Por Roberto Pereira D’Araujo* A derrota é intensa para quem trabalhou na Eletrobras. Confesso que dói muito ver o prédio de Furnas em Botafogo totalmente vazio. Difícil acreditar que aquele endereço, onde passei grande parte da minha vida, se tornou um prédio fantasma. Trabalhar em empresas do grupo Eletrobras foi um orgulho. Todos nós nos sentíamos como participantes da transformação ...
Read More »Economia
O admirável mundo novo de Janet Yellen
A ação militar da Rússia na Ucrânia está dando um forte impulso adicional ao processo de reconfiguração da ordem de poder global gerado pela mudança do centro de gravidade geoestratégico e geoeconômico do planeta, do eixo euroatlântico (EUA-Europa Ocidental) para o eurasiático, encabeçado pela China e a Rússia. O histórico acordo de cooperação ilimitada assinado pelos dois países, em 4 ...
Read More »Paulo Guedes: uma vela a Wall Street, outra ao BRICS
Fiel ao dogmatismo ultraliberal que tem defendido ferrenhamente desde o seu doutoramento na Universidade de Chicago, na década de 1970, o ministro da Economia Paulo Guedes não deve sentir-se muito à vontade diante de situações que o forcem a “pensar fora da caixa” e atuar de acordo com o mundo real, e não apenas com as expectativas dos mercados financeiros. ...
Read More »A nova moeda comercial da Rússia e da China
Pode surpreender políticos e outros indivíduos que acreditam que eventos importantes acontecem de repente, sem uma preparação necessária e demorada. Mas o possível surgimento de uma nova moeda internacional alternativa ao dólar não é uma surpresa. Em meados de março, realizou-se na Armênia o encontro “Nova fase de cooperação monetária, financeira e econômica entre a União Econômica Eurasiática (UEE) e ...
Read More »“A globalização acabou” – e agora?
“A invasão russa da Ucrânia pôs um fim na globalização que temos experimentado nas últimas três décadas.” A afirmativa é tão contundente quanto representativa, vinda de quem veio – ninguém menos que Larry Fink, o todo poderoso CEO do BlackRock, o maior fundo gestor de ativos do mundo, de cima dos US$ 10 trilhões de ativos que fariam de sua ...
Read More »Sanções à Rússia podem catalisar retrocesso da hegemonia do dólar
A decisão da Rússia de exigir que o pagamento das suas exportações de gás natural aos países “inamistosos” passe a ser feito em rublos, em vez de dólares ou euros, pode acelerar o processo de substituição do dólar estadunidense como moeda de referência internacional, em decorrência das sanções impostas ao país pela invasão da Ucrânia. O presidente Vladimir Putin anunciou ...
Read More »Os riscos crescentes das intermediações financeiras não bancárias
O Conselho de Estabilidade Financeira (Stability Financial Board – SFB) publicou recentemente o seu 11º relatório anual, sobre o monitoramento das intermediações financeiras não bancárias (NBFI, na sigla em inglês), segundo o qual, no final de 2020, os ativos financeiros globais somavam 468,7 trilhões de dólares. Trata-se de um aumento de 10,9% em um ano, ainda que prejudicado pela pandemia ...
Read More »Inflação e bolha especulativa, “mix” de alto risco
O Banco Central Europeu (BCE) diz que não quer tomar decisões “precipitadas” sobre política monetária; a Reserva Federal estadunidense anuncia aumentos das taxas de juros, mas apenas nos próximos meses. De fato, com essas atitudes, os dois principais bancos centrais do mundo destruíram a sua “joia”, muito elogiada nos últimos anos, a da “comunicação”, que deveria ter representado a sua ...
Read More »Os limites da política de juro zero estão à vista
Em toda parte, os efeitos da política de juros zero e negativos têm sido subestimados. Os rendimentos negativos dos títulos foram consequência direta das ações dos bancos centrais para apoiar os mercados financeiros durante e após a Grande Crise Financeira de 2008. As taxas de juros foram reduzidas e se lançaram programas de estímulo, voltados sobretudo à compra de títulos, ...
Read More »Inflação crescente: o dilema dos bancos centrais
Levou muito tempo, mas no final até a Reserva Federal estadunidense admitiu que subestimou e interpretou mal o surto inflacionário, que foi mais amplo e mais persistente do que o esperado. Agora, o desafio para todas as grandes economias é como corrigir em tempo as ações ditadas pela leitura “transitória” da inflação. Durante anos, as políticas dos bancos centrais basearam-se ...
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