{"id":3707,"date":"2012-06-22T17:43:58","date_gmt":"2012-06-22T17:43:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=221"},"modified":"2012-06-22T17:43:58","modified_gmt":"2012-06-22T17:43:58","slug":"as-duas-faces-da-politica-hemisferica-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/as-duas-faces-da-politica-hemisferica-dos-eua\/","title":{"rendered":"As duas faces da pol\u00edtica hemisf\u00e9rica dos EUA"},"content":{"rendered":"<p>A visita ao Brasil do secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, Leon Panetta, em finais de abril \u00faltimo, com a oferta do que seria uma uma nova alian\u00e7a militar de fato, sinaliza uma agenda estrat\u00e9gica que contempla um controle sobre os vastos recursos petrol\u00edferos do Atl\u00e2ntico Sul, tanto na margem ocidental como na oriental.<\/p>\n<p>Os crescentes problemas do poderio anglo-americano na regi\u00e3o centroasi\u00e1tica e no Oriente M\u00e9dio, que t\u00eam se revelado um obst\u00e1culo \u00e0 inten\u00e7\u00e3o inicial de controlar os recursos naturais de toda aquela vasta regi\u00e3o, t\u00eam levado o <em>Establishment<\/em> olig\u00e1rquico a voltar a mirar com interesse renovado a regi\u00e3o que considera o seu quintal. Sob esta \u00f3tica, deve tamb\u00e9m ser vista a \u00eanfase dada pelo Reino Unido \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do seu poderio militar no Atl\u00e2ntico Sul, como se viu nas recentes provoca\u00e7\u00f5es contra a Argentina, em torno das Ilhas Malvinas.<\/p>\n<p>\u00c9 dentro desse quadro que devem ser entendidas as ofertas de Panetta, a\u00ed inclu\u00eddas as de cunho tecnol\u00f3gico, visando, entre outros itens, a concorr\u00eancia para a compra de novos ca\u00e7as para a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB).<\/p>\n<p>Entretanto, as For\u00e7as Armadas brasileiras poderiam consultar as suas contrapartes mexicanas, para averiguar a verdadeira atitude estadunidense em assuntos t\u00e3o primordiais referentes \u00e0 soberania nacional. Seguramente, receberiam informa\u00e7\u00f5es precisas sobre as formas nada sutis de desmoraliza\u00e7\u00e3o e neutraliza\u00e7\u00e3o dos militares mexicanos aos planos hegem\u00f4nicos que buscam, visivelmente, o controle dos hidrocarbonetos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Assim, podem-se ver as duas faces da politica hemisf\u00e9rica do governo de Barack Obama, com uma ostensiva din\u00e2mica de \u00abhard power\u00bb e \u00absoft power\u00bb, posta em pr\u00e1tica pela secret\u00e1ria de Estado Hillary Clinton.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, ap\u00f3s a oferta do lado \u00absoft\u00bb dos acordos de livre com\u00e9rcio encarnados no Tratado de Livre Com\u00e9rcio da Am\u00e9rica do Norte (NAFTA), com a promessa de que estes o levariam ao \u00abPrimeiro Mundo\u00bb, veio o corol\u00e1rio \u00abhard\u00bb, com uma insidiosa e subrept\u00edcia subordina\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas mexicanas \u00e0 agenda pol\u00edtica do Comando Norte das For\u00e7as Armadas dos EUA (Northcom), que imp\u00f4s ao pa\u00eds uma doutrina extrajurisdicional que permite puni\u00e7\u00f5es judiciais a qualquer pessoa que se atreva a contestar tal sistema de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso foi, exatamente, o que ocorreu em maio \u00faltimo, com a deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria do general Tom\u00e1s \u00c1ngeles Dauahare, ex-subsecret\u00e1rio da Defesa Nacional, e de outros altos oficiais militares. Estes ataques individuais t\u00eam como objetivo a desmoraliza\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas, para evitar ou enfraquecer qualquer rea\u00e7\u00e3o institucional destas \u00e0s cont\u00ednuas incurs\u00f5es das ag\u00eancias de intelig\u00eancia e seguran\u00e7a dos EUA no M\u00e9xico, para poder, posteriormente, qualificar o pa\u00eds como um \u00abEstado falido\u00bb. Como se viu no caso da ilegal e clandestina Opera\u00e7\u00e3o Velozes e Furiosos, essas ag\u00eancias estadunidenses se converteram em coadjuvantes do fomento da inseguran\u00e7a e da viol\u00eancia que avassala o territ\u00f3rio mexicano.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>A vez do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Uma das inten\u00e7\u00f5es da cria\u00e7\u00e3o do NAFTA era a de empregar o acordo como uma plataforma de lan\u00e7amento para um esquema ainda mais amplo, a \u00c1rea de Livre Com\u00e9rcio das Am\u00e9ricas (ALCA), que, desde o in\u00edcio, contemplava os enormes potenciais hemisf\u00e9ricos de recursos naturais, especialmente, energ\u00e9ticos. Como se sabe, a iniciativa foi oportunamente recha\u00e7ada pela diplomacia brasileira, que, de fato, assumiu a posi\u00e7\u00e3o tradicionalmente exercida pelo M\u00e9xico, frente aos impulsos imperiais estadunidenses na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a descoberta dos recursos petrol\u00edferos da camada pr\u00e9-sal brasileira, a estrat\u00e9gia se tornou mais sofisticada, com a oferta ao Brasil de um \u00abDi\u00e1logo de Coopera\u00e7\u00e3o em Defesa\u00bb, segundo os termos empregados por Panetta em sua confer\u00eancia na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro (RJ), em 25 de abril.<\/p>\n<p>A visita de Panetta \u00e9 parte de uma iniciativa diplom\u00e1tica deflagrada logo ap\u00f3s a visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no in\u00edcio de abril. No dia 15, cinco dias ap\u00f3s o seu retorno de Washington, Hillary Clinton desembarcou em Bras\u00edlia e, dez dias depois, foi a vez de Panetta fazer o mesmo.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Novos pactos p\u00f3s-\u00abguerra ao terror\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Na ESG, Panetta prop\u00f4s de fato um novo acordo militar ao Brasil, semelhante ao estabelecido ap\u00f3s a II Guerra Mundial e denunciado em 1975 pelo ent\u00e3o presidente Ernesto Geisel, devido \u00e0s press\u00f5es de Washington contra o Programa Nuclear Brasil-Alemanha. Nas palavras do pr\u00f3prio secret\u00e1rio:<\/p>\n<blockquote><p>Hoje gostaria de abordar a rela\u00e7\u00e3o Brasil-EUA na \u00e1rea de defesa, porque acredito que estamos em um ponto crucial na hist\u00f3ria das duas na\u00e7\u00f5es, em que temos a oportunidade de forjar um relacionamento de seguran\u00e7a novo, forte, inovador para o futuro. Temos diante de n\u00f3s uma oportunidade verdadeiramente hist\u00f3rica de construir uma parceria em defesa &#8211; uma parceria estrat\u00e9gica baseada no interesse m\u00fatuo e no respeito m\u00fatuo, uma parceria baseada na nossa convic\u00e7\u00e3o de que um Brasil forte e pr\u00f3spero que assume seu leg\u00edtimo lugar como l\u00edder global ser\u00e1 uma for\u00e7a para a paz e um modelo para outras na\u00e7\u00f5es no s\u00e9culo 21.<\/p><\/blockquote>\n<p>Seria natural que, em um sistema de rela\u00e7\u00f5es internacionais est\u00e1vel, num ambiente de prosperidade geral e preval\u00eancia das soberanias nacionais, os EUA e o Brasil, como duas das maiores na\u00e7\u00f5es do Hemisf\u00e9rio Ocidental, pudessem compartilhar um acordo de seguran\u00e7a e coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em certas \u00e1reas; por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 bem diversa. Diante de uma vis\u00edvel debilita\u00e7\u00e3o financeira e militar, os grupos de poder estadunidenses reagem buscando novas formas de manter a sua hegemonia. Nesta estrat\u00e9gia, se insere uma nova pol\u00edtica de defesa que visa uma sa\u00edda minimamente honrosa do desastre militar em que o pa\u00eds foi mergulhado pelo governo de George W. Bush, com uma orienta\u00e7\u00e3o que se poderia denominar o \u00abp\u00f3s-guerra ao terror\u00bb. Panetta a expressou assim:<\/p>\n<blockquote><p>Essa oportunidade se d\u00e1 quando os Estados Unidos se encontram em um momento decisivo crucial ap\u00f3s uma d\u00e9cada de guerra no Iraque e no Afeganist\u00e3o, uma guerra contra a Al-Qaida e o terrorismo, uma guerra contra a Al-Qaida e seus militantes aliados, especialmente depois do ataque de 11 de setembro. Obtivemos triunfos significativos contra a Al-Qaida. Enfraquecemos sua lideran\u00e7a e sua capacidade de realizar o tipo de ataque feito em 11 de setembro. Conduzimos a guerra no Iraque para um final respons\u00e1vel. No Afeganist\u00e3o, demos in\u00edcio \u00e0 transi\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a, governan\u00e7a e responsabilidade para os afeg\u00e3os e, apesar dos desafios &#8211; e ainda existem desafios reais que precisam ser enfrentados, mas a realidade \u00e9 que devido \u00e0 grande lideran\u00e7a do general [John R.] Allen, nosso comandante da for\u00e7as dos EUA e da OTAN [Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte], a estrat\u00e9gia que ele projetou est\u00e1 tendo \u00eaxito. A meta de um Afeganist\u00e3o seguro e soberano que n\u00e3o seja ref\u00fagio para terroristas planejarem ataques como os de 11 de setembro &#8211; aquela meta pode ser vislumbrada.<\/p><\/blockquote>\n<p>Depois de vangloriar-se das \u00faltimas guerras neoimperiais, sem admitir o impasse militar em que seu pa\u00eds se meteu, tanto no Afeganist\u00e3o como no Iraque, Panetta afirmou: \u00abEssas transi\u00e7\u00f5es permitiram aos Estados Unidos concentrar nova energia em novas oportunidades e desafios em todo o globo, inclusive aqui no continente americano.\u00bb<\/p>\n<p>Diante dos oficiais militares brasileiros, o chefe do Pent\u00e1gono deixou expl\u00edcito que os EUA buscam novos s\u00f3cios, como o Brasil, que se comprometam a apoiar a sua condi\u00e7\u00e3o de primeira superpot\u00eancia mundial, como junior partners que se submetam aos des\u00edgnios do s\u00f3cio majorit\u00e1rio:<\/p>\n<blockquote><p>Os desafios internacionais de seguran\u00e7a que nos confrontam ainda s\u00e3o muito reais e amea\u00e7adores. Amea\u00e7as transnacionais como extremismo violento, o comportamento desestabilizante de na\u00e7\u00f5es como Ir\u00e3 e Coreia do Norte, n\u00f3s vemos agora poderes emergentes no Pac\u00edfico Asi\u00e1tico e vemos cont\u00ednuas turbul\u00eancias no Oriente M\u00e9dio e no Norte da \u00c1frica. Ao mesmo tempo, estamos lidando com a natureza mutante da guerra, a prolifera\u00e7\u00e3o de armas e materiais letais e a crescente amea\u00e7a da invas\u00e3o cibern\u00e9tica. Creio que o ciberespa\u00e7o \u00e9, de muitas maneiras, um campo de batalha em potencial do futuro. E, aqui neste continente, enfrentamos o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas e desastres naturais.<\/p>\n<p>Esses desafios afetam a todos n\u00f3s: nossos povos, nossas economias e nosso modo de vida futuro. E o mundo est\u00e1 t\u00e3o profundamente interconectado que esses desafios est\u00e3o realmente al\u00e9m da capacidade de qualquer na\u00e7\u00e3o de resolv\u00ea-los sozinha.<\/p><\/blockquote>\n<p>Panetta n\u00e3o ocultou a preocupa\u00e7\u00e3o com a manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia estadunidense, em um quadro de evidente decl\u00ednio econ\u00f4mico:<\/p>\n<blockquote><p>Tudo isso est\u00e1 acontecendo em um momento nos Estados Unidos em que tamb\u00e9m enfrentamos um d\u00e9ficit recorde e uma d\u00edvida recorde. A Defesa tem um papel a desempenhar para ajudar a reduzir esse d\u00e9ficit, mas eu n\u00e3o creio, como algu\u00e9m envolvido em quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias ao longo de grande parte da minha carreira em Washington &#8211; eu n\u00e3o creio que tenhamos que escolher entre a seguran\u00e7a nacional e a seguran\u00e7a fiscal, e por essa raz\u00e3o, os chefes de todos os nossos servi\u00e7os no Pent\u00e1gono, o chefe do Estado-Maior [Conjunto], todos os nossos secret\u00e1rios foram envolvidos num esfor\u00e7o para projetar uma estrat\u00e9gia para as for\u00e7as de defesa dos Estados Unidos para o futuro. Como resultado desse esfor\u00e7o, apresentamos uma nova estrat\u00e9gia de defesa que visa a tratar dos desafios que eu mencionei &#8211; em grande medida enfrentar tais desafios revigorando nossas parcerias de defesa e seguran\u00e7a em todo o mundo.<\/p>\n<p>Hoje, esta \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o &#8211; entre Estados Unidos e Brasil &#8211; uma rela\u00e7\u00e3o entre duas pot\u00eancias globais e saudamos a for\u00e7a crescente do Brasil. Apoiamos o Brasil como l\u00edder global e buscamos uma coopera\u00e7\u00e3o em defesa mais pr\u00f3xima, porque acreditamos que um Brasil mais forte e engajado globalmente ajudar\u00e1 a aumentar a seguran\u00e7a internacional para todos n\u00f3s. Com o aprofundamento da nossa parceria, a for\u00e7a do Brasil \u00e9 mais do que nunca a nossa for\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<p>A nova estrat\u00e9gia de defesa foi assim sintetizada por Panetta:<\/p>\n<blockquote><p>&#8211; Primeiro, as For\u00e7as Armadas dos EUA ficar\u00e3o menores e mais enxutas ao nos retirarmos das duas guerras, mas sua grande for\u00e7a ser\u00e1 a agilidade, a flexibilidade, a capacidade de rapidamente se mobilizar quando necess\u00e1ria e o fato de ser sempre tecnologicamente avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>&#8211; Segundo, vamos reequilibrar nossa postura global para dar destaque ao Pac\u00edfico Asi\u00e1tico e ao Oriente M\u00e9dio, reconhecendo os muitos desafios e oportunidades nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Terceiro &#8211; e isso \u00e9 de singular import\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o a este continente &#8211; vamos procurar revigorar nossas rela\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a em todo o mundo construindo parcerias de defesa inovadoras, construindo alian\u00e7as, construindo relacionamentos em particular na Europa, na \u00c1frica e aqui no Continente Americano.<\/p>\n<p>&#8211; Quarto, vamos garantir, como \u00e9 nosso dever, que as For\u00e7as Armadas dos Estados Unidos continuem capazes de enfrentar a agress\u00e3o e derrotar o advers\u00e1rio a qualquer momento, em qualquer lugar. Temos que ter a capacidade de enfrentar mais de um inimigo ao mesmo tempo e sermos capazes de derrot\u00e1-los.<\/p>\n<p>&#8211; Por \u00faltimo, vamos priorizar e proteger investimentos em novas tecnologias &#8211; aquelas tecnologias para o futuro como intelig\u00eancia, vigil\u00e2ncia e reconhecimento, sistemas n\u00e3o-tripulados, espa\u00e7o, ciberespa\u00e7o, opera\u00e7\u00f5es especiais e a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Essa nova estrat\u00e9gia reconhece que os Estados Unidos precisam continuar a ser uma pot\u00eancia global, mas que mais e mais na\u00e7\u00f5es est\u00e3o fazendo e precisam fazer contribui\u00e7\u00f5es importantes \u00e0 seguran\u00e7a global. Saudamos e incentivamos essa nova realidade, porque, francamente, ela torna o mundo mais seguro e todas as nossas na\u00e7\u00f5es mais fortes.<\/p><\/blockquote>\n<p align=\"center\"><strong>Interven\u00e7\u00f5es na \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<p>O convite ao Brasil n\u00e3o se restringe ao \u00e2mbito de a\u00e7\u00f5es conjuntas no continente americano, mas tamb\u00e9m fora do pr\u00f3prio Hemisf\u00e9rio Ocidental. E, n\u00e3o casualmente, em regi\u00f5es de grandes recursos naturais estrat\u00e9gicos, em especial, energ\u00e9ticos e minerais, igualmente disputados por outras pot\u00eancias emergentes, como a China. \u00c9 o caso da \u00c1frica, assinalada como objetivo dos interesses da nova alian\u00e7a que o Establishment estadunidense prop\u00f5e ao Brasil. Com a palavra, o mensageiro:<\/p>\n<blockquote><p>Visando n\u00e3o somente nosso territ\u00f3rio, mas tamb\u00e9m al\u00e9m de nossas fronteiras, h\u00e1 ainda mais oportunidades para aumentar a colabora\u00e7\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o em defesa em \u00e1reas de interesse comum. Por exemplo, ambas as na\u00e7\u00f5es t\u00eam conex\u00f5es hist\u00f3ricas com a \u00c1frica e interesse estrat\u00e9gico na estabilidade desse continente. Devemos estudar formas para que os efetivos militares dos dois pa\u00edses trabalhem juntos para auxiliar militares africanos, quer atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios conjuntos, quer por outras formas de capacita\u00e7\u00e3o para tentar melhorar sua habilidade de prover melhor seguran\u00e7a no que todos n\u00f3s sabemos ser um continente vol\u00e1til.<\/p><\/blockquote>\n<p>Esperemos que as lideran\u00e7as civis e militares brasileiras estejam atentas o bastante, para n\u00e3o morder a isca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A visita ao Brasil do secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, Leon Panetta, em finais de abril \u00faltimo, com a oferta do que seria uma uma nova alian\u00e7a militar de fato, sinaliza uma agenda estrat\u00e9gica que contempla um controle sobre os vastos recursos petrol\u00edferos do Atl\u00e2ntico Sul, tanto na margem ocidental como na oriental. 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