{"id":1412,"date":"2014-07-29T02:42:27","date_gmt":"2014-07-29T02:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.msia.org.br\/?p=1412"},"modified":"2014-07-29T02:42:27","modified_gmt":"2014-07-29T02:42:27","slug":"cem-anos-apos-a-i-guerra-mundial-quem-quer-outro-conflito-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/cem-anos-apos-a-i-guerra-mundial-quem-quer-outro-conflito-global\/","title":{"rendered":"Cem anos ap\u00f3s a I Guerra Mundial, quem quer outro conflito global?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/I-GM-Neville-Woodroffe.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1413\" title=\"I-GM-Neville-Woodroffe\" src=\"http:\/\/www.msia.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/I-GM-Neville-Woodroffe.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/I-GM-Neville-Woodroffe.png 620w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/I-GM-Neville-Woodroffe-300x168.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">A segunda-feira 28 de julho marca o centen\u00e1rio do in\u00edcio da I Guerra Mundial (1914-1918). Al\u00e9m dos 19 milh\u00f5es de mortos, entre militares e civis, o conflito &#8211; um dos mais sangrentos da Hist\u00f3ria &#8211; teve profundas consequ\u00eancias pol\u00edticas e socioecon\u00f4micas, que alteraram drasticamente o mapa pol\u00edtico da Europa (e, em menor escala, da \u00c1frica e da \u00c1sia), al\u00e9m de criar condi\u00e7\u00f5es para a prolifera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias epidemias e pandemias entre as popula\u00e7\u00f5es debilitadas, que, nos anos seguintes, vitimaram outras dezenas de milh\u00f5es de pessoas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Ap\u00f3s um s\u00e9culo, ainda n\u00e3o \u00e9 tarefa simples entender como o assassinato do herdeiro do Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro e sua esposa, por um estudante s\u00e9rvio radical, numa rua de Sarajevo, em 28 de junho de 1914, se desdobrou, em apenas 30 dias, em uma r\u00e1pida sequ\u00eancia de declara\u00e7\u00f5es de guerra entre as principais pot\u00eancias europeias. O resultado foi o sangrento confronto que, nos quatro anos e meio seguintes, devastaria o continente e o privaria de uma parcela consider\u00e1vel da nata da sua juventude (apenas a Alemanha perdeu 17% da sua popula\u00e7\u00e3o masculina em idade produtiva, contra 10,5% da Fran\u00e7a). Dos 60 milh\u00f5es de militares europeus mobilizados, 8 milh\u00f5es morreram, 7 milh\u00f5es sofreram mutila\u00e7\u00f5es incapacitantes e 15 milh\u00f5es sofreram outros ferimentos graves.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">As ra\u00edzes da trag\u00e9dia remontam \u00e0s alian\u00e7as articuladas pelas pot\u00eancias europeias no s\u00e9culo XIX, com o objetivo de manter um equil\u00edbrio de poder entre si, agravadas pela escalada armamentista entre os imp\u00e9rios alem\u00e3o e brit\u00e2nico e por uma s\u00e9rie de conflitos regionais nos B\u00e1lc\u00e3s, envolvendo o Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro, a S\u00e9rvia e o Imp\u00e9rio Otomano (nenhum dos quais sobreviveria ao conflito em sua forma anterior). No entanto, a dimens\u00e3o colossal e inesperada que o embate viria a tomar decorreu de uma pletora de erros de avalia\u00e7\u00e3o e julgamento, por parte das principais lideran\u00e7as pol\u00edticas e militares dos futuros beligerantes &#8211; de um lado, Fran\u00e7a, Reino Unido e R\u00fassia; do outro, Alemanha e \u00c1ustria-Hungria. Em especial, todos fizeram os seus planos e c\u00e1lculos com base nas guerras do s\u00e9culo anterior, desconsiderando os poss\u00edveis impactos dos avan\u00e7os na tecnologia b\u00e9lica &#8211; metralhadoras, avi\u00f5es, artilharia de longo alcance etc. &#8211; sobre unidades de infantaria treinadas de acordo com t\u00e1ticas adequadas \u00e0 \u00e9poca das cargas de cavalaria e dos mosquet\u00f5es de um \u00fanico tiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Cem anos depois, o grupo de sociopatas piroman\u00edacos que controla a estrutura de poder hegem\u00f4nico consolidada a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, nucleada em Washington e Nova York, com importantes ramifica\u00e7\u00f5es em Londres, Bruxelas e Tel Aviv, se mostra inclinado a adotar a op\u00e7\u00e3o \u00abfogo no circo\u00bb, em um esfor\u00e7o para a revers\u00e3o do seu vis\u00edvel decl\u00ednio como for\u00e7a hegem\u00f4nica. Em sua insanidade, tais c\u00edrculos n\u00e3o se melindram com a possibilidade de provocar um novo conflito de grandes propor\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias imprevis\u00edveis para todo o planeta. Ao contr\u00e1rio, esta parece ser a sua inten\u00e7\u00e3o ostensiva, a julgar pela escalada de provoca\u00e7\u00f5es desfechada contra a Federa\u00e7\u00e3o Russa, em torno da crise na Ucr\u00e2nia, agravada com a derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines sobre a regi\u00e3o conflagrada, em paralelo com a nova &#8211; e, como de h\u00e1bito, sangrenta &#8211; investida militar de Israel contra Gaza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Como afirma o soci\u00f3logo e historiador estadunidense Immanuel Wallerstein, em um coment\u00e1rio publicado em seu s\u00edtio, em 15 de julho:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">O problema b\u00e1sico \u00e9 que os EUA est\u00e3o, e j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, em decad\u00eancia geopol\u00edtica. E n\u00e3o gostam disto. Em realidade, n\u00e3o o aceitam. Certamente, n\u00e3o sabem como manejar este fato, ou seja, minimizar as perdas para os EUA. Ent\u00e3o, continuam tentando restaurar o que \u00e9 irrestaur\u00e1vel &#8211; a \u00ablideran\u00e7a\u00bb estadunidense (leia-se hegemonia) no sistema-mundo. Isto faz dos EUA um ator muito perigoso. N\u00e3o \u00e9 pequeno o n\u00famero de agentes pol\u00edticos nos EUA que est\u00e3o clamando por algum tipo de a\u00e7\u00e3o \u00abdecisiva\u00bb &#8211; seja l\u00e1 o que isto significar. (&#8230;)<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Embora Wallerstein prefira generalizar com o nome do pa\u00eds, para situar o grupo de interesses que controla o seu governo, a observa\u00e7\u00e3o \u00e9 certeira quanto \u00e0 sua inten\u00e7\u00e3o incendi\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">No Asia Times Online, o sempre atento jornalista Pepe Escobar detalha a agenda do que chama \u00abImp\u00e9rio do Caos\u00bb:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">(&#8230;) A \u00abpol\u00edtica\u00bb do Imp\u00e9rio do Caos \u00e9 clara e multifacetada: diversificar o \u00abpiv\u00f4 para a \u00c1sia\u00bb, estabelecendo uma cabe\u00e7a-de-praia na Ucr\u00e2nia, para sabotar o com\u00e9rcio entre a Europa e a R\u00fassia; expandir a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN) at\u00e9 a Ucr\u00e2nia; romper a parceria estrat\u00e9gica R\u00fassia-China; evitar por todos os meios a integra\u00e7\u00e3o comercial e econ\u00f4mica da Eur\u00e1sia, da parceria russo-alem\u00e3 \u00e0s novas Rotas da Seda, convergindo da China para o Ruhr; manter a Europa sob a hegemonia dos EUA (Asia Times Online, 23\/07\/2014).<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Nessa estrat\u00e9gia de caos deliberado, o alvo central \u00e9 a Federa\u00e7\u00e3o Russa de Vladimir Putin, que se converteu no principal obst\u00e1culo \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o daqueles planos de autoperpetua\u00e7\u00e3o, em particular, depois de impedir uma escalada nos conflitos no Oriente M\u00e9dio, evitando uma a\u00e7\u00e3o militar estadunidense na S\u00edria e contribuindo decisivamente para as negocia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas sobre o programa nuclear do Ir\u00e3.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Por isso, Moscou entrou na agenda de fustigamento estabelecida com a crise na Ucr\u00e2nia, na qual o papel determinante desempenhado pelos elementos externos controlados por Washington, Londres e Bruxelas n\u00e3o pode ser ocultado, embora a repercuss\u00e3o a respeito seja incomparavelmente inferior \u00e0 conferida ao apoio russo aos insurgentes do Leste da Ucr\u00e2nia, que n\u00e3o aceitam o novo governo de Kiev. A inten\u00e7\u00e3o vis\u00edvel \u00e9 instigar uma aberta interven\u00e7\u00e3o russa em favor dos rebeldes que proclamaram as denominadas rep\u00fablicas aut\u00f4nomas de Donetsk e Lugansk, cujas cidades t\u00eam sido submetidas a pesados ataques militares, de modo a justificar uma contrainterven\u00e7\u00e3o igualmente direta da OTAN. Como Putin n\u00e3o tem se mostrado disposto a engolir a isca, nas \u00faltimas semanas, o lado ocidental embarcou em uma agressiva escalada de provoca\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">No domingo 13 de julho, uma granada de artilharia disparada da Ucr\u00e2nia atingiu uma casa na regi\u00e3o russa de Rostov, matando uma pessoa e ferindo outra duas. No mesmo dia, outros seis petardos explodiram, sem causar v\u00edtimas, na pequena cidade russa de Donetsk, hom\u00f4nima da cidade ucraniana do outro lado da fronteira. Embora tenha protestado vigorosamente contra os ataques, a rea\u00e7\u00e3o do governo russo n\u00e3o foi al\u00e9m disto (RT, 15\/07\/2014).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Na mesma ocasi\u00e3o, o governo brit\u00e2nico negou os vistos de entrada para a maioria dos representantes oficiais russos que participariam do Show A\u00e9reo Internacional de Farnborough, um dos mais importantes eventos do g\u00eanero no mundo, oficialmente, \u00abdevido \u00e0s a\u00e7\u00f5es russas na Ucr\u00e2nia\u00bb (RT, 12\/07\/2014).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Na quarta-feira 16, v\u00e9spera do ataque ao avi\u00e3o da Malaysia Airlines, o pr\u00f3prio presidente Barack Obama se encarregou de anunciar um novo pacote de san\u00e7\u00f5es estadunidenses contra indiv\u00edduos e empresas russas supostamente engajadas na \u00abdesestabiliza\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia\u00bb. Nas palavras de Obama, \u00aba lideran\u00e7a russa ver\u00e1, outra vez, que as suas a\u00e7\u00f5es na Ucr\u00e2nia t\u00eam consequ\u00eancias. (&#8230;) N\u00f3s vivemos em um mundo complexo e em uma \u00e9poca desafiadora. Nenhum desses desafios se presta a solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas ou f\u00e1ceis, mas todos eles requerem a lideran\u00e7a estadunidense (RT, 16\/07\/2014)\u00bb.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">No dia seguinte, o Senado introduziu o Projeto de Lei de Preven\u00e7\u00e3o de Agress\u00e3o Russa, o qual garante \u00e0 Ucr\u00e2nia, Ge\u00f3rgia e Mold\u00e1via o <em>status<\/em> de \u00abaliados importantes dos EUA n\u00e3o membros da OTAN\u00bb e autoriza o presidente a fornecer-lhes ajuda militar e econ\u00f4mica, diretamente ou por interm\u00e9dio da OTAN, a t\u00edtulo de prevenir a\u00e7\u00f5es agressivas da R\u00fassia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Por\u00e9m, o evento crucial, no mesmo dia, foi a derrubada do voo MH17, que deflagrou uma imediata avalanche de acusa\u00e7\u00f5es contra Moscou, respaldadas por uma implac\u00e1vel barragem de artilharia midi\u00e1tica, antes mesmo que qualquer investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria sobre o caso fosse feita.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">As acusa\u00e7\u00f5es iniciais vieram do governo de Kiev, cujos representantes acusaram, indiscriminadamente, os insurgentes do Leste e seus apoiadores russos, pela trag\u00e9dia, que resultou na morte das 298 pessoas que estavam a bordo da aeronave &#8211; ao mesmo tempo em que se empenhavam em ocultar as evid\u00eancias de uma poss\u00edvel responsabilidade sua, al\u00e9m de disseminar incriminadoras pistas falsas (ver \u00abMH17: Guerra Fria midi\u00e1tica\u00bb, neste s\u00edtio).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Imediatamente, a destrui\u00e7\u00e3o do Boeing 777 da empresa malaia foi atribu\u00edda por autoridades ucranianas a um m\u00edssil antia\u00e9reo Buk M1, de fabrica\u00e7\u00e3o russa, alegadamente disparado pela R\u00fassia ou pelos insurgentes, com apoio russo (o fato de que o Ex\u00e9rcito ucraniano tamb\u00e9m disp\u00f5e do equipamento n\u00e3o foi sequer considerado).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Ato cont\u00ednuo, Kiev n\u00e3o perdeu tempo em solicitar o apoio dos EUA e da OTAN, para a sua ofensiva contra os separatistas. \u00abOs EUA devem proporcionar-nos, imediatamente, armas modernas de precis\u00e3o e proteger-nos do ar, enquanto a OTAN deve iniciar uma opera\u00e7\u00e3o militar terrestre\u00bb, afirmou o assessor do Minist\u00e9rio do Interior, Zorian Shkiriak (RT, 18\/07\/2014).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">As diatribes de Kiev foram sustentadas por Washington, Londres e Camberra, cujos mandat\u00e1rios se superaram em declara\u00e7\u00f5es agressivas contra Moscou. O secret\u00e1rio de Estado John Kerry se apressou em afirmar que o epis\u00f3dio assinalava \u00abo momento da verdade para a R\u00fassia\u00bb, aproveitando para pressionar a at\u00e9 agora relutante Uni\u00e3o Europeia a se juntar aos EUA na amplia\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es j\u00e1 aplicadas \u00e0 R\u00fassia. Para ele: \u00abEst\u00e1 bastante claro que este \u00e9 um sistema que foi transferido pela R\u00fassia \u00e0s m\u00e3os dos separatistas. N\u00f3s sabemos, com confian\u00e7a, que os ucranianos n\u00e3o tinham tal sistema em qualquer lugar na vizinhan\u00e7a daquele ponto e naquela hora; ent\u00e3o, obviamente, isto aponta um dedo claro para os separatistas (DW, 21\/07\/2014).\u00bb<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Para n\u00e3o ficar atr\u00e1s dos seus colegas pesos-pesados, o australiano Tony Abbott bancou o proverbial rato que ruge, disparando, na rede de televis\u00e3o ABC: \u00abTerrit\u00f3rio controlado pela R\u00fassia, rebeldes apoiados pela R\u00fassia, muito provavelmente, uma arma fornecida pela R\u00fassia. A R\u00fassia n\u00e3o pode lavar as suas m\u00e3os disto (<em>The Guardian<\/em>, 20\/07\/2014).\u00bb<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Em meio a semelhante barragem, poucos se recordaram do crucial epis\u00f3dio do ataque qu\u00edmico a um sub\u00farbio da capital s\u00edria Damasco, em agosto do ano passado, prontamente atribu\u00eddo \u00e0s For\u00e7as Armadas s\u00edrias, mas que acabou se revelando ter sido de autoria dos rebeldes que combatem o governo do presidente Bashar al-Assad (<em>Resenha Estrat\u00e9gica<\/em>, 28\/08\/2013 e 16\/04\/2014). Na ocasi\u00e3o, apenas a interven\u00e7\u00e3o de Moscou, negociando a desativa\u00e7\u00e3o do arsenal qu\u00edmico s\u00edrio, impediu um anunciado ataque militar estadunidense contra o pa\u00eds &#8211; iniciativa pela qual os belicistas de Washington n\u00e3o perdoaram Putin e seus aliados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Em outra nota neste s\u00edtio, apresentam-se mais detalhes \u00aboperacionais\u00bb desta feroz investida contra a Federa\u00e7\u00e3o Russa, por parte dos incendi\u00e1rios saudosistas de um novo grande conflito global. Apenas, desta vez, no Kremlin, n\u00e3o est\u00e1 um d\u00e9bil s\u00edmbolo de um imp\u00e9rio decadente e incapaz de se renovar, mas um estadista de estatura mundial, empenhado na substitui\u00e7\u00e3o da agenda hegem\u00f4nica de confronta\u00e7\u00e3o por uma pauta de coopera\u00e7\u00e3o internacional, para a constru\u00e7\u00e3o de uma ordem mundial favor\u00e1vel a um impulso de desenvolvimento compartilhado. E que conta com um servi\u00e7o de intelig\u00eancia de primeira classe.<\/span><\/p>\n<p><!-- C\u00f3digo do Google para tag de remarketing --><br \/>\n<!--------------------------------------------------\nAs tags de remarketing n\u00e3o podem ser associadas a informa\u00e7\u00f5es pessoais de identifica\u00e7\u00e3o nem inseridas em p\u00e1ginas relacionadas a categorias de confidencialidade. 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