{"id":3792,"date":"2014-05-16T20:18:06","date_gmt":"2014-05-16T20:18:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=1227"},"modified":"2014-05-16T20:18:06","modified_gmt":"2014-05-16T20:18:06","slug":"o-quinto-recado-fraudulento-do-ipcc-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/o-quinto-recado-fraudulento-do-ipcc-2\/","title":{"rendered":"O quinto &quot;recado&quot; fraudulento do IPCC"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\"><a href=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IPCC-Report.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1228\" title=\"IPCC-Report\" src=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IPCC-Report.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IPCC-Report.jpg 940w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IPCC-Report-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"LEFT\">A despeito dos crescentes questionamentos aos cen\u00e1rios catastrofistas criados em torno da inexistente influ\u00eancia humana na din\u00e2mica clim\u00e1tica global, a \u00abind\u00fastria do aquecimentismo\u00bb continua movimentando valores anuais da ordem das centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares, em cr\u00e9ditos de carbono, equipamentos, servi\u00e7os, verbas para pesquisas, viagens e mordomias internacionais e uma pletora de vantagens usufru\u00eddas pelos seus participantes.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Como muitas outras atividades humanas que se institucionalizam, toda essa estrutura montada em torno de um fen\u00f4meno que jamais foi comprovado por evid\u00eancias cient\u00edficas reais se converteu em um fim em si pr\u00f3prio, cujo objetivo principal \u00e9 a sua autopreserva\u00e7\u00e3o. Por isso, n\u00e3o admira que os redatores do rec\u00e9m-divulgado Quinto Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) tenham se empenhado em sustentar o mantra alarmista sobre a necessidade de se promover uma \u00abdescarboniza\u00e7\u00e3o\u00bb da matriz energ\u00e9tica mundial, sob pena de o planeta vir a incorrer em uma sucess\u00e3o de cat\u00e1strofes induzidas pela alta das temperaturas atmosf\u00e9ricas globais.<\/p>\n<p>Um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ipcc.ch\/pdf\/ar5\/pr_wg3\/20140413_pr_pc_wg3_en.pdf\">boletim de imprensa<\/a>\u00a0divulgado pelo IPCC, em 13 de abril, oferece uma amostra do \u00abrecado\u00bb transmitido pelo \u00f3rg\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>Um novo relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) mostra que as emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa aumentaram em n\u00edveis sem precedentes, a despeito de um n\u00famero crescente de pol\u00edticas para reduzir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas [sic]. As emiss\u00f5es aumentaram mais rapidamente entre 2000 e 2010 do que em qualquer das tr\u00eas d\u00e9cadas precedentes.<\/p>\n<p>(&#8230;) Seria poss\u00edvel, usando um vasto conjunto de medidas e mudan\u00e7as de comportamento, limitar o aumento das temperaturas m\u00e9dias globais a 2 graus Celsius acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Por\u00e9m, apenas grandes mudan\u00e7as institucionais e tecnol\u00f3gicas proporcionar\u00e3o uma chance melhor do que razo\u00e1vel de que o aquecimento global n\u00e3o exceda este limite.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio&#8230; \u00e9 o terceiro publicado pelos tr\u00eas Grupos de Trabalho [do IPCC], que, juntamente com um Relat\u00f3rio S\u00edntese, que ser\u00e1 publicado em outubro de 2014, constituem o Quinto Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o do IPCC sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O Grupo de Trabalho III \u00e9 dirigido por tr\u00eas copresidentes: Ottmar Edenhofer, da Alemanha, Ram\u00f3n Pichs-Madruga, de Cuba, e Youba Sokona, do Mali.<\/p>\n<p>\u00abPol\u00edticas clim\u00e1ticas em linha com a meta de dois graus Celsius necessitam vista substanciais redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es\u00bb, disse Edenhofer. \u00abH\u00e1 uma mensagem clara da Ci\u00eancia: para se evitar uma interfer\u00eancia perigosa com o sistema clim\u00e1tico, precisamos sair dos neg\u00f3cios como sempre\u00bb.<\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios mostram que, para se ter uma chance prov\u00e1vel de limitar o aumento da temperatura m\u00e9dia global a 2 graus Celsius, isto significa reduzir as emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa entre 40% e 70% sobre os n\u00edveis de 2010, at\u00e9 a metade do s\u00e9culo, e a quase zero at\u00e9 o final deste s\u00e9culo. Uma mitiga\u00e7\u00e3o ambiciosa pode requerer, at\u00e9 mesmo, a remo\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono da atmosfera.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nestes cinco par\u00e1grafos, est\u00e1 sintetizada a mensagem principal do IPCC: ou a humanidade reduz drasticamente o uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis &#8211; carv\u00e3o mineral, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural -, respons\u00e1veis pelo grosso das emiss\u00f5es de carbono, ou as temperaturas atmosf\u00e9ricas ultrapassar\u00e3o o limite de 2 graus cent\u00edgrados, al\u00e9m do qual a Ci\u00eancia prognostica uma sucess\u00e3o de desastres meteorol\u00f3gicos e geof\u00edsicos.<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar, o IPCC destaca o question\u00e1vel conceito do \u00abor\u00e7amento de carbono\u00bb (<em>carbon budget<\/em>, em ingl\u00eas), a quantidade te\u00f3rica de carbono que a atmosfera terrestre poderia suportar, para limitar o alegado aquecimento a 2 graus cent\u00edgrados. Segundo a avalia\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, a humanidade j\u00e1 teria ultrapassado a casa de 50% de tal \u00abor\u00e7amento\u00bb e, portanto, ser\u00e1 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o imediata para que ele n\u00e3o seja superado.<\/p>\n<p>Felizmente, para a humanidade, a prescri\u00e7\u00e3o do IPCC padece de um \u00abpecado original\u00bb: a falta de base cient\u00edfica, que tem se repetido desde o primeiro relat\u00f3rio do \u00f3rg\u00e3o, publicado em 1990. A leitura das 28 p\u00e1ginas do\u00a0<em>\u00abResumo para formuladores de pol\u00edticas\u00bb<\/em>\u00a0(<em><a href=\"http:\/\/www.climatechange2013.org\/images\/report\/WG1AR5_SPM_FINAL.pdf\">Summary for Policymakers<\/a><\/em>) do Grupo de Trabalho I, alegadamente respons\u00e1vel pelas evid\u00eancias f\u00edsicas do fen\u00f4meno, oferece afirmativas como as seguintes:<\/p>\n<blockquote><p>A influ\u00eancia humana no sistema clim\u00e1tico \u00e9 clara. Isto \u00e9 evidente pelas crescentes concentra\u00e7\u00f5es de gases de efeito estufa na atmosfera, o for\u00e7amento radioativo positivo, o aquecimento observado e o entendimento do sistema clim\u00e1tico (p. 13).<\/p>\n<p>A influ\u00eancia humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, em mudan\u00e7as no ciclo global da \u00e1gua, em redu\u00e7\u00f5es na neve e no gelo, na eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel m\u00e9dio do mar e em mudan\u00e7as em alguns extremos clim\u00e1ticos. Estas evid\u00eancias da influ\u00eancia humana aumentaram desde o AR4 [publicado em 2007 &#8211; n.e.]. \u00c9 extremamente prov\u00e1vel que a influ\u00eancia humana tenha sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do s\u00e9culo 20 (p. 17).<\/p><\/blockquote>\n<p>O documento define \u00abextremamente prov\u00e1vel\u00bb como sendo uma probabilidade igual ou superior a 95%.<\/p>\n<p>O \u00fanico problema, como tem sido recorrente desde o primeiro relat\u00f3rio do IPCC, \u00e9 que a argumenta\u00e7\u00e3o usada para apoiar a alegada influ\u00eancia humana na din\u00e2mica clim\u00e1tica exclui, totalmente, as evid\u00eancias f\u00edsicas observadas no mundo real, que demonstram, de forma categ\u00f3rica, que as varia\u00e7\u00f5es de par\u00e2metros como as temperaturas e os n\u00edveis do mar, observadas desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial do s\u00e9culo XVII (quando a humanidade come\u00e7ou a usar combust\u00edveis f\u00f3sseis em grande escala), n\u00e3o mostram quaisquer anomalias, quando comparadas com as varia\u00e7\u00f5es anteriores, no passado hist\u00f3rico e geol\u00f3gico. Sem tais anomalias, \u00e9 cientificamente imposs\u00edvel distingui-las das varia\u00e7\u00f5es naturais registradas no planeta ao longo das \u00faltimas centenas de milhares de anos, que t\u00eam se caracterizado por uma sucess\u00e3o de per\u00edodos glaciais intercalados por per\u00edodos interglaciais mais quentes, como o atual, iniciado h\u00e1 cerca de 11.700 anos.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, vale enfatizar a afirmativa, que at\u00e9 agora n\u00e3o recebeu qualquer contesta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida: n\u00e3o h\u00e1 quaisquer evid\u00eancias cient\u00edficas concretas de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dos \u00faltimos dois s\u00e9culos sejam an\u00f4malas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s observadas anteriormente. Enquanto tais evid\u00eancias n\u00e3o forem apresentadas, n\u00e3o se poder\u00e1 falar de uma influ\u00eancia humana distingu\u00edvel na din\u00e2mica clim\u00e1tica global (\u00e0 diferen\u00e7a da observada nas cidades, com o chamado efeito das \u00abilhas de calor\u00bb). E, principalmente, n\u00e3o se poder\u00e1 justificar cientificamente a agenda da \u00abdescarboniza\u00e7\u00e3o\u00bb da matriz energ\u00e9tica mundial, cujas motiva\u00e7\u00f5es devem ser buscadas em uma agenda de interesses ideol\u00f3gicos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos e acad\u00eamicos restritos, \u00e0 qual a verdadeira Ci\u00eancia \u00e9 alheia.<br \/>\n<!-- C\u00f3digo do Google para tag de remarketing --><br \/>\n<!--------------------------------------------------\nAs tags de remarketing n\u00e3o podem ser associadas a informa\u00e7\u00f5es pessoais de identifica\u00e7\u00e3o nem inseridas em p\u00e1ginas relacionadas a categorias de confidencialidade. 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