{"id":520,"date":"2012-08-03T22:12:29","date_gmt":"2012-08-03T22:12:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=520"},"modified":"2012-08-03T22:12:29","modified_gmt":"2012-08-03T22:12:29","slug":"lampadas-eficientes-iluminam-outra-fraude-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/lampadas-eficientes-iluminam-outra-fraude-ambiental\/","title":{"rendered":"L\u00e2mpadas \u00abeficientes\u00bb iluminam outra fraude ambiental"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Desde o in\u00edcio da ascens\u00e3o global do movimento ambientalista, as ruidosas campanhas desfechadas pelos \u00abverdes\u00bb t\u00eam provocado desnecessariamente o banimento dos usos de v\u00e1rios produtos, o que, no entanto, tem se prestado a grandes neg\u00f3cios que pouco ou nada t\u00eam a ver com preocupa\u00e7\u00f5es ambientais. Como regra geral, os produtos banidos t\u00eam sido substitu\u00eddos por outros bem mais caros, com \u00f3bvias vantagens para as ind\u00fastrias detentoras das patentes dos substitutos. Neste af\u00e3 de alegadas boas inten\u00e7\u00f5es ambientais, alguns dos produtos substitutos acabam demonstrando problemas pelo menos t\u00e3o ou mais s\u00e9rios que os que justificaram o banimento dos anteriores. Foi o caso, por exemplo, do DDT, substitu\u00eddo por inseticidas bem mais caros e t\u00f3xicos, e dos clorofluorcarbonos (CFCs) que, supostamente, agrediriam a camada de oz\u00f4nio da estratosfera, cuja substitui\u00e7\u00e3o obrigou \u00e0 mudan\u00e7a de todos os sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o que os utilizavam, a um custo de centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Agora, algo semelhante pode ocorrer com as l\u00e2mpadas fluorescentes compactas (CFL, na sigla em ingl\u00eas consagrada), com as quais se pretendem substituir as incandescentes, por sua maior efici\u00eancia energ\u00e9tica, qualidade considerada fundamental nesses tempos de redu\u00e7\u00e3o dos usos dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p align=\"left\">Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Stony Brooks (EUA) traz s\u00e9rios ind\u00edcios de que as CFL representam um consider\u00e1vel risco \u00e0 pele humana. Publicado na revista cient\u00edfica <em>Photochemistry and Photobiology<\/em>, em 20 de julho, o estudo avaliou os impactos potenciais que os tecidos sadios da pele humana (in vitro) podem sofrer quando expostos continuamente aos raios ultravioletas emitidos pelas l\u00e2mpadas fluorescentes (<em>Stony Brook News<\/em>, 18\/07\/2012).<\/p>\n<p align=\"left\">No estudo, realizado com financiamento da National Science Foundation e a colabora\u00e7\u00e3o da New York Stem Cell Science (Nystem), entidade estadual que apoia pesquisas biol\u00f3gicas, os pesquisadores realizaram medi\u00e7\u00f5es da quantidade de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (UV) emitida e a integridade do revestimento de f\u00f3sforo de cada l\u00e2mpada. Os resultados revelaram n\u00edveis significativos de emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00f5es UV-C e UV-A, que aparentemente foram liberados a partir das fissuras no revestimento de f\u00f3sforo das l\u00e2mpadas analisadas.<\/p>\n<p align=\"left\">A equipe de pesquisadores utilizou as mesmas l\u00e2mpadas e estudou os efeitos de suas emiss\u00f5es ultravioleta em c\u00e9lulas de pele humana saud\u00e1veis, cultivadas in vitro, incluindo fibroblastos, um tipo de c\u00e9lula encontrada no tecido conjuntivo que produz o col\u00e1geno, e queratin\u00f3citos, uma c\u00e9lula da epiderme que produz queratina, subst\u00e2ncia estrutural chave na camada exterior da pele humana.<\/p>\n<p align=\"left\">Os testes foram, ent\u00e3o, repetidos com as tradicionais l\u00e2mpadas incandescentes, que est\u00e3o na mira do banimento, com a mesma intensidade de luminosidade e revestidas com nanopart\u00edculas de di\u00f3xido de tit\u00e2nio (TiO2), subst\u00e2ncia presente nos protetores solares.<\/p>\n<p align=\"left\">Segundo a pesquisadora Miriam Rafailovich, professora de Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais da Universidade Stony Brook, \u00abo nosso estudo revelou que a resposta das c\u00e9lulas de pele humana saud\u00e1veis \u00e0 UV emitida por l\u00e2mpadas CFL \u00e9 consistente com o dano causado por radia\u00e7\u00e3o ultravioleta. Os danos nas c\u00e9lulas da pele foram ainda mais refor\u00e7ados quando baixas doses de nanopart\u00edculas de TiO2 foram introduzidas nas c\u00e9lulas antes da exposi\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p align=\"left\">Entretanto, a luz das l\u00e2mpadas incandescentes de igual intensidade n\u00e3o causou efeitos nas c\u00e9lulas de pele humana saud\u00e1veis, com ou sem a presen\u00e7a de TiO2. \u00abApesar de sua grande economia de energia, os consumidores devem ser cuidadosos ao usarem as l\u00e2mpadas fluorescentes compactas\u00bb, informou Rafailovich. \u00abO nosso estudo mostra que \u00e9 melhor evitar us\u00e1-las a dist\u00e2ncias muito curtas, e que s\u00e3o mais seguras quando colocados atr\u00e1s de uma tampa de vidro adicional.\u00bb<\/p>\n<p align=\"left\">No Brasil, a campanha contra as incandescentes prossegue inabal\u00e1vel. Desde o dia 30 de junho, est\u00e3o proibidas no Pa\u00eds a fabrica\u00e7\u00e3o e a importa\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas incandescentes de 150 W a 200 W de pot\u00eancia. Segundo reportagem do Portal Brasil (2\/07\/2012), a medida se d\u00e1 no \u00e2mbito do Plano Nacional de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica (PNEf), aprovado em 2010, e que prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de incandescentes por CFL, com base no argumento de que estas reduziriam o consumo de energia em at\u00e9 75%. A Portaria Interministerial n\u00b0 1007, de 31 de dezembro de 2010, determina ainda que uma mudan\u00e7a do padr\u00e3o tecnol\u00f3gico das l\u00e2mpadas dispon\u00edveis no mercado brasileiro seja promovida gradativamente, at\u00e9 a total aboli\u00e7\u00e3o das incandescentes, prevista para 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da ascens\u00e3o global do movimento ambientalista, as ruidosas campanhas desfechadas pelos \u00abverdes\u00bb t\u00eam provocado desnecessariamente o banimento dos usos de v\u00e1rios produtos, o que, no entanto, tem se prestado a grandes neg\u00f3cios que pouco ou nada t\u00eam a ver com preocupa\u00e7\u00f5es ambientais. 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