Greenpeace celebra “vitórias” no Brasil em 2016

Uma triunfante nota postada no sítio do Greenpeace Brasil, em 21 de dezembro, comemora as ações que a ONG considera como as “vitórias” obtidas ao longo do ano. Na lista, são citadas:

1) a campanha Carne ao Molho Madeira, “em que três grandes redes de supermercado do Brasil se comprometeram a não comprar carne contaminada com o desmatamento da Amazônia”;

2) o cancelamento do projeto da usina hidrelétrica de São Luiz de Tapajós, “que ameaça a biodiversidade e o modo de vida dos povos tradicionais que vivem na região.”

3) relatório Revolução Energética, “que mostra que é possível o Brasil ter 100% de energia renovável até 2050, aproveitando o sol e o vento na geração de energia limpa”;

4) a campanha de Agricultura e Alimentação, “para questionar o modelo agrícola praticado no Brasil: as sementes transgênicas, os agrotóxicos, a expansão da agropecuária sobre a Amazônia e os impactos climáticos da nossa produção. Com isso, alcançamos a aprovação da Lei 6670/2016, que visa diminuir a quantidade de agrotóxicos nos nossos alimentos”.

5) o veto ao artigo 20 da Medida Provisória 735, “que ofereceria US$ 5 bilhões em novos subsídios à geração de energia com carvão mineral”.

Como nem tudo foram flores “verdes”, a ONG lamenta o fracasso na tentativa de criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul, com uma petição internacional de cerca de um milhão de assinaturas. “A iniciativa não foi aceita, mas continuaremos insistindo”, prometem (Greenpeace, 21/12/2016).

Como se percebe, o que os radicais “verdes” consideram como triunfos significam reveses ou retrocessos para os interesses da grande maioria da população brasileira.

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