{"id":1159,"date":"2014-08-19T21:02:41","date_gmt":"2014-08-19T21:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=1159"},"modified":"2014-08-19T21:02:41","modified_gmt":"2014-08-19T21:02:41","slug":"eletrobras-desmente-que-hidreletricas-tropicais-sejam-mais-poluentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/eletrobras-desmente-que-hidreletricas-tropicais-sejam-mais-poluentes\/","title":{"rendered":"Eletrobr\u00e1s desmente que hidrel\u00e9tricas tropicais sejam mais poluentes"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\"><a href=\"http:\/\/www.alerta.inf.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/hidreletrica-jirau.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1161\" alt=\"hidreletrica-jirau\" src=\"http:\/\/www.alerta.inf.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/hidreletrica-jirau.png\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/hidreletrica-jirau.png 600w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/hidreletrica-jirau-300x169.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 1.5em;\">Um novo estudo desmentiu a tese ambientalista de que as usinas hidrel\u00e9tricas situadas em zonas tropicais emitiriam mais gases de efeito estufa do que as situadas em regi\u00f5es mais frias do planeta. Segundo esta hip\u00f3tese, as hidrel\u00e9tricas tropicais tamb\u00e9m emitiriam mais gases que as usinas t\u00e9rmicas a carv\u00e3o com a mesma capacidade, levando ao limite a condena\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas como supostas contribuintes para o chamado aquecimento global antropog\u00eanico (AGA).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Os autores do estudo, divulgado pelo Centro de Pesquisas de Energia El\u00e9trica (Cepel) da Eletrobr\u00e1s, acompanharam as emiss\u00f5es dos ditos gases de efeito estufa em reservat\u00f3rios de v\u00e1rias hidrel\u00e9tricas brasileiras, entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2013, e conclu\u00edram que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Balbina, no rio Jamari (AM), comumente citada pelos alarmistas como prova de sua tese, as demais emitem a mesma quantidade de gases que as situadas em climas temperados.<br \/>\nO documento tamb\u00e9m constata que as emiss\u00f5es chegam a ser centenas de vezes menores que em termel\u00e9tricas a carv\u00e3o com a mesma pot\u00eancia. A pesquisa teve a participa\u00e7\u00e3o de mais de 100 especialistas de diversas universidades federais, da Chesf, Eletronorte, Furnas, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Segundo o estudo, uma usina termel\u00e9trica a carv\u00e3o emite cerca de 930 gramas de di\u00f3xido de carbono (CO2) por quilowatt-hora produzido, enquanto uma usina a g\u00e1s natural gera 412 gramas. J\u00e1 o resultado encontrado nas medi\u00e7\u00f5es das hidrel\u00e9tricas, com exce\u00e7\u00e3o de Balbina, foi muito inferior: 0,5 g por quilowatt-hora, na hidrel\u00e9trica de Segredo; 2,2 g, em Funil; e 3,3 g, em Itaipu. O caso mais interessante, no entanto, \u00e9 o da usina de Xing\u00f3, que, al\u00e9m de n\u00e3o emitir gases, ainda absorve 0,5 g de CO2 por kwh gerado. Tais resultados s\u00e3o equipar\u00e1veis aos das usinas analisadas no Canad\u00e1 e Noruega.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Outras hidrel\u00e9tricas brasileiras analisadas tiveram uma taxa de emiss\u00e3o de CO2 um pouco acima da m\u00e9dia (Tr\u00eas Marias, com 91 g por kwh; Serra, com 69 g; e Tucuru\u00ed, com 48,7 g), mas ainda assim muito abaixo da m\u00e9dia de emiss\u00f5es das t\u00e9rmicas a carv\u00e3o ou a g\u00e1s. O relat\u00f3rio foi apresentado em um evento que teve a participa\u00e7\u00e3o das principais autoridades do setor el\u00e9trico, como o ministro de Minas e Energia, M\u00e1rcio Zimmermann; o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp; o presidente da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), Maur\u00edcio Tolmasquim, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Para o diretor-geral do Cepel, Albert de Melo, a pesquisa foi pioneira em verificar se os ecossistemas inundados pelos reservat\u00f3rios eram emissores, ou absorviam carbono: \u00abHoje, a gente tem a melhor base de dados que poderia ter no Brasil, e nas regi\u00f5es tropicais, com certeza (Ag\u00eancia Brasil, 26\/07\/2014).\u00bb<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Zimmermann destacou que a hidrel\u00e9trica de Balbina, cujo volume de CO2 emitido chega a 1.719 g por kwh, n\u00e3o seria constru\u00edda nos dias atuais, com a concep\u00e7\u00e3o que foi utilizada nos anos 1970: \u00abBalbina \u00e9 a t\u00edpica usina com grande reservat\u00f3rio feita na Amaz\u00f4nia, que \u00e9 uma grande plan\u00edcie. O que ocorre \u00e9 que voc\u00ea fica com uma \u00e1rea do lago muito grande, e mais da metade com meio metro de \u00e1gua. Em meio metro de \u00e1gua quente proliferam-se algas e gases de efeito estufa. Por isso, Balbina emite mais que uma termel\u00e9trica de carv\u00e3o.\u00bb<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;\">Segundo ele, o interesse pela constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas caiu no mundo desenvolvido, pois os pa\u00edses ricos j\u00e1 aproveitaram o seu potencial h\u00eddrico. Al\u00e9m disso, ele destacou a campanha internacional contra as hidrel\u00e9tricas e ressaltou que, \u00abem pa\u00edses em desenvolvimento, como \u00e9 o caso da Am\u00e9rica do Sul, que t\u00eam um potencial grande, da \u00c1frica e da \u00c1sia, n\u00e3o tem por que parar de fazer hidrel\u00e9trica, e o Banco Mundial reconheceu isso\u00bb.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo desmentiu a tese ambientalista de que as usinas hidrel\u00e9tricas situadas em zonas tropicais emitiriam mais gases de efeito estufa do que as situadas em regi\u00f5es mais frias do planeta. 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