{"id":358,"date":"2012-09-21T15:06:41","date_gmt":"2012-09-21T15:06:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=358"},"modified":"2012-09-21T15:06:41","modified_gmt":"2012-09-21T15:06:41","slug":"eua-estabilidade-mutua-assegurada-tera-chance-contra-piromaniacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/eua-estabilidade-mutua-assegurada-tera-chance-contra-piromaniacos\/","title":{"rendered":"EUA: &quot;Estabilidade M\u00fatua Assegurada&quot; ter\u00e1 chance contra piroman\u00edacos?"},"content":{"rendered":"<p>Os altos custos das invas\u00f5es militares do Afeganist\u00e3o e do Iraque, tanto em recursos financeiros, como materiais e humanos, agregados ao aprofundamento da crise global e, n\u00e3o menos, a decis\u00e3o da R\u00fassia de Vladimir Putin, de fortalecer e repotencializar as suas For\u00e7as Armadas, est\u00e3o sinalizando limites para a militariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es exteriores dos EUA. Tais fatos est\u00e3o se combinando para abrir uma janela de oportunidade para a discuss\u00e3o de uma agenda internacional menos agressiva para o pa\u00eds, em substitui\u00e7\u00e3o ao supremacismo militarista favorecido pelos grupos belicistas que t\u00eam dominado a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas em Washington, desde a implos\u00e3o da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>O resultado do embate entre essas duas posi\u00e7\u00f5es tende a influenciar, de forma determinante, as perspectivas de reconstru\u00e7\u00e3o das bases para o estabelecimento de um princ\u00edpio de autoridade necess\u00e1rio \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do caos que se espalha pelo planeta, como observou Lorenzo Carrasco, na edi\u00e7\u00e3o de 15 de agosto desta Resenha.<\/p>\n<p>Em lugar da confronta\u00e7\u00e3o militar permanente, um ambiente de coopera\u00e7\u00e3o baseado no \u00abenredamento\u00bb, conceito do qual um dos elementos centrais \u00e9 uma \u00abinterdepend\u00eancia ben\u00e9fica\u00bb. Em vez da \u00abdestrui\u00e7\u00e3o m\u00fatua assegurada\u00bb da Guerra Fria, uma nova estrat\u00e9gia baseada na \u00abestabilidade m\u00fatua assegurada\u00bb, que favore\u00e7a uma integra\u00e7\u00e3o pac\u00edfica nas esferas econ\u00f4mica, pol\u00edtica e diplom\u00e1tica, entre os EUA e as demais na\u00e7\u00f5es dotadas de armamentos nucleares, especialmente, a Federa\u00e7\u00e3o Russa. Esta \u00e9 a ess\u00eancia das propostas de um rec\u00e9m divulgado, audacioso e inovador estudo elaborado pelo Conselho Assessor de Seguran\u00e7a Internacional (ISAB) do Departamento de Estado dos EUA.<\/p>\n<p>Intitulado <em>\u00abRelat\u00f3rio sobre Estabilidade M\u00fatua Assegurada: componentes essenciais e a\u00e7\u00f5es de curto prazo\u00bb<\/em>, o documento foi oficialmente apresentado em 14 de agosto, em Washington, tendo sido elaborado por um grupo de estudo encabe\u00e7ado pelo cientista pol\u00edtico Dr. Graham Allison, um veterano integrante do<em> Establishment<\/em> de pol\u00edtica exterior estadunidense, atualmente, professor da Escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard. Embora o texto ressalte que as conclus\u00f5es do estudo n\u00e3o representam uma posi\u00e7\u00e3o oficial do Departamento de Estado ou do governo estadunidense, o mero fato de ter sido encomendado ao ISAB \u00e9 um indicador das \u00absegundas opini\u00f5es\u00bb que t\u00eam sido discutidas no \u00e2mbito do Establishment, como alternativas \u00e0 postura confrontacional favorecida pelos seus setores mais belicosos. Por sua vez, o ISAB n\u00e3o \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o acad\u00eamico, sendo chefiado pelo ex-secret\u00e1rio de Defesa William Perry (governo Clinton) e tendo entre os seus membros pesos pesados como o general Brent Scowcroft, ex-conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos governos Gerald Ford e George H.W. Bush.<\/p>\n<p>Logo de in\u00edcio, o documento define o objetivo do estudo:<\/p>\n<blockquote><p>O Conselho Assessor de Seguran\u00e7a Internacional (ISAB) foi solicitado a elaborar um estudo sobre como os EUA poderiam perseguir e administrar uma transi\u00e7\u00e3o, de um mundo de destrui\u00e7\u00e3o m\u00fatua assegurada a um mundo de estabilidade m\u00fatua assegurada, caracterizado por Estados crescentemente interdependentes, que tenham incentivos para cooperar em assuntos pol\u00edticos, militares e econ\u00f4micos, reduzindo-se a necessidade de enfoques adversariais para a administra\u00e7\u00e3o dos desafios de seguran\u00e7a. Entre os t\u00f3picos que o ISAB foi solicitado a examinar e avaliar, nesta \u00e1rea, encontram-se: os poss\u00edveis componentes da estabilidade m\u00fatua assegurada e o que os EUA necessitam ver acontecer, para ter a confian\u00e7a para considerar um n\u00famero muito baixo e, eventualmente, concordar com a elimina\u00e7\u00e3o das armas nucleares.<\/p><\/blockquote>\n<p>A proposta de redu\u00e7\u00e3o da necessidade de \u00abenfoques adversariais para a administra\u00e7\u00e3o dos desafios de seguran\u00e7a\u00bb e a simples sugest\u00e3o de uma eventual elimina\u00e7\u00e3o das armas nucleares j\u00e1 s\u00e3o, por si mesmas, \u00abher\u00e9ticas\u00bb, tratando-se de um documento elaborado por mentes acostumadas a considerar o poderio militar e econ\u00f4mico dos EUA como os principais vetores de formula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa do pa\u00eds. De fato, o estudo define que o conjunto de propostas elaborado tem como objetivo a obten\u00e7\u00e3o de um \u00abestado final desejado\u00bb, assim definido:<\/p>\n<blockquote><p>Um relacionamento entre na\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es internacionais (como a Uni\u00e3o Europeia), em que as armas nucleares n\u00e3o sejam mais uma caracter\u00edstica central para a sua seguran\u00e7a, a deterr\u00eancia baseada na destrui\u00e7\u00e3o nuclear n\u00e3o seja mais necess\u00e1ria e a probabilidade de uma guerra nuclear seja considerada remota, porque o seu interrelacionamento seja livre de grandes t\u00f3picos chave de seguran\u00e7a, como elementos ideol\u00f3gicos e territoriais ou a competi\u00e7\u00e3o por recursos naturais, e os benef\u00edcios de uma integra\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, nas esferas econ\u00f4mica, pol\u00edtica e diplom\u00e1tica, proporcionem um contrapeso \u00e0s vantagens percebidas do conflito nuclear.<\/p><\/blockquote>\n<p>Um dos conceitos fundamentais que orienta o enfoque proposto \u00e9 o \u00abenredamento\u00bb ou \u00abenvolvimento\u00bb, dependendo de como se traduza a palavra inglesa <em>entanglement<\/em>, introduzido pelo general da reserva dos Fuzileiros Navais James Cartwright, que foi vice-chefe do Estado-Maior Conjunto e o \u00fanico oficial da arma a ter chefiado o Comando Estrat\u00e9gico (Stratcom), que controla o arsenal nuclear estadunidense.<\/p>\n<p>Em 26 de junho \u00faltimo, em uma confer\u00eancia na Universidade Johns Hopkins, Cartwright afirmou que o conceito j\u00e1 havia sido proposto durante a pr\u00f3pria Guerra Fria, como alternativa \u00e0 \u00abdestrui\u00e7\u00e3o m\u00fatua assegurada\u00bb. Referindo-se \u00e0 R\u00fassia, ele disse que, \u00abse as nossas economias estiverem devidamente embricadas, se as nossas defesas estiverem embricadas, a probabilidade de que entremos em conflito seria bastante reduzida\u00bb.<\/p>\n<p>Para Cartwright, a quest\u00e3o principal para os EUA \u00e9 ter um olhar abrangente sobre os acontecimentos mundiais, que proporcione a adaptabilidade e a \u00abalavancagem\u00bb sobre amigos e aliados, de modo a reduzir os conflitos. \u00abO problema \u00e9, como dar a partida nisto?\u00bb, perguntou. E a resposta, para ele, n\u00e3o passa pelas armas nucleares.<\/p>\n<p>Cartwright lamentou que as decis\u00f5es sobre a moderniza\u00e7\u00e3o do arsenal nuclear estadunidense estejam sendo tomadas sem grandes discuss\u00f5es sobre a estrat\u00e9gia mais conveniente para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como o estudo tem a R\u00fassia como o principal pa\u00eds alvo, ele conclui com uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es sobre passos necess\u00e1rios para estabelecer um ambiente favor\u00e1vel \u00e0 proposta geral. Entre elas, destacam-se iniciativas de coopera\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas econ\u00f4mica, seguran\u00e7a p\u00fablica e sa\u00fade, como:<\/p>\n<blockquote><p>14. Aumentar a interdepend\u00eancia e os investimentos EUA-R\u00fassia, inclusive, abolindo as restri\u00e7\u00f5es Jackson-Vanik [aprovadas pelo Congresso em 1974, impondo limita\u00e7\u00f5es ao com\u00e9rcio com pa\u00edses comunistas &#8211; n.e.]; (&#8230;)<\/p>\n<p>15. Expandir a colabora\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia para deter o tr\u00e1fico de drogas do e atrav\u00e9s do Afeganist\u00e3o; desenvolver colabora\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o de estilos de vida saud\u00e1veis;<\/p>\n<p>16. Desenvolver colabora\u00e7\u00f5es adicionais com a R\u00fassia, na \u00e1rea de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as infecciosas (p.ex., tuberculose).<\/p><\/blockquote>\n<p>O grande obst\u00e1culo para que a \u00abestabilidade m\u00fatua assegurada\u00bb ganhe for\u00e7a dentro do <em>Establishment<\/em> estadunidense \u00e9 a supremacia &#8211; at\u00e9 agora incontestada &#8211; da intrincada teia de interesses m\u00fatuos que envolve o \u00abcomplexo de seguran\u00e7a nacional\u00bb, o sistema financeiro e o Congresso, consolidada em uma aut\u00eantica institui\u00e7\u00e3o com vida pr\u00f3pria e voltada quase exclusivamente para a sua autopreserva\u00e7\u00e3o. Neste contexto, os conceitos de \u00abseguran\u00e7a\u00bbou \u00abdefesa\u00bb que orientam este leviat\u00e3 e t\u00eam condicionado a pol\u00edtica exterior estadunidense t\u00eam muito mais a ver com a seguran\u00e7a e a defesa da institui\u00e7\u00e3o, do que com amea\u00e7as externas ao pa\u00eds. N\u00e3o por acaso, os gastos militares dos EUA, consideradas todas as rubricas, j\u00e1 superam a casa do trilh\u00e3o de d\u00f3lares, quase o dobro dos or\u00e7amentos militares de todos os demais pa\u00edses do planeta juntos. Por conseguinte, talvez, somente o peso da realidade imposto pela crescente rela\u00e7\u00e3o custo\/benef\u00edcio de tais gastos improdutivos e pelos impactos negativos da cada vez mais vis\u00edvel transforma\u00e7\u00e3o dos EUA em um Estado policial-militar, possa, futuramente, criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma mudan\u00e7a de rumo. Mas, seja como for, esse complexo de interesses espec\u00edficos n\u00e3o abrir\u00e1 m\u00e3o dos seus \u00abprivil\u00e9gios adquiridos\u00bb com facilidade.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u00abFrom Russia with Love\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto isso, na R\u00fassia, o presidente Vladimir Putin tem dado grande \u00eanfase na moderniza\u00e7\u00e3o, tanto das For\u00e7as Armadas como do setor industrial de defesa, considerados como um fator crucial da estrat\u00e9gia de desenvolvimento do pa\u00eds. Em um discurso proferido perante o Conselho de Seguran\u00e7a, em 31 de agosto, Putin destacou a absoluta prioridade conferida ao assunto, anunciando investimentos equivalentes a 750 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, em reequipamento e moderniza\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas, nos pr\u00f3ximos dez anos. Uma parcela consider\u00e1vel destes recursos ser\u00e1 destinada \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica das empresas do setor, muitas delas, segundo ele, \u00abainda est\u00e3o no s\u00e9culo passado\u00bb e \u00abperderam v\u00e1rios ciclos de moderniza\u00e7\u00e3o\u00bb (Kremlin, 4\/09\/2012).<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o, Putin enfatizou o enfoque defendido pelo vice-premier Dmitri Rogozin, de que o setor industrial-militar deve funcionar como uma \u00ablocomotiva\u00bb para a economia como um todo, ou, no m\u00ednimo, como um nicho para a preserva\u00e7\u00e3o de capacidades t\u00e9cnicas e pessoal qualificado, em especial, diante das press\u00f5es oriundas das importa\u00e7\u00f5es (a R\u00fassia acaba de ser admitida na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio) e dos cortes or\u00e7ament\u00e1rios exigidos pelas pol\u00edticas de austeridade financeira.<\/p>\n<p>De uma forma que levantou algumas sobrancelhas, no pa\u00eds e no exterior, Putin fez uma compara\u00e7\u00e3o com da situa\u00e7\u00e3o atual com a dos c\u00e9lebres planos quinquenais da d\u00e9cada de 1930: \u00abEm s\u00edntese, n\u00f3s teremos que modernizar toda a nossa ind\u00fastria de defesa e a maneira em como ela funciona, e efetuar o mesmo tipo de impulso de moderniza\u00e7\u00e3o abrangente e vigoroso que se conseguiu na d\u00e9cada de 1930.\u00bb<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o significa, disse ele, que o pa\u00eds n\u00e3o possa recorrer \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de tecnologia, mas isto n\u00e3o pode se limitar \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de linhas de montagem e componentes estrangeiros. Ao contr\u00e1rio, ressaltou, \u00aba R\u00fassia deve desenvolver ciclos de produ\u00e7\u00e3o completos, desde o desenvolvimento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em massa e ao fornecimento de pe\u00e7as sobressalentes. Esta \u00e9 a garantia da nossa seguran\u00e7a nacional, tecnol\u00f3gica e de defesa\u00bb.<\/p>\n<p>Vale observar que esse impulso de moderniza\u00e7\u00e3o da tecnologia dever\u00e1 ser, em grande medida, orientado pelo desenvolvimento de armamentos baseados em \u00abnovos princ\u00edpios f\u00edsicos\u00bb, como afirmou publicamente, em mar\u00e7o \u00faltimo, o ministro da Defesa Anatoly Serdyukov, ainda antes da posse de Putin na Presid\u00eancia. Entre tais princ\u00edpios, ele mencionou as \u00abarmas de energia direta, armas geof\u00edsicas, armas de energia de ondas, armas gen\u00e9ticas e armas psicotr\u00f4nicas\u00bb (Novosti, 22\/\/03\/2012).<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha oferecido defini\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, o ministro deixou claro que o pa\u00eds pretende retomar a sua antiga tradi\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia nas \u00e1reas de fronteira do conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, evitando os erros da era sovi\u00e9tica, em que tais avan\u00e7os na tecnologia militar n\u00e3o se traduziam em benef\u00edcios correspondentes na ind\u00fastria civil.<\/p>\n<p>No mesmo diapas\u00e3o, em 3 de setembro, o chefe das For\u00e7as de M\u00edsseis Estrat\u00e9gicos, coronel-general Sergei Karakayev, anunciou que at\u00e9 2018 o pa\u00eds dispor\u00e1 de um novo m\u00edssil intercontinental capaz de penetrar no sistema de defesa antim\u00edsseis que os EUA pretendem instalar na Europa (Novosti, 3\/09\/2012). A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 uma resposta \u00e0 insist\u00eancia estadunidense de implantar o sistema antim\u00edsseis, que, embora oficialmente voltado contra a suposta amea\u00e7a de m\u00edsseis do Ir\u00e3, \u00e9 vox populi orientado contra a Federa\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Precisamente, \u00e9 essa escalada de medidas e contramedidas, que lembra as pr\u00e1ticas correntes na Guerra Fria, que a ado\u00e7\u00e3o da \u00abestabilidade m\u00fatua assegurada\u00bb nas pol\u00edticas dos EUA poderia evitar. Mas, para tanto, a bola est\u00e1 muito mais com Washington do que com Moscou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os altos custos das invas\u00f5es militares do Afeganist\u00e3o e do Iraque, tanto em recursos financeiros, como materiais e humanos, agregados ao aprofundamento da crise global e, n\u00e3o menos, a decis\u00e3o da R\u00fassia de Vladimir Putin, de fortalecer e repotencializar as suas For\u00e7as Armadas, est\u00e3o sinalizando limites para a militariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es exteriores dos EUA. 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