{"id":3674,"date":"2014-10-17T18:35:37","date_gmt":"2014-10-17T18:35:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=1206"},"modified":"2014-10-17T18:35:37","modified_gmt":"2014-10-17T18:35:37","slug":"governo-ensaia-volta-dos-grandes-reservatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/governo-ensaia-volta-dos-grandes-reservatorios\/","title":{"rendered":"Governo ensaia volta dos grandes reservat\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Diante do enorme risco de desabastecimento energ\u00e9tico, decorrente da grande estiagem deste ano e da queda da participa\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas na matriz de energia brasileira, o governo federal parece ter optado pela retomada das usinas com reservat\u00f3rios adequados. Segundo informa\u00e7\u00f5es do jornal <i>O Estado de S. Paulo <\/i>(29\/09\/2014), pelo menos tr\u00eas empreendimentos &#8211; dois em constru\u00e7\u00e3o e um em an\u00e1lise &#8211; dever\u00e3o operar com reservat\u00f3rios que permitam um maior ac\u00famulo de \u00e1gua (rebatizados como \u00abreservat\u00f3rios de regulariza\u00e7\u00e3o plurianual\u00bb), sugerindo uma revers\u00e3o do virtual banimento dos grandes reservat\u00f3rios, como concess\u00e3o \u00e0s press\u00f5es do movimento ambientalista.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Os empreendimentos em pauta s\u00e3o as usinas de Sinop, com pot\u00eancia de 400 megawatts, no rio Teles Pires, Mato Grosso; S\u00e3o Roque (146 MW), no rio Canoas, Santa Catarina; e Arraias (93 MW), no rio Palma, Tocantins. Estes projetos receber\u00e3o barragens que permitir\u00e3o um maior ac\u00famulo de \u00e1gua, ao contr\u00e1rio das numerosas usinas constru\u00eddas nas \u00faltimas d\u00e9cadas com reservat\u00f3rios insignificantes, chamadas \u00aba fio d&#8217;\u00e1gua\u00bb. Embora n\u00e3o tenham uma grande capacidade de gera\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de garantir uma oferta regular de energia por todo o ano, mesmo nas \u00e9pocas de seca, j\u00e1 que ser\u00e3o capazes de \u00abreter energia\u00bb nos per\u00edodos chuvosos, em forma de \u00e1gua.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">As novas barragens dever\u00e3o ser constru\u00eddas pr\u00f3ximo \u00e0s cabeceiras dos rios, permitindo a outras hidrel\u00e9tricas planejadas rio abaixo a se beneficiarem do mesmo recurso. \u00abVamos fazer tudo o que for poss\u00edvel, erguendo essas usinas onde tivermos condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e ambientais para isso (&#8230;). H\u00e1 outras possibilidades em rios no Norte do Pa\u00eds. Estamos estudando esses projetos.\u00bb, afirmou o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Energ\u00e9tico do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Altino Ventura Filho.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Contudo, previsivelmente, o governo j\u00e1 tem sido cobrado pelos impactos ambientais resultantes da retomada das grandes barragens. A pr\u00f3pria reportagem destaca este aspecto, observando que o alagamento de uma \u00e1rea maior tem a sua \u00abfatura ambiental\u00bb. O texto compara as novas usinas com a de Belo Monte, no rio Xingu, com uma pot\u00eancia total de 11.233 MW e um reservat\u00f3rio de 503 km\u00b2, contra 337 km\u00b2, no caso da usina de Sinop, no rio Teles Pires. E reconhece que, mesmo tendo uma pot\u00eancia de gera\u00e7\u00e3o muito superior, Belo Monte ser\u00e1 prejudicada pela aus\u00eancia de um reservat\u00f3rio maior (o projeto original previa uma \u00e1rea 2,5 vezes maior), fazendo com que a sua gera\u00e7\u00e3o caia drasticamente nas \u00e9pocas de estiagem, cerca de quatro meses por ano, para pouco mais de 1.000 MW, devido \u00e0 sua incapacidade de reter \u00e1gua suficiente para sustentar uma gera\u00e7\u00e3o maior.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Segundo a reportagem, a retomada dos empreendimentos com grandes reservat\u00f3rios \u00e9 um desejo da pr\u00f3pria presidente Dilma Rousseff, que defendeu a medida durante o F\u00f3rum Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, no ano passado. \u00abTemos de enfrentar o fato de que, se n\u00f3s continuarmos a fazer hidrel\u00e9tricas a fio d&#8217;\u00e1gua, se n\u00f3s continuarmos a ter essa arquitetura de hidrel\u00e9tricas, teremos aumento das t\u00e9rmicas\u00bb, disse a presidente, na ocasi\u00e3o.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Os entraves para o governo ampliar o n\u00famero de hidrel\u00e9tricas com grandes barragens est\u00e3o espelhados no Plano Decenal de Energia (PDE), documento elaborado pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), que apresenta as prioridades de expans\u00e3o do sistema el\u00e9tricos nos pr\u00f3ximos dez anos. A vers\u00e3o atual estabelece que, at\u00e9 2023, a capacidade instalada das hidrel\u00e9tricas subir\u00e1 36% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atual, de 87,6 mil MW &#8211; representando 67% do total gerado pelo sistema el\u00e9trico brasileiro, de 130,8 mil MW. No entanto, no mesmo per\u00edodo, a capacidade de armazenamento dos reservat\u00f3rios aumentar\u00e1 apenas 2%. Este aumento, contudo, pode ser maior, j\u00e1 que o PDE \u00e9 revisado anualmente, abrindo a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o do planejamento atual.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00c9 de se esperar que o governo que assumir\u00e1 em 2015 mantenha a determina\u00e7\u00e3o de colocar um ponto final na submiss\u00e3o ao ambientalismo-indigenismo, que tem sido a marca das \u00faltimas d\u00e9cadas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do enorme risco de desabastecimento energ\u00e9tico, decorrente da grande estiagem deste ano e da queda da participa\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas na matriz de energia brasileira, o governo federal parece ter optado pela retomada das usinas com reservat\u00f3rios adequados. Segundo informa\u00e7\u00f5es do jornal O Estado de S. 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