{"id":114,"date":"2011-08-26T18:52:39","date_gmt":"2011-08-26T18:52:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=114"},"modified":"2011-08-26T18:52:39","modified_gmt":"2011-08-26T18:52:39","slug":"mundo-real-contraria-discurso-aquecimentista-outra-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/mundo-real-contraria-discurso-aquecimentista-outra-vez\/","title":{"rendered":"Mundo real contraria discurso \u00abaquecimentista\u00bb &#8211; outra vez"},"content":{"rendered":"<p>A despeito da popularidade do discurso sensacionalista sobre as quest\u00f5es clim\u00e1ticas, que atribui \u00e0s atividades humanas o aumento das temperaturas atmosf\u00e9ricas observado desde o s\u00e9culo XIX, a cada momento o mundo real se encarrega de contestar as afirmativas alarmistas dos porta-vozes do \u00abaquecimentismo\u00bb &#8211; tend\u00eancia convertida numa virtual ind\u00fastria autossustent\u00e1vel. Vale a pena rever algumas delas.<\/p>\n<p>Em 27 de abril \u00faltimo, a Universidade Duke (EUA) divulgou um boletim de imprensa sobre os resultados de uma expedi\u00e7\u00e3o realizada por uma equipe de cientistas da universidade ao litoral da Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica, no outono de 2009. Na expedi\u00e7\u00e3o, que durou seis semanas, os pesquisadores observaram a maior concentra\u00e7\u00e3o de baleias corcundas e de krill em mais de duas d\u00e9cadas de estudos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00abUma agrega\u00e7\u00e3o de baleias e de krill t\u00e3o incrivelmente densa como essa nunca havia sido vista antes nessa \u00e1rea, nesta \u00e9poca do ano\u00bb, disse o bi\u00f3logo marinho Douglas Nowacek.<\/p>\n<p>Nowacek e seus colegas observaram, apenas na ba\u00eda Guilhermina, uma concentra\u00e7\u00e3o superior a cinco baleias por quil\u00f4metro quadrado, a mais alta j\u00e1 registrada, o mesmo ocorrendo com a concentra\u00e7\u00e3o de krill (pequenos crust\u00e1ceos que se alimentam basicamente do fitopl\u00e2ncton e, por sua vez, constituem a base aliment\u00edcia de baleias, pinguins, focas e aves marinhas). A equipe de Duke retornou no ano seguinte e observou n\u00fameros similares.<\/p>\n<p>A fauna marinha da Ant\u00e1rtica tem sido frequentemente citada nos relatos alarmistas, como sendo bastante amea\u00e7ada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas induzidas pelo homem. E, em uma clara evid\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 \u00abpoliticamente correto\u00bb fazer tais observa\u00e7\u00f5es sem citar o problema (assim como, na era sovi\u00e9tica, qualquer obra cient\u00edfica tinha que fazer pelo menos uma cita\u00e7\u00e3o de Marx, Engels, L\u00eanin ou St\u00e1lin), o boletim de imprensa de Duke paga o seu tributo ao \u00abaquecimentismo\u00bb, nas palavras do outro coordenador do projeto, Ari S. Friedlaender:<\/p>\n<blockquote><p>A aus\u00eancia de gelo marinho \u00e9 uma boa not\u00edcia para as baleias, a curto prazo, proporcionando a elas um verdadeiro festim, na medida em que, toda noite, o krill migra verticalmente para a superf\u00edcie da ba\u00eda. Mas tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e1 not\u00edcia a longo prazo, para ambas as esp\u00e9cies e tudo mais que vive no Oceano Sul e depende do krill.<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar de que, possivelmente, o Dr. Friedlaender n\u00e3o esteja dispon\u00edvel nesse longo prazo, para ser cobrado pelo seu progn\u00f3stico, as baleias e os demais comensais que se alimentam dos pequenos crust\u00e1ceos ant\u00e1rticos dever\u00e3o se beneficiar das ligeiras eleva\u00e7\u00f5es das temperaturas atmosf\u00e9ricas e oce\u00e2nicas, como t\u00eam feito h\u00e1 milh\u00f5es de anos, nos per\u00edodos anteriormente chamados \u00ab\u00f3timos clim\u00e1ticos\u00bb &#8211; antes que a Climatologia fosse convertida num instrumento pol\u00edtico.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Cad\u00ea o \u00abfitop\u00e2nico\u00bb?<\/strong><\/p>\n<p>Em 29 de julho de 2010, jornais do mundo inteiro estamparam em suas se\u00e7\u00f5es de ci\u00eancias manchetes sobre a mais recente \u00abamea\u00e7a\u00bb atribu\u00edda ao aquecimento global: a diminui\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es do fitopl\u00e2ncton marinho. No Brasil, <em>O Globo<\/em> reproduziu em quase meia p\u00e1gina um artigo do ingl\u00eas <em>The Independent<\/em> intitulado \u00abA trag\u00e9dia invis\u00edvel dos mares\u00bb, que esta grave advert\u00eancia:<\/p>\n<blockquote><p>As plantas microsc\u00f3picas que alimentam toda a vida marinha est\u00e3o morrendo em ritmo dr\u00e1stico, segundo um estudo in\u00e9dito conduzido pela Universidade de Dalhousie, no Canad\u00e1, e publicado esta semana na revista <em>Nature<\/em>. A popula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica de fitopl\u00e2nctons, como estes seres s\u00e3o conhecidos, caiu cerca de 40% durante o s\u00e9culo passado. Para os pesquisadores, a mudan\u00e7a est\u00e1 relacionada com o aquecimento global e as crescentes temperaturas da superf\u00edcie do mar&#8230; Se este \u00edndice for confirmado por outros estudos, poder\u00e1 representar, de acordo com cientistas, um impacto maior do que a destrui\u00e7\u00e3o de florestas tropicais e recifes de coral.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de 3 de agosto seguinte do boletim eletr\u00f4nico <em>Alerta Cient\u00edfico e Ambiental<\/em> fizemos o seguinte coment\u00e1rio a respeito:<\/p>\n<blockquote><p>(&#8230;) O que denota a pr\u00f3pria publica\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 exatamente a grande distor\u00e7\u00e3o do processo cient\u00edfico que tem marcado o AGA [aquecimento global antropog\u00eanico]. Para come\u00e7ar, trata-se de parte de uma tese de doutorado que ainda n\u00e3o foi sequer defendida e, portanto, precisaria ser devidamente avaliado antes de ser trombeteado ao mundo da maneira como foi, por um boletim de imprensa da universidade&#8230; Ademais, n\u00e3o \u00e9 preciso ser bi\u00f3logo marinho ou ocean\u00f3grafo para se intuir que uma redu\u00e7\u00e3o t\u00e3o dr\u00e1stica em um per\u00edodo t\u00e3o reduzido &#8211; que ainda precisa ser confirmada por outros estudos &#8211; n\u00e3o poderia ser atribu\u00edda a uma \u00fanica causa, menos ainda aos poucos d\u00e9cimos de grau cent\u00edgrado em que as temperaturas oce\u00e2nicas variaram no s\u00e9culo passado. Por conseguinte, ser\u00e1 preciso aguardar para ver se o estudo representar\u00e1 uma contribui\u00e7\u00e3o leg\u00edtima para a ci\u00eancia ou se se trata de mais uma tentativa de pegar carona no comboio do AGA.<\/p><\/blockquote>\n<p>Pois bem. No seu rec\u00e9m publicado volume 472, publicado em 14 de abril, a mesma <em>Nature<\/em> traz uma comunica\u00e7\u00e3o dos bi\u00f3logos Ryan R. Rykaczewski e John P. Dunne, do Laborat\u00f3rio de Din\u00e2mica de Fluidos Geof\u00edsicos da Organiza\u00e7\u00e3o Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA, que simplesmente coloca por terra os relatos alarmistas do estudo anterior. Vejamos a constata\u00e7\u00e3o dos cientistas estadunidenses (para facilitar a compreens\u00e3o dos leitores, dividimos o par\u00e1grafo do texto original\u00bb):<\/p>\n<blockquote><p>\u00abComunica\u00e7\u00e3o breve (abril de 2011), em resposta a D.G. Boyce, M.R. Lewis e B. Worm\u00bb, <em>Nature<\/em> 466, 591-596 (2010):<\/p>\n<p>O fitopl\u00e2ncton representa aproximadamente 50% da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria global, formam a base tr\u00f3fica [aliment\u00edcia &#8211; n.e.] de quase todos os ecossistemas marinhos, \u00e9 fundamental para a transfer\u00eancia de energia tr\u00f3fica e tem um papel chave na regulagem do clima, sequestro de carbono e produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Boyce et al. compilaram um \u00edndice de clorofila, combinando medi\u00e7\u00f5es de clorofila in situ e medi\u00e7\u00f5es em profundidade com discos de Secchi [instrumento utilizado desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX, para medi\u00e7\u00f5es indiretas da densidade da massa de fitopl\u00e2ncton, a partir da transpar\u00eancia da \u00e1gua &#8211; n.e.], abrangendo um per\u00edodo superior a 100 anos, e mostraram um decr\u00e9scimo na biomassa de fitopl\u00e2ncton marinho, de aproximadamente 1% da mediana global por ano, ao longo do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Entretanto, oito d\u00e9cadas de coletas de biomassa de fitopl\u00e2ncton no Atl\u00e2ntico Norte, efetuadas pela pesquisa Registro Cont\u00ednuo de Pl\u00e2ncton (CPR, na sigla em ingl\u00eas), mostram um aumento em um \u00edndice de clorofila (\u00cdndice de Cor de Fitopl\u00e2ncton), tanto na bacia Nordeste como na Noroeste do Atl\u00e2ntico, e outras s\u00e9ries de longo prazo&#8230; tamb\u00e9m indicam um aumento da biomassa de fitopl\u00e2ncton, nos \u00faltimos 20-50 anos. Estas observa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o foram discutidas por Boyce et al., n\u00e3o est\u00e3o de acordo com as suas conclus\u00f5es e ilustram a import\u00e2ncia de se usarem observa\u00e7\u00f5es consistentes nas estimativas de tend\u00eancias de longo prazo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em outro trecho, os autores afirmam:<\/p>\n<blockquote><p>(&#8230;) Um exame mais detalhado mostra que mudan\u00e7as na metodologia de amostragem influenciadas pela passagem do tempo, combinadas com uma tend\u00eancia consistente na rela\u00e7\u00e3o entre as medi\u00e7\u00f5es in situ e as derivadas dos \u00edndices de transpar\u00eancia [feitas com o disco de Secchi &#8211; n.e.], geram uma tend\u00eancia esp\u00faria [<em>\u00aba spurious trend\u00bb<\/em>, no original] nas estimativas de s\u00edntese do fitopl\u00e2ncton usadas por Boyce et al. Os nossos resultados indicam que muito do decl\u00ednio secular descrito por Boyce et al., se n\u00e3o todo ele, pode ser atribu\u00eddo a essa tend\u00eancia temporal do m\u00e9todo de amostragem, e n\u00e3o a um decr\u00e9scimo global da biomassa de fitopl\u00e2ncton.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nestes dois pequenos trechos da comunica\u00e7\u00e3o, uma aula de ci\u00eancia real, demonstrando a import\u00e2ncia e a superioridade das observa\u00e7\u00f5es do mundo real sobre formula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas induzidas pela \u00e2nsia de se tirar proveito das vantagens oferecidas pelo alarmismo clim\u00e1tico inconsequente. Desta feita, por\u00e9m, n\u00e3o houve manchetes garrafais na imprensa mundial e a not\u00edcia ficou restrita aos meios cient\u00edficos e aos blogs que se dedicam aos assuntos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>E cad\u00ea os \u00abrefugiados clim\u00e1ticos\u00bb?<\/strong><\/p>\n<p>Em 2005, o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou um progn\u00f3stico alarmista, afirmando que, at\u00e9 2010, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocariam uma tsunami de \u00abrefugiados clim\u00e1ticos\u00bb, estimada em at\u00e9 50 milh\u00f5es de pessoas. Na ocasi\u00e3o, um estudo realizado em conjunto com a Universidade das Na\u00e7\u00f5es Unidas informou ao mundo:<\/p>\n<blockquote><p>Em meio a previs\u00f5es de que, em 2010, o mundo precisar\u00e1 lidar com at\u00e9 50 milh\u00f5es de pessoas fugindo aos efeitos de uma arrastada deteriora\u00e7\u00e3o ambiental, especialistas da Universidade das Na\u00e7\u00f5es Unidas dizem que a comunidade internacional precisa, com urg\u00eancia, definir, reconhecer e estender apoio a essa nova categoria de \u00abrefugiados\u00bb&#8230; Problemas tais como a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, expans\u00e3o dos desertos e inunda\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas induzidas pelo tempo, j\u00e1 t\u00eam contribu\u00eddo para grandes migra\u00e7\u00f5es permanentes e, eventualmente, poder\u00e3o deslocar centenas de milh\u00f5es de pessoas (<em>Spiegel Online<\/em>, 18\/04\/2011).<\/p><\/blockquote>\n<p>Pois 2010 chegou e passou, e ningu\u00e9m soube de qualquer onda de refugiados deslocados de suas terras por motivos clim\u00e1ticos. Da mesma forma, ningu\u00e9m se preocupou em cobrar do PNUMA mais um progn\u00f3stico alarmista desfeito, at\u00e9 que, em 11 de abril \u00faltimo, o escritor e blogueiro australiano Gavin Atkins, no blog <a href=\"http:\/\/asiancorrespondent.com\/52189\/what-happened-to-the-climate-refugees\/\">Asian Correspondent.com<\/a>, resolveu bancar o inconveninente. Embora n\u00e3o seja cientista, Atkins utilizou o fundamento do m\u00e9todo cient\u00edfico, a converg\u00eancia de hip\u00f3teses e fatos, para avaliar a validade do progn\u00f3stico, nos pa\u00edses citados como amea\u00e7ados pelo PNUMA. Vejamos os resultados da sua pesquisa, baseada nos censos populacionais dos referidos pa\u00edses:<\/p>\n<p>&#8211; Bahamas: segundo o censo de 2010, registrou um aumento populacional de 50.047 pessoas desde 2000;<\/p>\n<p>&#8211; Santa L\u00facia: aumento de 5% na popula\u00e7\u00e3o, entre 2001 e 2010;<\/p>\n<p>&#8211; Seychelles: a popula\u00e7\u00e3o passou de 81.755, em 2002, para 88.311, em 2010;<\/p>\n<p>&#8211; Ilhas Salom\u00e3o: a popula\u00e7\u00e3o aumentou em 100 mil pessoas ao longo da d\u00e9cada, ultrapassando a marca de meio milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p>Diante da r\u00e1pida repercuss\u00e3o do artigo de Atkins, um constrangido PNUMA foi obrigado a renegar o progn\u00f3stico anterior e retirou de seu s\u00edtio o \u00abmapa de refugiados\u00bb que o acompanhava. Um embara\u00e7ado porta-voz do \u00f3rg\u00e3o limitou-se a responder ao jornalista Axel Bojanowski, da <em>Spiegel Online<\/em> (18\/04\/2011): \u00abN\u00e3o \u00e9 uma previs\u00e3o do PNUMA.\u00bb Segundo ele, o mapa havia sido elaborado para um jornal, \u00abbaseado em diversas fontes\u00bb, e foi retirado do s\u00edtio, \u00abporque estava causando confus\u00e3o e fazendo alguns jornalistas pensarem que o PNUMA era a fonte desses progn\u00f3sticos\u00bb.<\/p>\n<p>Mais um mito clim\u00e1tico recebe o destino merecido: a cesta de lixo. Esses fatos recorrentes refor\u00e7am a expectativa de que, num futuro pr\u00f3ximo, todo o edif\u00edcio de interesses erigido em torno do catastrofismo clim\u00e1tico n\u00e3o resista ao embate da realidade; ent\u00e3o, seus escombros poder\u00e3o ser encaminhados ao destino conveniente, o dep\u00f3sito de entulho dos modismos pseudocient\u00edficos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A despeito da popularidade do discurso sensacionalista sobre as quest\u00f5es clim\u00e1ticas, que atribui \u00e0s atividades humanas o aumento das temperaturas atmosf\u00e9ricas observado desde o s\u00e9culo XIX, a cada momento o mundo real se encarrega de contestar as afirmativas alarmistas dos porta-vozes do \u00abaquecimentismo\u00bb &#8211; tend\u00eancia convertida numa virtual ind\u00fastria autossustent\u00e1vel. Vale a pena rever algumas &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia-e-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}