{"id":1026,"date":"2014-04-11T18:59:41","date_gmt":"2014-04-11T18:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alerta.inf.br\/?p=1026"},"modified":"2014-04-11T18:59:41","modified_gmt":"2014-04-11T18:59:41","slug":"bispos-amazonicos-pregam-evangelho-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/bispos-amazonicos-pregam-evangelho-verde\/","title":{"rendered":"Bispos amaz\u00f4nicos pregam \u00abevangelho verde\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\"> <a href=\"http:\/\/www.alerta.inf.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/cheia-Madeira-Decom.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1032\" alt=\"cheia-Madeira-Decom\" src=\"http:\/\/www.alerta.inf.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/cheia-Madeira-Decom.png\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/cheia-Madeira-Decom.png 960w, https:\/\/msiainforma.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/cheia-Madeira-Decom-300x169.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Sem nenhum apego \u00e0 verdade e contaminados pela ideologia da aparato ambientalista-indigenista internacional, um grupo de bispos da Amaz\u00f4nia fez uma s\u00e9rie de cr\u00edticas \u00e0s grandes hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas na regi\u00e3o, em especial \u00e0s usinas hidrel\u00e9tricas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio, sugerindo que estariam contribuindo para a cheia hist\u00f3rica do rio Madeira, que tem castigado dramaticamente a regi\u00e3o e suas popula\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Em nota divulgada no \u00faltimo dia 29 de mar\u00e7o, o Regional Noroeste da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que re\u00fane bispos do Acre, Rond\u00f4nia e Sul do Amazonas, expressou assim a sua preocupa\u00e7\u00e3o com a cheia do rio Madeira e o seu impacto junto \u00e0s comunidades ribeirinhas e urbanas: <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">A enchente hist\u00f3rica de 2014 que inundou centenas de comunidades ribeirinhas e urbanas, expulsando milhares de fam\u00edlias e submergindo in\u00fameras planta\u00e7\u00f5es \u00e0 beira do Rio Madeira trouxe muito sofrimento. Sabemos que cat\u00e1strofes naturais amea\u00e7am a vida no nosso planeta desde o princ\u00edpio. A Terra \u00e9 um planeta vivo que se reconfigura continuamente. No entanto, acreditamos que h\u00e1 novos fatores como o aquecimento global, que acelera o descongelamento das geleiras das montanhas, desmatamentos e processos erosivos no solo, a forma\u00e7\u00e3o de represas para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica (sic).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">As \u00e1guas abundantes que descem das montanhas da Bol\u00edvia e do Peru aumentaram consideravelmente os reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio. A constru\u00e7\u00e3o dessas duas obras no Alto Rio Madeira, al\u00e9m de sofrer um atraso de mais de um ano, segundo especialistas, apresenta erros no estudo de impacto ambiental. A inunda\u00e7\u00e3o das BRs 364 e 425 isolou o Estado do Acre, a regi\u00e3o de Guajar\u00e1-Mirim e toda a \u00e1rea do Abun\u00e3. O dif\u00edcil abastecimento de suas popula\u00e7\u00f5es, com combust\u00edveis e alimentos, mostra a urg\u00eancia de novos estudos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Sem desconsiderar o esfor\u00e7o do governo para oferecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds energia el\u00e9trica de qualidade, lamentamos a falta de cuidado com os estudos de impacto ambiental que, por sinal, n\u00e3o contemplaram o m\u00e9dio e o Baixo Madeira. A falta de interesse em fontes alternativas de energia, tais como a solar, e\u00f3lica e de biomassa, abundantes no Brasil, nos faz questionar: Por que? (CNBB, 29\/03\/2014)<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Entre os signat\u00e1rios do documento, estavam o presidente do Regional Noroeste, Dom Mos\u00e9 Jo\u00e3o Pontelo, bispo de Cruzeiro do Sul (AC), o vice-presidente Dom Joaqu\u00edn Perti\u00f1ez, bispo de Rio Branco (AC), e o arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Esmeraldo Barreto de Farias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Ao colocarem as suas assinaturas em tal diatribe &#8211; muito provavelmente, redigida por elementos do aparato ambientalista-indigenista pr\u00f3ximos \u00e0 CNBB -, os prelados n\u00e3o apenas desfecham um ataque ao desenvolvimento socioecon\u00f4mico do Pa\u00eds, como aderem \u00e0s teses anticient\u00edficas que sustentam a insidiosa agenda do ambientalismo, derivada direta do malthusianismo que a Igreja tanto tem combatido &#8211; a tese de que a popula\u00e7\u00e3o da Terra \u00e9 incompat\u00edvel com os seus recursos naturais e, portanto, teria que ser drasticamente reduzida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Al\u00e9m disso, ao questionar os atrasos na conclus\u00e3o das usinas, suas emin\u00eancias passam por cima da contribui\u00e7\u00e3o decisiva do aparato ambientalista-indigenista para provoc\u00e1-los, inclusive, com a promo\u00e7\u00e3o de motins e sabotagens, como os que atingiram os canteiros de obras de Jirau, em 2011 e 2012. Igualmente, fingem ignorar a ativa participa\u00e7\u00e3o do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi), \u00f3rg\u00e3o oficial da pr\u00f3pria CNBB, na manipula\u00e7\u00e3o das causas ind\u00edgenas contra numerosos projetos de infraestrutura fundamentais para o desenvolvimento da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Igualmente, os bem intencionados bispos amaz\u00f4nicos demonstram uma ignor\u00e2ncia crassa sobre certos aspectos t\u00e9cnicos dos projetos hidrel\u00e9tricos do rio Madeira e das tecnologias energ\u00e9ticas que defendem como alternativas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. Entre eles:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">1) devido \u00e0s press\u00f5es dos ambientalistas, as usinas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio praticamente n\u00e3o t\u00eam reservat\u00f3rios, sendo do tipo conhecido como \u00aba fio d&#8217;\u00e1gua\u00bb; com isto, al\u00e9m de se reduzirem as suas capacidades de gera\u00e7\u00e3o, perdeu-se tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de regulariza\u00e7\u00e3o das vaz\u00f5es do rio, o que atenuaria os efeitos da cheia recorde;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">2) as fontes solares e e\u00f3licas n\u00e3o s\u00e3o adequadas para a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade cont\u00ednua e em grande escala, a chamada gera\u00e7\u00e3o de base, que, em todo o mundo, \u00e9 confiada apenas \u00e0s fontes termel\u00e9tricas, hidrel\u00e9tricas e nucleares, as quais n\u00e3o dependem de fatores oscilantes, como a luz solar e os ventos;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">3) a despeito de todo o alarido pseudocient\u00edfico a respeito, inexistem quaisquer evid\u00eancias f\u00edsicas de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ocorridas desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial do s\u00e9culo XVIII, quando a humanidade come\u00e7ou a queimar combust\u00edveis f\u00f3sseis em grande escala, sejam an\u00f4malas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ocorridas antes, no passado hist\u00f3rico e geol\u00f3gico; sem esta constata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode falar em influ\u00eancia humana no clima global (tal influ\u00eancia se limita \u00e0s cidades e seus entornos).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Enfim, em lugar de pregarem o \u00abevangelho verde\u00bb, os preocupados bispos do Regional Noroeste deveriam fazer, pelo menos, o dever de casa, esquivando-se de aparecer como opositores do desenvolvimento nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Curiosamente, os prelados amaz\u00f4nicos parecem ignorar as numerosas manifesta\u00e7\u00f5es da c\u00fapula da Igreja Cat\u00f3lica contr\u00e1rias ao catastrofismo ambientalista, como as descritas a seguir.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\"><b>Vaticano condena a idolatria da natureza<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\"><i>N. dos E. &#8211; O texto a seguir foi originalmente publicado como um cap\u00edtulo do livreto <\/i>Os desvios da Campanha da Fraternidade 2011: a idolatria da natureza promove a pobreza, a fome e o malthusianismo<i>, publicado pelo Movimento de Solidariedade Ibero-americana (Capax Dei, 2011).<\/i><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Em abril de 2007, realizou-se no Vaticano um semin\u00e1rio internacional sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Desenvolvimento. O evento, promovido pelo Conselho Pontif\u00edcio Justi\u00e7a e Paz, teve a participa\u00e7\u00e3o de 80 especialistas de \u00e1reas diversas provenientes de 20 pa\u00edses de todos os continentes. No discurso de encerramento da reuni\u00e3o de dois dias, ao apresentar as conclus\u00f5es dos debates, o cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho, transmitiu uma mensagem clara e direta: o Vaticano reconhece a import\u00e2ncia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas rejeita alarmismo inconsequente que tem dominado o assunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Vaticano, Martino foi enf\u00e1tico: \u00abNem todo o mundo cient\u00edfico est\u00e1 proclamando o desastre. H\u00e1 um bom n\u00famero de cientistas que, consistentemente, n\u00e3o v\u00ea essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sob um \u00e2ngulo negativo e, de fato, dizem que esses fen\u00f4menos s\u00e3o recorrentes ao longo dos anos e das eras e, \u00e0s vezes, podem apresentar resultados favor\u00e1veis para a agricultura e o desenvolvimento.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Por outro lado, Martino dedicou grande parte do seu discurso a uma veemente cr\u00edtica \u00e0 idolatria da natureza. Segundo uma nota divulgada pela ag\u00eancia Zenit.org (27\/04\/2007), ele enfatizou que \u00aba natureza \u00e9 para o homem e o homem \u00e9 para Deus\u00bb e criticou o que denominou \u00abformas de idolatria da natureza que perdem de vista o homem\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00abTamb\u00e9m na considera\u00e7\u00e3o dos problemas relativos \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas teremos que recorrer a Doutrina Social da Igreja, que n\u00e3o avaliza nem a absolutiza\u00e7\u00e3o da natureza nem sua redu\u00e7\u00e3o a mero instrumento\u00bb, afirmou. Para ele, \u00aba natureza n\u00e3o \u00e9 um absoluto, mas uma riqueza depositada nas m\u00e3os respons\u00e1veis e prudentes do homem\u00bb, e isto tamb\u00e9m significa que \u00abo homem tem uma indiscut\u00edvel superioridade sobre a cria\u00e7\u00e3o e, em virtude de ser pessoa dotada de uma alma, n\u00e3o pode ser equiparada aos demais seres vivos, nem muito menos considerado elemento de perturba\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico naturalista. O homem n\u00e3o tem um direito absoluto sobre ela, ainda que sim um mandato de conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dentro de uma l\u00f3gica do destino universal dos bens da Terra, que \u00e9 um dos princ\u00edpios fundamentais da Doutrina Social da Igreja, principio que tem de ser compatibilizado sobre tudo com a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres e pelo desenvolvimento dos pa\u00edses pobres\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00abA Igreja prop\u00f5e uma vis\u00e3o realista. Tem confian\u00e7a no homem e em sua capacidade sempre nova de buscar solu\u00e7\u00f5es aos problemas que a historia apresentam. Capacidade que lhe permite opor-se com frequ\u00eancia \u00e0s recorrentes, infaustas e improv\u00e1veis previs\u00f5es catastrofistas\u00bb, prosseguiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Nas conclus\u00f5es, Martino lembrou que, \u00absegundo a concei\u00e7\u00e3o da ecologia humana desenvolvida por Jo\u00e3o Paulo II, a ecologia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma emerg\u00eancia natural, mas uma emerg\u00eancia antropol\u00f3gica, na que tem um papel decisivo a rela\u00e7\u00e3o do homem consigo mesmo e, sobretudo, com Deus. O erro antropol\u00f3gico \u00e9, portanto, teol\u00f3gico.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Em setembro do mesmo ano, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do livro <i>\u00abRecurso ambiente: uma viagem na cultura do fazer\u00bb<\/i> (<i>Risorsa Ambiente. Um viaggio nella cultura del fare<\/i>), foi ainda mais enf\u00e1tico, ao denunciar quatro dos perigos em que se pode incorrer na abordagem dos problemas ambientais. Em sua exposi\u00e7\u00e3o, Martino explicou que a Doutrina Social da Igreja rejeita o biologismo, o catastrofismo, o naturalismo e a ideologia malthusiana, propondo, ao contr\u00e1rio, uma ecologia humana como a mais harm\u00f4nica com o bem comum.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Martino criticou o \u00abbiologismo\u00bb (no Brasil, mais conhecido como \u00abbiocentrismo\u00bb), porque n\u00e3o distingue a diferen\u00e7a substancial entre o homem e os animais, remontando todas as fun\u00e7\u00f5es humanas apenas a bases biol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas. Para ele, o biologismo \u00abn\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia, \u00e9 uma ideologia que se contrap\u00f5e ao antropocentrismo\u00bb. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Sobre \u00aba ideologia do catastrofismo\u00bb, explicou que suas origens remontam aos relat\u00f3rios do Clube de Roma sobre os \u00ablimites do desenvolvimento\u00bb. O catastrofismo, afirmou, \u00ab\u00e9 uma ideologia quando se nutre de um tal pessimismo antropol\u00f3gico que nunca aponta o homem como recurso&#8230; O pessimismo e a suspeita sobre o homem se convertem em confian\u00e7a extrema nas t\u00e9cnicas seletivas, inclusive o aborto e a esteriliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a\u00bb. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Ao criticar o malthusianismo, Martino recordou que, por ocasi\u00e3o da Confer\u00eancia da ONU sobre Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento, realizada no Cairo em 1994 e, depois, na dedicada \u00e0s Mulheres em Pequim, no ano seguinte, \u00aba a\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica exercida pela delega\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9 entrou em singular sintonia com os pa\u00edses pobres do planeta, interessados em denunciar a ideologia neomalthusiana que propunha planificar de modo centralizado os nascimentos, violentando assim a vontade das mulheres\u00bb. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">O cardeal Martino explicou que a Doutrina Social da Igreja n\u00e3o admite a ideologia do naturalismo ego\u00edsta, ou seja, do \u00abretorno \u00e0 natureza\u00bb, nas diversas formas de \u00abesoterismo naturalista, narcisismo f\u00edsico, busca de um bem-estar psicol\u00f3gico e emotivo confundido com bem-estar espiritual\u00bb. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00abS\u00e3o formas de naturalismo que confinam com a <em>New Age<\/em>, alimentam o supermercado da religiosidade, entendem de modo pante\u00edsta a biosfera como um todo \u00fanico e indiferenciado, e perdem definitivamente de vista a natureza entendida como di\u00e1logo entre o homem e Deus\u00bb, explicou. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Frente a essas ideologias, Martino recordou que os problemas ambientais s\u00e3o uma quest\u00e3o social e que a Doutrina Social da Igreja usa o conceito de \u00abecologia humana\u00bb, como assinalado pelo papa Jo\u00e3o Paulo II na enc\u00edclica <i>Centesimus annus<\/i> (1991). No documento, o Pont\u00edfice escreveu: \u00abCom freq\u00fc\u00eancia, nos interessamos pelo ambiente natural, enquanto n\u00e3o h\u00e1 um empenho semelhante por salvaguardar o meio ambiente humano. H\u00e1 pouco empenho em salvaguardar as condi\u00e7\u00f5es morais para uma aut\u00eantica ecologia humana.\u00bb <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00abA express\u00e3o ecologia social, para a Igreja n\u00e3o significa s\u00f3 que o meio ambiente natural deva ser humanizado, encaminhado ao bem do homem de hoje e das gera\u00e7\u00f5es futuras. Quer dizer tamb\u00e9m e sobretudo que o meio ambiente humano &#8211; a salvaguarda da vida, da fam\u00edlia, o trabalho, a cidade &#8211; exige o respeito a uma ecologia pr\u00f3pria, a um funcionamento f\u00edsico, a uma natureza pr\u00f3pria\u00bb, disse Martino. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">O cardeal concluiu, afirmando: \u00abNesse sentido, a ecologia humana \u00e9 um conceito em harmonia com o bem comum, sendo este o conjunto daquelas condi\u00e7\u00f5es sociais que permitem e favorecem nos seres humanos o desenvolvimento integral de sua pessoa.\u00bb<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem nenhum apego \u00e0 verdade e contaminados pela ideologia da aparato ambientalista-indigenista internacional, um grupo de bispos da Amaz\u00f4nia fez uma s\u00e9rie de cr\u00edticas \u00e0s grandes hidrel\u00e9tricas constru\u00eddas na regi\u00e3o, em especial \u00e0s usinas hidrel\u00e9tricas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio, sugerindo que estariam contribuindo para a cheia hist\u00f3rica do rio Madeira, que tem castigado dramaticamente &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1027,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-1026","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambientalismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1026"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1026\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/msiainforma.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}