecessariamente o custo da eletricidade &#8211; que, no Brasil, j\u00e1 \u00e9 um dos mais altos do mundo.<\/p>\n<p align=\"center\">Truques \u00abverdes\u00bb<\/p>\n<p>No empenho de promover as fontes e\u00f3licas e solares, contra todas as evid\u00eancias de que estas s\u00f3 servem como fontes complementares, os ambientalistas t\u00eam recorrido a toda sorte de truques para tentar aumentar-lhes artificialmente a relev\u00e2ncia. Um deles \u00e9 embrulh\u00e1-las no r\u00f3tulo gen\u00e9rico de \u00abfontes renov\u00e1veis\u00bb, com o qual est\u00e3o trombeteando o aumento da participa\u00e7\u00e3o destas fontes, para cerca de 20% da gera\u00e7\u00e3o mundial em 2010. O problema \u00e9 que, quando se consulta o relat\u00f3rio <a href=\"http:\/\/www.ren21.net\/Portals\/97\/documents\/GSR\/GSR2011_Master18.pdf\">Renewables 2011 Global Status Report<\/a>, origem da informa\u00e7\u00e3o, se constata que as usinas hidrel\u00e9tricas entram com 16,1% da gera\u00e7\u00e3o \u00abrenov\u00e1vel\u00bb, contra apenas 3,3% das outras fontes \u00abn\u00e3o hidrel\u00e9tricas\u00bb. O relat\u00f3rio foi publicado por um cons\u00f3rcio internacional de entidades ambientalistas encabe\u00e7ado pelo Worldwatch Institute, com o patroc\u00ednio do Minist\u00e9rio de Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (BMZ) e do Meio Ambiente, Prote\u00e7\u00e3o da Natureza e Seguran\u00e7a Nuclear alem\u00e3es, do Minist\u00e9rio de Energias Novas e Renov\u00e1veis indiano e do Banco de Desenvolvimento Asi\u00e1tico (ADB).<\/p>\n<p>Em suma, nada de novo sob o Sol &#8211; ou em meio aos ventos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Operador Nacional do Sistema (ONS) acaba de divulgar informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o das diversas fontes de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica no primeiro semestre do ano. Segundo a entidade, as duas \u00fanicas usinas nucleares do Pa\u00eds ocuparam o segundo lugar, ficando atr\u00e1s somente das hidrel\u00e9tricas. 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