{"id":3653,"date":"2013-05-31T14:38:39","date_gmt":"2013-05-31T14:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=793"},"modified":"2013-05-31T14:38:39","modified_gmt":"2013-05-31T14:38:39","slug":"sinal-verde-para-reator-nuclear-multiproposito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/sinal-verde-para-reator-nuclear-multiproposito\/","title":{"rendered":"Sinal verde para reator nuclear multiprop\u00f3sito"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\">No \u00faltimo dia 5 de maio, foi assinado, na sede da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no Rio de Janeiro, o contrato entre a Rede de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (REDETEC) e a empresa tecnol\u00f3gica argentina INVAP, dando a largada para a constru\u00e7\u00e3o do reator nuclear multiprop\u00f3sito brasileiro, conhecido pela sigla RMB. O contrato se deu no \u00e2mbito dos acordos de coopera\u00e7\u00e3o binacional para o desenvolvimento de usos pac\u00edficos da energia nuclear, firmados por Christina Kischner e Luis In\u00e1cio Lula da Silva, em fevereiro de 2008. O contrato, com prazo de 12 meses e valor de R$ 24,7 milh\u00f5es, refere-se \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do projeto b\u00e1sico dos itens e sistemas nucleares do reator. Os recursos ser\u00e3o garantidos pelo conv\u00eanio entre a Ag\u00eancia Brasileira de Inova\u00e7\u00e3o (FINEP), a REDETEC e a CNEN. (DefesaNet, 7\/05\/2013).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Trata-se de um passo importante do projeto RMB, estabelecido como meta do Plano de A\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, em 2007, com um or\u00e7amento total de R$ 500 milh\u00f5es. O equipamento ter\u00e1 m\u00faltiplas finalidades, incluindo a produ\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos para uso na medicina nuclear (para aplica\u00e7\u00e3o em exames e tratamentos para diversos tipos de c\u00e2ncer), al\u00e9m de pesquisas com produ\u00e7\u00e3o de energia nuclear, na agricultura, ind\u00fastria, desenvolvimento de materiais e meio ambiente (Ag\u00eancia O Globo, 7\/02\/2013).<\/p>\n<p align=\"LEFT\">O Brasil possui atualmente quatro reatores de pesquisa em opera\u00e7\u00e3o, que atendem apenas a uma fra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional de radiois\u00f3topos, sendo o principal o reator IEA-R1, instalado no Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (IPEN), em S\u00e3o Paulo (SP). Anualmente, s\u00e3o realizados cerca de 1,5 milh\u00e3o de procedimentos com radiof\u00e1rmacos, sendo que mais de 80% empregam o tecn\u00e9cio-99, um radiois\u00f3tipo derivado do molibd\u00eanio-99, que n\u00e3o \u00e9 produzido pelos reatores brasileiros.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Al\u00e9m do gasto de divisas, o problema da depend\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos ficou evidenciado em 2009, quando o reator canadense que \u00e9 o principal fornecedor do Brasil teve uma paralisa\u00e7\u00e3o n\u00e3o programada, ao mesmo tempo em que os reatores da B\u00e9lgica e da Holanda tamb\u00e9m foram desligados. Ainda que o problema tenha sido amenizado, com a compra de excedentes da Argentina e da \u00c1frica do Sul, isto n\u00e3o foi suficiente para evitar a crise de abastecimento que atingiu a medicina nuclear naquele ano.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Com o RMB, o Pa\u00eds ficar\u00e1 livre de problemas do g\u00eanero. A estimativa \u00e9 que o reator proporcione uma economia de R$ 30 milh\u00f5es anuais com a importa\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos, a qual ser\u00e1 suficiente para pagar o investimento em 20 anos. Segundo o cronograma do projeto, o reator dever\u00e1 ficar pronto em 2017 e ter\u00e1 uma vida \u00fatil de 50 anos.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Al\u00e9m de proporcionar a autonomia na produ\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos (o que incluir\u00e1 o Brasil num seleto clube de pa\u00edses que inclui o Canad\u00e1, Argentina, \u00c1frica do Sul, Holanda, B\u00e9lgica e Fran\u00e7a), o RMB tamb\u00e9m permitir\u00e1 grandes contribui\u00e7\u00f5es ao projeto do submarino nuclear nacional. Segundo o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Jos\u00e9 Augusto Perrotta,<\/p>\n<p align=\"LEFT\">o RMB ter\u00e1 uma grande aplica\u00e7\u00e3o social para o pa\u00eds&#8230; o seu fluxo de n\u00eautrons de grande intensidade ir\u00e1 testar combust\u00edveis e materiais usados nos reatores de gera\u00e7\u00e3o de energia e de propuls\u00e3o, dando seguran\u00e7a a esses projetos e garantindo a continuidade no desenvolvimento do conhecimento nuclear do pa\u00eds. Por fim, ele abrigar\u00e1 um laborat\u00f3rio de uso de feixe de n\u00eautrons em pesquisas de materiais usados em diversos setores da economia em complemento ao Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncroton.<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Perrotta destacou ainda que, como o RMB ser\u00e1 constru\u00eddo junto ao Centro Experimental Aramar da Marinha, em Iper\u00f3 (SP), onde o prot\u00f3tipo do reator do submarino nuclear est\u00e1 sendo desenvolvido, o novo reator ajudar\u00e1 no desenvolvimento e teste de materiais e combust\u00edveis que ser\u00e3o empregados no submarino. Por isso, a decis\u00e3o de implementar o projeto do RMB se reveste da maior relev\u00e2ncia para o Pa\u00eds, demonstrando uma vontade pol\u00edtica que precisa, urgentemente, ser estendida a outras \u00e1reas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 5 de maio, foi assinado, na sede da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no Rio de Janeiro, o contrato entre a Rede de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (REDETEC) e a empresa tecnol\u00f3gica argentina INVAP, dando a largada para a constru\u00e7\u00e3o do reator nuclear multiprop\u00f3sito brasileiro, conhecido pela sigla &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-3653","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia-e-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3653\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}