{"id":3779,"date":"2014-02-28T17:19:13","date_gmt":"2014-02-28T17:19:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=916"},"modified":"2014-02-28T17:19:13","modified_gmt":"2014-02-28T17:19:13","slug":"a-cnbb-na-amazonia-apagao-do-evangelho-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/a-cnbb-na-amazonia-apagao-do-evangelho-2\/","title":{"rendered":"A CNBB na Amaz\u00f4nia: &quot;apag\u00e3o&quot; do Evangelho"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Entre 28 e 31 de outubro \u00faltimo, celebrou-se em Manaus (AM) o Primeiro Encontro da Igreja Cat\u00f3lica na Amaz\u00f4nia Legal, evento integrante da prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o dos 400 anos do in\u00edcio da evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Desafortunadamente, os bispos a\u00ed reunidos, representando nove estados, encabe\u00e7ados pelo cardeal Dom Cl\u00e1udio Hummes, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para a Amaz\u00f4nia da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), perderam uma grande oportunidade de revisar criticamente as diretrizes das a\u00e7\u00f5es que o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) vem praticando na regi\u00e3o, em nome da Igreja Cat\u00f3lica. De fato, h\u00e1 tempos, os dirigentes e militantes do Cimi abandonaram o trabalho mission\u00e1rio da Igreja, em troca de uma vis\u00e3o de milit\u00e2ncia pol\u00edtica que busca segregar do conv\u00edvio nacional uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, que, na realidade, clama por justi\u00e7a social e desenvolvimento econ\u00f4mico. Por isso, a comemora\u00e7\u00e3o do quarto centen\u00e1rio da evangeliza\u00e7\u00e3o, que deveria ser uma data bastante significativa da trajet\u00f3ria da Igreja brasileira, n\u00e3o augura ter a luminosidade que se esperaria, sendo parcialmente ofuscada pela fuma\u00e7a\u00a0do lobby malthusiano-ambientalista internacional que orienta as a\u00e7\u00f5es do Cimi &#8211; n\u00e3o por acaso, o mesmo que promove o aborto e a ideologia do g\u00eanero.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia desse aparato se mostrou patente em algumas delibera\u00e7\u00f5es da comiss\u00e3o da CNBB.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o emitiu um documento dirigido a todos os homens de boa vontade, comprometendo-se a continuar a miss\u00e3o evangelizadora, para o qual se refere ao papa Paulo VI, quando afirmava, em 1972:<\/p>\n<blockquote><p>Cristo aponta para a Amaz\u00f4nia. (&#8230;) A Igreja que est\u00e1 na Amaz\u00f4nia n\u00e3o como aqueles que t\u00eam as malas na m\u00e3o, para partir depois de terem explorado tudo o que perderam. Desde o in\u00edcio a Igreja est\u00e1 presente na Amaz\u00f4nia, com mission\u00e1rios, congrega\u00e7\u00f5es religiosas, sacerdotes, leigos e bispos, e l\u00e1 continua, presente e determinante no futuro daquela \u00e1rea.<\/p><\/blockquote>\n<p>Tal proposta foi reiterada pelo papa Francisco, no Rio de Janeiro, em julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, numa reuni\u00e3o com os bispos brasileiros.<\/p>\n<p>Sem embargo, ao visualizar em detalhe a mensagem dos bispos da Comiss\u00e3o Episcopal da Amaz\u00f4nia, vemos um absurdo ataque \u00e0s grandes obras de infraestrutura na regi\u00e3o, especialmente as usinas hidrel\u00e9tricas, como se o atendimento \u00e0s necessidades energ\u00e9ticas do Pa\u00eds representasse uma a\u00e7\u00e3o colonialista do Estado brasileiro contra a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e as suas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas ou ribeirinhas. Em realidade, a pol\u00edtica indigenista implementada pelo Cimi em nome da CNBB est\u00e1 provocando uma confronta\u00e7\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es que eles consideram \u00abtradicionais\u00bb e os demais brasileiros que ali vivem. Com isto, a a\u00e7\u00e3o da Igreja na Amaz\u00f4nia se afasta do cerne do veemente apelo mundial de Paulo VI, em sua enc\u00edclica <em>Populorum Progressio<\/em>, ao vincular a paz mundial e a justi\u00e7a ao necess\u00e1rio desenvolvimento econ\u00f4mico dos povos, condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para a supera\u00e7\u00e3o definitiva da era do neocolonialismo, meta perseguida pelo mundo durante todo o s\u00e9culo passado. A enc\u00edclica de 1967 \u00e9 contundente, ao afirmar o direito de todos os povos ao usufrutuo dos bens permitidos pelo progresso econ\u00f4mico, ao desenvolvimento integralmente vinculado ao bem-estar geral da popula\u00e7\u00e3o mundial e ao bem comum.<\/p>\n<p>Esta proposta revolucion\u00e1ria est\u00e1 muito distante do que o messianismo indigenista do Cimi pratica na Amaz\u00f4nia, junto com um ex\u00e9rcito de ONGs, com destaque para o Instituto Socioambiental (ISA) e o Centro de Trabalho Ind\u00edgena (CTI), que exercem grande influ\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).<\/p>\n<p>Como documentamos em nosso livro <em>Quem manipula os povos ind\u00edgenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos por\u00f5es do Conselho Mundial de Igrejas<\/em> (Capax Dei, 2013), a pol\u00edtica indigenista da CNBB, exercida por meio do Cimi, n\u00e3o se baseia nem na Doutrina Social da Igreja, nem em uma verdadeira a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Na pr\u00e1tica, um efeito real das a\u00e7\u00f5es do Cimi tem sido um grande enfraquecimento da Igreja na regi\u00e3o, em beneficio das igrejas pentecostais. Em muitas localidades da Amaz\u00f4nia Legal, a Igreja Cat\u00f3lica tem se enfraquecido, ao ponto de n\u00e3o conseguir sustentar-se com o d\u00edzimo dos paroquianos, cada dia mais escassos. Em seu lugar, fluem as contribui\u00e7\u00f5es de uma rede de ONGs, ag\u00eancias de desenvolvimento de governos estrangeiros e, de forma relevante, do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o verdadeiro mentor do Cimi, cuja cria\u00e7\u00e3o, em 1972, ocorreu ap\u00f3s a reuni\u00e3o de antrop\u00f3logos em Barbados, em 1971, patrocinada pelo CMI. Em seu febril ativismo, o CMI idealizou um novo objetivo para a Antropologia, convertendo-a numa ideologia de \u00aba\u00e7\u00e3o libertadora\u00bb de cunho marxista, que gerou, entre outros resultados, uma condena\u00e7\u00e3o da epopeia da evangeliza\u00e7\u00e3o da Ibero-Am\u00e9rica pelos mission\u00e1rios espanh\u00f3is e portugueses.<\/p>\n<p>Como menciona o documento dos bispos da Amaz\u00f4nia, tal orienta\u00e7\u00e3o se exprimiu no Documento de Santar\u00e9m de 1972, ano da funda\u00e7\u00e3o do Cimi, para lan\u00e7ar o que chamaram \u00abEvangeliza\u00e7\u00e3o Libertadora\u00bb, baseada numa interpreta\u00e7\u00e3o distorcida do Concilio Vaticano II, promovida pela m\u00eddia internacional contra a pr\u00f3pria vontade dos padres conciliares (como ressaltou, em um de seus \u00faltimos discursos, o papa Bento XVI). N\u00e3o foi o conc\u00edlio que mudou a a\u00e7\u00e3o evangelizadora, mas a \u00abantropologia libertadora\u00bb do CMI adotada em Barbados.<\/p>\n<p>O texto afirma:<\/p>\n<blockquote><p>Ao longo de seis d\u00e9cadas, desde o primeiro encontro dos bispos em Manaus, a Igreja tem demonstrado sua vitalidade e posicionamento prof\u00e9tico e solid\u00e1rio. Em Santar\u00e9m 1972, decidiu basear sua a\u00e7\u00e3o pastoral e evangelizadora em duas diretrizes: (1) a Encarna\u00e7\u00e3o na realidade, pelo conhecimento e pela conviv\u00eancia, na simplicidade, e (2) a Evangeliza\u00e7\u00e3o Libertadora. Armou sua tenda no meio do povo de tal modo que apareceu um rosto eclesial bem amaz\u00f4nico na diversidade sociocultural, na defesa do lar que Deus criou para toda a humanidade e na promo\u00e7\u00e3o da Vida em todas as suas dimens\u00f5es, sobretudo quando \u00e9 amea\u00e7ada pelos impactos causados por um equivocado conceito de progresso que confunde desenvolvimento com crescimento meramente econ\u00f4mico, multiplica\u00e7\u00e3o de riqueza material, incremento do PIB, expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, aumento de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, descuidando-se, por\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas e deixando de promover a justi\u00e7a e o bem-estar de todos e para todos [grifos nossos].<\/p><\/blockquote>\n<p>Observe-se a interessante ila\u00e7\u00e3o de que a Amaz\u00f4nia representa um patrim\u00f4nio de \u00abtoda a humanidade\u00bb, um dos conceitos basilares de toda a campanha montada pelo aparato ambientalista-indigenista internacional contra o Brasil, desde as \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado. Evidentemente, se se trata de um \u00abpatrim\u00f4nio da humanidade\u00bb, isto justificaria toda sorte de interven\u00e7\u00f5es externas para evitar que os \u00abintrusos\u00bb brasileiros pudessem ali se instalar. Por isso, n\u00e3o admira que o trabalho do Cimi e das demais ONGs indigenistas se mostre ser mais orientado para fomentar entre os ind\u00edgenas a consolida\u00e7\u00e3o de uma mentalidade de cidad\u00e3os universais, e n\u00e3o de cidad\u00e3os brasileiros.<\/p>\n<p>Assim, a agenda amaz\u00f4nica dos poderes pol\u00edticos por tr\u00e1s do CMI tinha a inten\u00e7\u00e3o de deter a migra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es pobres para a regi\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura para o desenvolvimento. Da\u00ed se originou um div\u00f3rcio entre a a\u00e7\u00e3o evangelizadora e as aspira\u00e7\u00f5es e necessidades das popula\u00e7\u00f5es locais, que passaram a encontrar um melhor abrigo espiritual nas bem planejadas iniciativas pentecostais.<\/p>\n<p>No documento divulgado em outubro \u00faltimo, tal (des)orienta\u00e7\u00e3o pastoral se manteve:<\/p>\n<blockquote><p>Fomos informados a respeito dos grandes projetos implementados na regi\u00e3o, de modo especial as hidrel\u00e9tricas, que representam uma nova invas\u00e3o do capital visando explorar as nossas riquezas naturais e aproveitar o potencial energ\u00e9tico de nossos rios, sem olhar para os preju\u00edzos que causam ao meio ambiente com sua imensa biodiversidade e a destrui\u00e7\u00e3o da vida e da hist\u00f3ria de muitos povos tradicionais.<\/p><\/blockquote>\n<p>Semelhante diatribe antidesenvolvimento, certamente, n\u00e3o se baseou nas aspira\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es locais, que sobrevivem em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, mas na assessoria dos especialistas das ONGs ambientalistas e indigenistas, que incentivam o culto \u00e0 mis\u00e9ria e \u00e0 divis\u00e3o \u00e9tnica de um Pa\u00eds, que, gra\u00e7as ao ensino do Evangelho e apesar das injusti\u00e7as do processo colonizador, \u00e9 um exemplo de mesti\u00e7agem para todo o mundo.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Episcopal para a Amaz\u00f4nia deveria ser informada de que, sem a constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, o Brasil n\u00e3o ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de sustentar o desenvolvimento agr\u00edcola e industrial, que constitui a base para um crescimento populacional em condi\u00e7\u00f5es humanas dignas. Ademais, a car\u00eancia de energia e vias de transporte modernas e eficientes prejudica bastante o potencial de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Pa\u00eds, reduzindo a capacidade para enfrentar os graves problemas causados pela fome.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, o que mostram as considera\u00e7\u00f5es da comiss\u00e3o amaz\u00f4nica da CNBB \u00e9 uma s\u00e9ria perda de contato com a realidade do Pa\u00eds, ao mesmo tempo em que favorece a agenda intervencionista ditada pelo aparato ambientalista-indigenista internacional.<\/p>\n<p>Por conseguinte, \u00e9 mais que hora de que a CNBB se disponha a promover uma ampla revis\u00e3o na sua pol\u00edtica geral para a Amaz\u00f4nia, passando a privilegiar o desenvolvimento pleno de todos os seres humanos que ali vivem, ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, de modo a que possam integrar-se em um processo civilizat\u00f3rio orientado pelos mais elevados valores humanos, deixando para tr\u00e1s as divis\u00f5es \u00e9tnicas e a ideia de que os ind\u00edgenas devem permanecer confinados em reservas isoladas do restante da sociedade. Processo que, vale ressaltar, tem contribu\u00eddo categoricamente para afugentar dezenas de milhares de cat\u00f3licos, fazendo-os se refugiar em diversas denomina\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas.<\/p>\n<p>Com isso, qui\u00e7\u00e1, o \u00abapag\u00e3o do Evangelho\u00bb na Amaz\u00f4nia possa dar lugar \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o proporcionada pelo farol das propostas originais do papa Paulo VI, sob a firme orienta\u00e7\u00e3o de Francisco. Caso contr\u00e1rio, as trevas seguir\u00e3o prevalecendo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CNBB-Amazonia-4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-943\" title=\"CNBB-Amazonia-4\" src=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CNBB-Amazonia-4.png\" alt=\"\" width=\"1502\" height=\"845\" srcset=\"https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CNBB-Amazonia-4.png 1502w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CNBB-Amazonia-4-300x169.png 300w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CNBB-Amazonia-4-1024x576.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1502px) 100vw, 1502px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 28 e 31 de outubro \u00faltimo, celebrou-se em Manaus (AM) o Primeiro Encontro da Igreja Cat\u00f3lica na Amaz\u00f4nia Legal, evento integrante da prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o dos 400 anos do in\u00edcio da evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Desafortunadamente, os bispos a\u00ed reunidos, representando nove estados, encabe\u00e7ados pelo cardeal Dom Cl\u00e1udio Hummes, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-3779","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-iberoamerica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3779\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}