{"id":3706,"date":"2012-06-22T17:36:16","date_gmt":"2012-06-22T17:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=214"},"modified":"2012-06-22T17:36:16","modified_gmt":"2012-06-22T17:36:16","slug":"siria-anglo-americanos-se-movem-no-abismo-de-catastrofe-belica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/siria-anglo-americanos-se-movem-no-abismo-de-catastrofe-belica\/","title":{"rendered":"S\u00edria: anglo-americanos se movem no abismo de cat\u00e1strofe b\u00e9lica"},"content":{"rendered":"<p>Uma leitura atenta da crise pol\u00edtica, estrat\u00e9gica e humanit\u00e1ria na S\u00edria permite vislumbrar um paralelismo entre a intensifica\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mico-financeira global e a escalada dos clamores por uma interven\u00e7\u00e3o militar externa no conflito naquele pa\u00eds, onde for\u00e7as especiais, servi\u00e7os de intelig\u00eancia e mercen\u00e1rios estrangeiros j\u00e1 operam ostensivamente, juntamente com terroristas da Al-Qaida que participaram da interven\u00e7\u00e3o na L\u00edbia.<\/p>\n<p>De fato, para os c\u00edrculos hegem\u00f4nicos do <em>Establishment<\/em> que apostam na op\u00e7\u00e3o \u00abfogo no circo\u00bb para a crise global, uma interven\u00e7\u00e3o militar na S\u00edria representaria o atalho mais r\u00e1pido para um novo conflito de grandes propor\u00e7\u00f5es e de impacto imprevis\u00edvel na economia mundial. Desfecho, este, que lhes proporcionaria pretextos perfeitos para a manuten\u00e7\u00e3o dos insustent\u00e1veis n\u00edveis de gastos militares dos EUA e a neutraliza\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os em curso para uma imprescind\u00edvel reforma do sistema financeiro internacional.<\/p>\n<p>O know-how desse tipo de interven\u00e7\u00f5es prov\u00e9m, tanto da experi\u00eancia na Guerra do Afeganist\u00e3o de 1979-1988, como dos conflitos na Am\u00e9rica Central, nas d\u00e9cadas de 1980-1990, quando o Establishment anglo-americano financiou e organizou opera\u00e7\u00f5es encobertas em associa\u00e7\u00e3o com redes internacionais de tr\u00e1fico de armas e drogas. No primeiro caso, um dos desfechos do p\u00f3s-guerra foi a forma\u00e7\u00e3o de uma rede internacional de radicais isl\u00e2micos com grande experi\u00eancia de combates, que se converteria na famigerada Al-Qaida. No segundo, al\u00e9m de expor ao p\u00fablico estadunidense e ao mundo a exist\u00eancia de uma estrutura de \u00abgoverno paralelo\u00bb nos EUA, um dos \u00abefeitos colaterais\u00bb foi a inunda\u00e7\u00e3o de drogas mais baratas nas maiores cidades estadunidenses, inclusive, com a introdu\u00e7\u00e3o do crack, que se espalhou da\u00ed para o resto do mundo e se converteu numa verdadeira pandemia.<\/p>\n<p>Desafortunadamente, um obst\u00e1culo para a percep\u00e7\u00e3o desse quadro \u00e9 o fato de que a cobertura midi\u00e1tica dos acontecimentos na S\u00edria, geralmente, direcionada e parcial, favorece a cria\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio linear e simplista: o de um ditador sangrento empenhado em massacrar o seu pr\u00f3prio povo, acossado por valorosos rebeldes sequiosos de democracia, mas protegido por um grupelho de pa\u00edses fora de sintonia com a \u00abcomunidade internacional\u00bb, como a R\u00fassia e a China, que impedem uma a\u00e7\u00e3o decidida daquela contra o regime de Bashar al-Assad, nos moldes da interven\u00e7\u00e3o na L\u00edbia de Muamar Kadafi. Neste quadro, pa\u00edses que tamb\u00e9m discordam de uma interven\u00e7\u00e3o militar contra Damasco s\u00e3o rotulados como t\u00edbios e titubeantes, caso do Brasil, alvo de cr\u00edticas externas e internas, alegadamente, por n\u00e3o \u00abestar \u00e0 altura\u00bb das responsabilidades de uma pot\u00eancia emergente, como t\u00eam afirmado diplomatas dos EUA, editoriais de grandes jornais brasileiros e comentaristas nativos alinhados com os des\u00edgnios das pot\u00eancias hegem\u00f4nicas.<\/p>\n<p>No entanto, um exame que v\u00e1 al\u00e9m do superficial proporciona uma aut\u00eantica aula sobre o funcionamento do mundo real, em termos das for\u00e7as pol\u00edticas e dos interesses estrat\u00e9gicos em a\u00e7\u00e3o naquela convulsionada parte do mundo.<\/p>\n<p>No quesito parcialidade, com escassas exce\u00e7\u00f5es, a m\u00eddia internacional sequer se preocupa em ocult\u00e1-la, a come\u00e7ar pelos cl\u00e1ssicos relatos sobre o n\u00famero de v\u00edtimas do conflito, geralmente, na forma, \u00abmais de 10 mil pessoas j\u00e1 morreram desde o in\u00edcio da insurrei\u00e7\u00e3o contra o regime de Assad\u00bb &#8211; sem qualquer cuidado em afirmar que uma consider\u00e1vel fra\u00e7\u00e3o desse n\u00famero se refere a militares e policiais mortos nos confrontos com os insurgentes, sem falar nas numerosas v\u00edtimas civis destes \u00faltimos.<\/p>\n<p>O massacre de mais de 100 pessoas, inclusive mulheres e crian\u00e7as, na cidade de Houla, em 27 de maio, \u00e9 um caso emblem\u00e1tico. Atribu\u00eddo de forma imediata, sem verifica\u00e7\u00e3o e sem contesta\u00e7\u00e3o, \u00e0s for\u00e7as governamentais e \u00e0s mil\u00edcias pr\u00f3-Assad, o horrendo epis\u00f3dio ganhou bomb\u00e1sticas manchetes de primeira p\u00e1gina e chamadas nos telejornais, servindo para alimentar ainda mais os clamores por uma interven\u00e7\u00e3o militar externa. Por\u00e9m, seguindo nas pegadas do jornalista independente russo Marat Musin, o primeiro a denunciar os fatos reais, o jornal alem\u00e3o <em>Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ)<\/em>, o mais importante do pa\u00eds, se viu obrigado a admitir que as atrocidades foram cometidas pelas mil\u00edcias do autoproclamado Ex\u00e9rcito S\u00edrio Livre (FSA, na sigla em ingl\u00eas). Na edi\u00e7\u00e3o de 8 de junho, o jornal informou:<\/p>\n<blockquote><p>Os mortos eram quase exclusivamente de fam\u00edlias pertencentes \u00e0s minorias alawitas e xiitas de Houla. Mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o de Houla s\u00e3o sunitas. D\u00fazias de membros de uma fam\u00edlia que haviam se convertido, de sunitas para xiitas, foram chacinados&#8230; Imediatamente ap\u00f3s o massacre, os perpetrdores, supostamente, filmaram as suas v\u00edtimas e as apresentaram como v\u00edtimas sunitas, em v\u00eddeos postados na Internet.<\/p><\/blockquote>\n<p>Desafortunadamente, reportagens como a do <em>FAZ<\/em> s\u00e3o raridades absolutas na cobertura da trag\u00e9dia s\u00edria.<\/p>\n<p>Em uma entrevista coletiva, em Moscou, em 9 de junho, o chanceler russo Sergei Lavrov fez uma exposi\u00e7\u00e3o sem rodeios sobre o cen\u00e1rio s\u00edrio, destacando que o plano de paz proposto pelo ex-secret\u00e1rio-geral da ONU, Kofi Annan, tem sido obstru\u00eddo pelas for\u00e7as que apoiam uma interven\u00e7\u00e3o externa no pa\u00eds. Segundo ele, o plano n\u00e3o avan\u00e7a, porque certas partes \u00abn\u00e3o gostam\u00bb da perspectiva de uma estabiliza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o s\u00edria: \u00abElas querem que a comunidade internacional se encha de indigna\u00e7\u00e3o e inicie uma interven\u00e7\u00e3o em grande escala na S\u00edria (Russia Today, 6\/06\/2012).\u00bb<\/p>\n<p>Lavrov criticou \u00abas rea\u00e7\u00f5es de alguns atores estrangeiros, que apoiam grupos armados da oposi\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, exigem que a comunidade internacional d\u00ea passos decisivos para mudar o regime na S\u00edria\u00bb.<\/p>\n<p>O chanceler afirmou que o governo russo tem evid\u00eancias do fornecimento de armas \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria: \u00abNossos colegas sauditas, nossos colegas cataris&#8230; ontem mesmo houve um f\u00f3rum de empres\u00e1rios que querem apoiar a oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria. Todas essas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis livremente.\u00bb<\/p>\n<p>Lavrov ressaltou que a R\u00fassia \u00abjamais permitir\u00e1 que se sancione o uso de for\u00e7a no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU\u00bb, pois isto teria \u00abconsequ\u00eancias severas para toda a regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio\u00bb. Em suas palavras, \u00aba maneira como a crise s\u00edria ser\u00e1 resolvida ter\u00e1 um papel importante no mundo de amanh\u00e3: se o mundo ser\u00e1 baseado na Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, ou um lugar onde a for\u00e7a faz o direito\u00bb.<\/p>\n<p>Nos EUA, em uma evid\u00eancia das acirradas divis\u00f5es internas do Establishment diante da crise s\u00edria, duas surpreendentes manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias a uma interven\u00e7\u00e3o militar vieram dos veteranos estrategistas, Zbigniew Brzezinski e Henry Kissinger.<\/p>\n<p>Em uma participa\u00e7\u00e3o no popular programa de entrevistas Morning Joe, da rede MSNBC, em 30 de maio, juntamente com o presidente do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CFR), Richard Haass, e o colunista do <em>Washington Post<\/em> David Ignatius, Brzezinski foi categ\u00f3rico ao rejeitar qualquer a\u00e7\u00e3o externa contra o regime de Assad. Para ele, \u00abse n\u00e3o formos inteligentes, poderemos criar um nexo entre um problema interno dif\u00edcil, que ainda n\u00e3o assumiu propor\u00e7\u00f5es colossais, e um problema regional e um problema global, que envolve as nossas rela\u00e7\u00f5es com outras grandes pot\u00eancias, particularmente a R\u00fassia, mas tamb\u00e9m as negocia\u00e7\u00f5es com o Ir\u00e3 sobre o problema nuclear (MSNBC, 30\/05\/2012)\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abIsso n\u00e3o vai ser resolvido convocando para consultas os embaixadores em Moscou ou dizendo aos russos que eles est\u00e3o atuando como bandidos. O fato \u00e9 que, a menos que haja uma coopera\u00e7\u00e3o internacional que resulte em alguma proposta com a qual o governo de Assad possa conviver, e que envolva algum tipo de esfor\u00e7o supervisionado para se estabelecer algum consenso dom\u00e9stico, este conflito continuar\u00e1. E n\u00e3o exageremos este conflito\u00bb, disparou o notoriamente russ\u00f3fobo ex-conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional do governo Carter.<\/p>\n<p>Em dado momento, Brzezinski chegou a se irritar diante de uma provoca\u00e7\u00e3o de Ignatius (um not\u00f3rio porta-voz da fac\u00e7\u00e3o mais belicista do <em>Establishment<\/em>):<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o em coloque numa posi\u00e7\u00e3o de defensor da brutalidade e do esfaqueamento de pessoas. Francamente, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 esta. N\u00f3s sabemos que essas coisas acontecem, e elas s\u00e3o horr\u00edveis. Elas tamb\u00e9m aconteceram, em escala muito maior, em muitos outros lugares em que n\u00e3o intervimos. Meu ponto aqui \u00e9 que estamos lidando com uma regi\u00e3o em que todos esses assuntos s\u00e3o interconectados&#8230; E n\u00f3s teremos um grande problema internacional em nossas m\u00e3os, com consequ\u00eancias pol\u00edticas e econ\u00f4micas muito s\u00e9rias. E o que ou\u00e7o \u00e9 um monte de emocionalismos e palavras de ordem. Mas ainda n\u00e3o ouvi os planos secretos que a Casa Branca est\u00e1 concebendo, na verdade, sobre como far\u00e3o se n\u00e3o tivermos coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por sua vez, Kissinger escreveu um artigo no <em>Washington Post<\/em> de 2 de junho, com o sugestivo t\u00edtulo \u00abInterven\u00e7\u00e3o na S\u00edria arrisca perturbar ordem global\u00bb, o qual conclui com a advert\u00eancia:<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o podemos dar-nos ao luxo de ser levados, de expediente em expediente, a um envolvimento militar indefinido, em um conflito que est\u00e1 assumindo um car\u00e1ter crescentemente sect\u00e1rio. Ao reagir a uma trag\u00e9dia humana, devemos ser cautelosos, para n\u00e3o abrir caminho para outra. Na aus\u00eancia de um conceito estrat\u00e9gico claramente articulado, uma ordem mundial que erode as fronteiras [sic] e mistura guerras internacionais e civis nunca pode tomar f\u00f4lego. \u00c9 preciso um sentido de nuance, para dar uma perspectiva \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o de absolutos. Este \u00e9 um assunto n\u00e3o partid\u00e1rio e assim deve ser tratado, no debate nacional em que estamos entrando.<\/p><\/blockquote>\n<p>Tanto Brzezinski como Kissinger s\u00e3o consumados praticantes do realismo pol\u00edtico e estrat\u00e9gico e suas pondera\u00e7\u00f5es denotam uma vis\u00e3o clara dos desdobramentos potencialmente catastr\u00f3ficos de uma repeti\u00e7\u00e3o da aventura na L\u00edbia, que poderia resultar numa confronta\u00e7\u00e3o armada com a R\u00fassia, uma prov\u00e1vel explos\u00e3o de toda a regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio e um r\u00e1pido aprofundamento da crise econ\u00f4mico-financeira global.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O \u00abmodelo El Salvador\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, enquanto algumas fac\u00e7\u00f5es do <em>Establishment<\/em> se empenham em evitar o envolvimento dos EUA em outro conflito no mundo isl\u00e2mico, outras trabalham ativamente para instigar o processo, reeditando uma estrat\u00e9gia patenteada por Washington desde a d\u00e9cada de 1980, na Am\u00e9rica Central, nas guerras civis que devastaram El Salvador e a Nicar\u00e1gua: a promo\u00e7\u00e3o do terrorismo, com assassinatos em massa cometidos por esquadr\u00f5es da morte paramilitares, financiados, equipados e treinados pela CIA e o Pent\u00e1gono. Como observa o sempre atento economista canadense Michel Chossudovsky, editor do s\u00edtio Globalresearch.ca (8\/06\/2012), n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia a presen\u00e7a de um mesmo personagem nos conflitos centroamericanos e s\u00edrio, o diplomata John Negroponte.<\/p>\n<p>Negroponte, que foi embaixador em Honduras de 1981 a 1985, teve um papel-chave no apoio e supervis\u00e3o dos mercen\u00e1rios \u00abContras\u00bb nicaraguenses, que lutavam contra o regime sandinista, em um conflito que provocou mais de 50 mil mortes. De seu posto em Tegucigalpa, desempenhou a\u00e7\u00f5es semelhantes no apoio aos esquadr\u00f5es da morte salvadorenhos, na gurra civil de 1980-1992, que resultou em um n\u00famero de v\u00edtimas estimado entre 60 mil e 80 mil. Tal envolvimento veio \u00e0 luz na esteira das revela\u00e7\u00f5es do Esc\u00e2ndalo Ir\u00e3-Contras, que revelou tamb\u00e9m a promiscuidade das ag\u00eancias de intelig\u00eancia estadunidenses com o narcotr\u00e1fico internacional.<\/p>\n<p>Em 2004-2005, Negroponte serviu em Bagd\u00e1, com o mandato espec\u00edfico de implementar no Iraque o \u00abmodelo salvadorenho\u00bb, para promover lutas sect\u00e1rias entre os grupos \u00e9tnicos que formam a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds invadido, com esquadr\u00f5es da morte e for\u00e7as paramilitares baseadas na experi\u00eancia centroamericana. Seu bra\u00e7o direito na tarefa era Robert Ford, que, em janeiro de 2011, foi nomeado embaixador em Damasco, menos de dois meses antes do in\u00edcio da insurg\u00eancia armada contra o regime de Bashar al-Assad. Nos menos de dez meses que passou na S\u00edria (foi chamado de volta em outubro), segundo Chossudovsky, Ford desempenhou um papel central na prepara\u00e7\u00e3o da revolta armada, estabelecendo contatos com grupos da oposi\u00e7\u00e3o e recrutando mercen\u00e1rios em pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos, para integr\u00e1-los com aqueles. Desde a sua partida, Ford continua a supervisionar a \u00abOpera\u00e7\u00e3o S\u00edria\u00bb no Departamento de Estado.<\/p>\n<p>Outro ator na trag\u00e9dia \u00e9 o chefe da CIA, general David Petraeus, que, como comandante geral das opera\u00e7\u00f5es militares no Iraque, em 2004, trabalhou em estreita coordena\u00e7\u00e3o com Negroponte e Ford, na implementa\u00e7\u00e3o de um \u00abprograma de contrainsurg\u00eancia\u00bb, que era um disfarce para o apoio aos esquadr\u00f5es da morte iraquianos. Atualmente, a CIA apoia ativamente os rebeldes s\u00edrios, com uma s\u00e9rie de opera\u00e7\u00f5es encobertas, al\u00e9m de promover infiltra\u00e7\u00f5es nas For\u00e7as Armadas e nos servi\u00e7os de intelig\u00eancia do pa\u00eds. Na empreitada, a ag\u00eancia atua em coordena\u00e7\u00e3o com as suas contrapartes turcas.<\/p>\n<p>Nas palavras de Chossudovsky, tudo coincid\u00eancia!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma leitura atenta da crise pol\u00edtica, estrat\u00e9gica e humanit\u00e1ria na S\u00edria permite vislumbrar um paralelismo entre a intensifica\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mico-financeira global e a escalada dos clamores por uma interven\u00e7\u00e3o militar externa no conflito naquele pa\u00eds, onde for\u00e7as especiais, servi\u00e7os de intelig\u00eancia e mercen\u00e1rios estrangeiros j\u00e1 operam ostensivamente, juntamente com terroristas da Al-Qaida que participaram &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-3706","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-assuntos-internacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3706"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3706\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}