{"id":3648,"date":"2012-07-13T17:22:42","date_gmt":"2012-07-13T17:22:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=494"},"modified":"2012-07-13T17:22:42","modified_gmt":"2012-07-13T17:22:42","slug":"ciencia-informa-carbono-e-bom-para-o-reino-vegetal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/ciencia-informa-carbono-e-bom-para-o-reino-vegetal\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia informa: carbono \u00e9 bom para o reino vegetal"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Como tem ocorrido com frequ\u00eancia, quando observada com os devidos crit\u00e9rios de precis\u00e3o e honestidade cient\u00edfica, a natureza voltou a contrariar o discurso catastrofista do ambientalismo radical. Um estudo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 28 de junho da revista\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0sugere que grande parte das savanas da \u00c1frica poder\u00e1 se converter em florestas at\u00e9 o final do s\u00e9culo, como resultado do aumento das concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera. O estudo, realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisas Clim\u00e1ticas e de Biodiversidade da Universidade Goethe de Frankfurt, Alemanha, afirma que a maior presen\u00e7a de CO2 na atmosfera est\u00e1 fertilizando as plantas, ampliando a cobertura vegetal no interior do continente africano.<\/p>\n<p align=\"left\">Os resultados do estudo contrariam as alega\u00e7\u00f5es habituais dos ambientalistas, segundo as quais as plantas n\u00e3o demonstrariam rea\u00e7\u00f5es significativas ao aumento das concentra\u00e7\u00f5es do CO2 atmosf\u00e9rico. \u00abTodavia, a maioria desses estudos foi conduzida nos ecossistemas no Norte [do planeta] ou em esp\u00e9cies comercialmente importantes\u00bb, explica Steven Higgins, autor principal da pesquisa conduzida pelo Centro de Pesquisas Clim\u00e1ticas e de Biodiversidade da Universidade Goethe de Frankfurt (Biodiversit\u00e4t und Klima Forschungszentrum, Goethe University Frankfurt, 28\/06\/2012).<\/p>\n<p align=\"left\">\u00abDe fato, apenas um estudo investigou como as plantas da savana ir\u00e3o responder \u00e0s mudan\u00e7as na concentra\u00e7\u00e3o de CO2, e este estudo mostrou que as \u00e1rvores da savana estiveram essencialmente famintas sob as concentra\u00e7\u00f5es pr\u00e9-industriais de di\u00f3xido de carbono, e que o seu crescimento tem realmente decolado em concord\u00e2ncia com as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 que temos experimentado atualmente\u00bb, afirmou Higgins.<\/p>\n<p align=\"left\">Segundo o estudo, uma regi\u00e3o originalmente de savana se torna uma floresta quando um ponto limiar de concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera \u00e9 ultrapassado, sendo que cada regi\u00e3o de savana tem o seu pr\u00f3prio ponto cr\u00edtico. Com isto, o estudo prev\u00ea que esta transi\u00e7\u00e3o de savanas para florestas n\u00e3o ocorrer\u00e1 de maneira sincronizada ou homog\u00eanea em toda a \u00c1frica.<\/p>\n<p align=\"left\">Entretanto, em uma demonstra\u00e7\u00e3o da enorme influ\u00eancia da ideologia ambientalista nos meios cient\u00edficos, os pesquisadores fazem v\u00e1rias concess\u00f5es (que lembram as cita\u00e7\u00f5es de Marx, Engels, L\u00eanin e at\u00e9 St\u00e1lin, obrigat\u00f3rias em qualquer publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na extinta URSS), ao sugerir que a maior presen\u00e7a de CO2 na atmosfera pode constituir-se em problema, na medida em que poder\u00e1 gerar desequil\u00edbrios com impactos na biodiversidade. Na vis\u00e3o dos pesquisadores, a convers\u00e3o das savanas em florestas pode extinguir faunas e a floras \u00fanicas, o que transformaria o aumento das emiss\u00f5es de carbono em uma amea\u00e7a a mais contra a biodiversidade, somando-se ao excesso de pastoreio e \u00e0 agricultura como fatores de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies selvagens.<\/p>\n<p align=\"left\">Evidentemente, a retomada das savanas africanas pela floresta n\u00e3o \u00e9 um determinismo, mas apenas aponta uma possibilidade cient\u00edfica resultante de evid\u00eancias observadas &#8211; ao contr\u00e1rio do que ocorre com a quase totalidade dos fen\u00f4menos atribu\u00eddos ao ac\u00famulo de CO2 na atmosfera. N\u00e3o obstante, em lugar de destacar o fato de que mais carbono na atmosfera implica em um aumento da fertilidade do solo, com importantes reflexos potenciais, inclusive, para a agricultura e a silvicultura, os autores preferem pagar o tributo ao dogma ambientalista prevalecente, contribuindo para alimentar a ideia err\u00f4nea de o di\u00f3xido de carbono \u00e9 um \u00abvil\u00e3o ambiental\u00bb, quando, em verdade, trata-se do g\u00e1s da vida. Seguramente, se as \u00e1rvores pudessem falar, o grito das florestas seria: \u00abViva o CO2!\u00bb<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como tem ocorrido com frequ\u00eancia, quando observada com os devidos crit\u00e9rios de precis\u00e3o e honestidade cient\u00edfica, a natureza voltou a contrariar o discurso catastrofista do ambientalismo radical. 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