{"id":52,"date":"2011-08-26T16:46:18","date_gmt":"2011-08-26T16:46:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=52"},"modified":"2011-08-26T16:46:18","modified_gmt":"2011-08-26T16:46:18","slug":"o-exterminio-do-potencial-hidreletrico-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/o-exterminio-do-potencial-hidreletrico-brasileiro\/","title":{"rendered":"O exterm\u00ednio do potencial hidrel\u00e9trico brasileiro"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Com o t\u00edtulo acima, o caderno de Economia do jornal O Estado de S. Paulo de 25 de julho publicou um artigo do engenheiro e ex-consultor legislativo do Senado David Waisman, com uma contundente cr\u00edtica \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas no Pa\u00eds nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pelo ambientalismo. O texto \u00e9 um oportuno refor\u00e7o ao coro crescente de vozes contr\u00e1rias \u00e0s exig\u00eancias ambientais que t\u00eam for\u00e7ado que as hidrel\u00e9tricas sejam projetadas para funcionar com reservat\u00f3rios limitados, praticamente \u00aba fio d&#8217;\u00e1gua\u00bb. Desta forma, n\u00e3o apenas abre-se m\u00e3o da preciosa capacidade de \u00abarmazenamento de energia\u00bb que permite \u00e0s usinas manterem a capacidade de gera\u00e7\u00e3o em per\u00edodos de seca, como tamb\u00e9m fica prejudicada a capacidade dos reservat\u00f3rios de contribuir para a regulariza\u00e7\u00e3o dos regimes h\u00eddricos dos rios, atuando no controle de cheias. Sem falar no encarecimento da energia, devido \u00e0 menor capacidade de gera\u00e7\u00e3o da usina.<\/p>\n<p>Waisman n\u00e3o poupa palavras para descrever o cen\u00e1rio:<\/p>\n<blockquote><p>(&#8230;) Sob a \u00e9gide de um preservacionismo radical, projetos de centrais hidrel\u00e9tricas geradoras de energia limpa e renov\u00e1vel, quando n\u00e3o s\u00e3o vetados, s\u00e3o autorizados apenas se previamente mutilados enquanto recurso natural do pa\u00eds. N\u00e3o \u00e9 apenas o veto total a um projeto hidrel\u00e9trico que leva \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o das termel\u00e9tricas: o mesmo ocorre por efeito do veto parcial, aquele que imp\u00f5e a execu\u00e7\u00e3o de projetos de hidrel\u00e9tricas em regime de grosseiro subaproveitamento do potencial h\u00eddrico local. (&#8230;)<\/p>\n<p>Potenciais hidrel\u00e9tricos s\u00e3o um recurso natural precioso. Europeus, americanos, canadenses os exploraram rigorosamente enquanto deles dispuseram. Foram aproveitados ao longo de muitas d\u00e9cadas e at\u00e9 hoje est\u00e3o as correspondentes usinas hidrel\u00e9tricas a sustentar o padr\u00e3o de vida desses povos, complementadas pelas termel\u00e9tricas que se tornaram indispens\u00e1veis dada a inexist\u00eancia, naqueles territ\u00f3rios, de potenciais hidrel\u00e9tricos adicionais. Ao aproveitamento dos potenciais h\u00eddricos para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e9, freq\u00fcentemente, incorporada a vantagem de se amenizarem as enchentes nocivas e a de se usarem os cursos d&#8217;\u00e1gua assim regularizados para outros fins \u00fateis, tal como navega\u00e7\u00e3o e irriga\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Depois de proporcionar aos leitores uma miniaula sobre os crit\u00e9rios racionais de dimensionamento de uma hidrel\u00e9trica, Waisman conclui com um duro ataque ao radicalismo \u00abverde\u00bb:<\/p>\n<blockquote><p>Ora, se predomina o princ\u00edpio da intocabilidade da natureza, como vem ocorrendo, e ao ser desprezado o mecanismo legal de compensa\u00e7\u00e3o da inunda\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o em outro local, os projetos de hidrel\u00e9tricas ou s\u00e3o vetados ou s\u00e3o mutilados, neste caso restringindo-se a \u00e1rea inund\u00e1vel a apenas aquilo que a natureza j\u00e1 inunda nas enchentes. Isto \u00e9, os projetos s\u00e3o implementados na modalidade \u00aba fio d&#8217;\u00e1gua\u00bb, com subaproveitamento da energia firme que seria poss\u00edvel obter. Esse veto e essa mutila\u00e7\u00e3o equivalem, e isto n\u00e3o costuma ser percebido ou divulgado, a deixar perder-se para sempre uma riqueza natural preciosa. Por que a sociedade n\u00e3o admite faz\u00ea-lo com jazidas de min\u00e9rio de ferro ou com as reservas de petr\u00f3leo, mas tolera a mutila\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica imposta pelo ambientalismo intocabilista, \u00e9 uma quest\u00e3o que precisa ser discutida. Enquanto isso n\u00e3o se der, continuar\u00e1 o criminoso desperd\u00edcio de valios\u00edssimos recursos naturais, e se v\u00e3o multiplicando as poluentes termel\u00e9tricas do preservacionismo irracional.<\/p><\/blockquote>\n<p>O libelo do engenheiro Waisman \u00e9 um bem vindo brado de alerta para a necessidade mais que urgente de se neutralizar ou mitigar os impactos negativos do ambientalismo, reduzindo-os a n\u00edveis minimamente racionais, que n\u00e3o imponham pesados \u00f3bices aos empreendimentos de infraestrutura, como tem sido a t\u00f4nica desde a d\u00e9cada de 1990. Oxal\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o do artigo em um jornal como o \u00abEstad\u00e3o\u00bb incentive outras vozes de peso a se manifestar, e que a chamada grande m\u00eddia lhes conceda o mesmo espa\u00e7o que tem dado aos arautos do radicalismo ambientalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o t\u00edtulo acima, o caderno de Economia do jornal O Estado de S. Paulo de 25 de julho publicou um artigo do engenheiro e ex-consultor legislativo do Senado David Waisman, com uma contundente cr\u00edtica \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas no Pa\u00eds nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pelo ambientalismo. &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-52","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-infraestrutura-e-integracao-regional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}