{"id":281,"date":"2011-12-02T17:20:43","date_gmt":"2011-12-02T17:20:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=281"},"modified":"2011-12-02T17:20:43","modified_gmt":"2011-12-02T17:20:43","slug":"ue-assegura-extensao-do-mercado-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/ue-assegura-extensao-do-mercado-de-carbono\/","title":{"rendered":"UE assegura extens\u00e3o do mercado de carbono"},"content":{"rendered":"<p>Um mercado que movimenta valores da ordem de 120 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, n\u00e3o se pode permitir que seja prejudicado pelo fato de que a sua fundamenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tem a consist\u00eancia do com\u00e9rcio de \u00e1gua da chuva engarrafada, nem, tampouco, pela total aus\u00eancia de base cient\u00edfica para a sua principal <em>commodity<\/em>. Por estes motivos, a Uni\u00e3o Europeia (UE) tratou de assegurar que, independentemente dos desdobramentos da 17\u00aa. Confer\u00eancia das Partes sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas das Na\u00e7\u00f5es Unidas (COP-17), que est\u00e1 sendo realizada em Durban, \u00c1frica do Sul, o seu poderoso mercado de cr\u00e9ditos de carbono, o Emissions Trade Scheme (ETS), ser\u00e1 estendido at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Ou seja, como \u00e9 dado como certo que a confer\u00eancia n\u00e3o produzir\u00e1 qualquer acordo vinculante para a substitui\u00e7\u00e3o do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, que comprometa a maioria das economias industrializadas e em desenvolvimento em um esquema global de limita\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es de carbono, a UE deixa o meio ambiente de lado para se preocupar com o <em>\u00abbusiness\u00bb<\/em>. \u00abN\u00f3s podemos construir a ponte para o futuro por meio de um segundo acordo nesse per\u00edodo. Mas isso s\u00f3 far\u00e1 sentido se os pa\u00edses que representam 85% [das emiss\u00f5es globais] estiverem dispostos a assinar um compromisso em um futuro pr\u00f3ximo\u00bb, afirmou a comiss\u00e1ria europeia para A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica, Connie Hedegaard (Reuters, 31\/10\/2011).<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar as perspectivas do ETS, a UE pretende estender unilateralmente o regime de cotas de carbono \u00e0s empresas a\u00e9reas que operam no continente, que, a partir de janeiro de 2012, ser\u00e3o obrigadas a respeitar limites de emiss\u00f5es &#8211; e, por conseguinte, a recorrer ao mercado de cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, a inexist\u00eancia de um acordo abrangente est\u00e1 reduzindo o volume de investimentos no mercado de carbono, em um processo que se soma aos efeitos da crise econ\u00f4mica e financeira no continente, com o efeito combinado de que a cota\u00e7\u00e3o do carbono caiu, no final de novembro, ao n\u00edvel mais baixo desde a cria\u00e7\u00e3o do ETS, 7,68 euros por tonelada de carbono.<\/p>\n<p>A mesma tend\u00eancia se verifica com os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), cujo volume de investimentos caiu para 1,5 bilh\u00e3o de d\u00f3lares, no ano passado, contra 2,7 bilh\u00f5es, em 2009, e 6,5 bilh\u00f5es, em 2008. \u00abO mercado em geral espera que os MDL continuem, ainda que n\u00e3o esperemos que a clareza sobre o seu futuro seja definida em Durban\u00bb, afirmou em Londres Trevor Sikorski, diretor de pesquisa sobre mercados de carbono da Barclays Capital (Reuters, 31\/10\/2011).<\/p>\n<p>A despeito desses esfor\u00e7os, tais incertezas, agregadas aos questionamentos cada vez maiores aos cen\u00e1rios clim\u00e1ticos alarmistas, em especial, na Europa e na Am\u00e9rica do Norte (no Brasil, como certas inclina\u00e7\u00f5es de ordem cultural costumam tardar em chegar, o \u00abaquecimentismo\u00bb ainda \u00e9 prevalecente) e, possivelmente, aos invernos mais rigorosos que parecem estar a caminho nos pr\u00f3ximos anos, poder\u00e3o resfriar tamb\u00e9m os \u00e2nimos e apetites dos investidores \u00abcarb\u00f4nicos\u00bb. De nossa parte, preferimos recomendar investimentos em atividades verdadeiramente produtivas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um mercado que movimenta valores da ordem de 120 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, n\u00e3o se pode permitir que seja prejudicado pelo fato de que a sua fundamenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tem a consist\u00eancia do com\u00e9rcio de \u00e1gua da chuva engarrafada, nem, tampouco, pela total aus\u00eancia de base cient\u00edfica para a sua principal commodity. 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